DISCOS
SSS-Q
Songs from my Backyard
· 11 Jun 2014 · 10:03 ·
SSS-Q
Songs from my Backyard
2013
Wasser Bassin


Sítios oficiais:
- SSS-Q
- Wasser Bassin
SSS-Q
Songs from my Backyard
2013
Wasser Bassin


Sítios oficiais:
- SSS-Q
- Wasser Bassin
Trompete e percussão debaixo de numa árvore.
2013 foi um ano marcante para Susana Santos Silva. A trompetista oriunda do Porto terá sido a figura mais presente do jazz português, estando envolvida em múltiplos projectos: gravou em duo com o contrabaixista sueco Torbjorn Zetterberg o excelente Almost Tomorrow (Clean Feed); com o seu trio Lama – e o convidado Chris Speed – editou Lamaçal (também Clean Feed); integrada na Orquestra Jazz de Matosinhos participou no disco Bela Senão Sem (TOAP/OJM); desenvolveu um duo com a pianista eslovena Kaja Draksler; e continuou a dinamizar a Associação Porta-Jazz.

Além de tudo isto, Santos Silva trabalhou também neste projecto SSS-Q - a sigla representa simplesmente os nomes dos músicos envolvidos, Susana Santos Silva no trompete e Jorge Queijo na percussão. Editado pela Wasser Bassin, este Songs from my Backyard revela o lado mais exploratório da trompetista. Tal como acontece na parceria com Zetterberg, esta música assenta na improvisação e também, tal como nesse disco, a trompetista exibe não só a sua faceta lírica (característica já habitual), mas leva-a a aventurar-se também no desenvolvimento de texturas rugosas.

Queijo aproveita a experiência dos Torto, mas sobretudo de um outro projecto com outro músico vindo do jazz: o duo Tubab, com Sérgio Carolino (tuba), navega em águas próximas deste trabalho com a trompetista. O baterista revela aqui imaginação na utilização variada de recursos, criando ambientes sonoros que se vão entrelaçando com o trompete. O trompete de Santos Silva aqui nunca é previsível: explora diferentes sons, diferentes possibilidades, com surdina, com efeitos, etc.

Os temas são curtos, raramente passado dos três minutos, e a dupla aproveita para expor as ideias de forma concisa. A diversidade de ambientes é expressa de forma clara em dois temas, no meio do disco: à sexta faixa, “Elefantes a acasalar” (óptimo título), a dupla promove uma turbulenta interacção sónica; logo na faixa seguinte, “Fucking ballad” (outro óptimo título), a música entre em absoluto contraste, aproximando-se daquilo que poderia ser uma balada. Este disco não é apenas mais um belíssimo capítulo para a discografia crescente da trompetista, é sobretudo a mostra de um excelente trabalho em parceria.
Nuno Catarino
nunocatarino@gmail.com
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