DISCOS
Robert Plant
Band of Joy
· 16 Dez 2010 · 15:48 ·
Robert Plant
Band of Joy
2010
Rounder / Universal


Sítios oficiais:
- Robert Plant
- Rounder
- Universal
Robert Plant
Band of Joy
2010
Rounder / Universal


Sítios oficiais:
- Robert Plant
- Rounder
- Universal
A voz dos Led Zeppelin está bem e recomenda-se: e a cada disco que passa afasta decididamente os seus fantasmas.
O mundo tem uma ideia algo errada em relação à carreira a solo depois da época dourada como frontmen dos Led Zeppelin. É certo que os anos 80 não foram muito dóceis com Robert Plant, mas com os anos 90 chegou um disco perfeitamente aceitável - Fate of Nations, que chega a ser um bom disco aqui e ali – e com os 00s já lá vão três óptimos discos (já para não falar no disco a meias com Alison Krauss, Raising Sand), reconciliadores com o passado solista que não começou da melhor forma mas que está longe – muito longe – de assombrar o seu presente.

Como é sabido, Band of Joy foi a banda de rock psicadélico em que Robert Plant militou nos anos 60 (com o saudoso John Bonham, rei dos bateristas) antes de fazer história nos Led Zeppelin, e por isso é de todo legitimo que este disco, com o mesmo título, recrie um pouco dessa realidade e ambiente. Mas, ao mesmo tempo, Band of Joy (e não Bando f Joy como o Word insiste em sugerir) é um disco que segue as pisadas do seu trabalho supracitado com Alison Krauss, uma vez que assenta pés firmes em território americano (Nashville, mais concretamente, cidade onde o produtor Buddy Miller tem a sua base) para de lá raras vezes sair. O banjo constante confirma-o. E o resultado dessas opções é quase sempre vencedor.

A prova que Robert Plant cresceu musicalmente (ao contrário de Jimmy Page que aparentemente parou no tempo) está curiosamente, neste caso, na forma como interpreta canções de outros. Exemplo: a belíssima versão de “Silver Rider” dos Low. Sim, dos Low, de quem pede emprestada também “Monkey” (Alan Sparhawk e Mimi Parker estarão, certamente, orgulhosos). Mais: uma canção do tantas vezes esquecido Townes Van Zant, “Harm’s Swift Way”, entre outros bons argumentos. Certo é que em Band of Joy está impresso, do início ao fim, um bom gosto nos arranjos e nas opções estéticas (muitas vezes inesperadas, como na semi-electrónica canção que encerra o disco, "Even This Shall Pass Away") que, mais do que permitir a redenção, assegura a Robert Plant um bom futuro. A continuar assim, poderemos esperar muito boas coisas do homem que um dia foi rei e senhor nos Led Zeppelin.
André Gomes
andregomes@bodyspace.net
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