ENTREVISTAS
Vitor Joaquim
Mudar de pele
· 18 Jan 2012 · 00:14 ·
Filament, o mais recente disco de Vitor Joaquim, é, para todos os efeitos, um disco de transição. Depois de sair da Crónica, a casa de muitos anos, o músico viu-se obrigado a encontrar novas inspirações, novas perspectivas, uma nova morada para as suas explorações. Foi obrigado a mudar de pele, mantendo todas as suas convicções intactas. E teve de emigrar. A Kvitnu foi o selo encontrado para um novo disco que o próprio admite ser, apesar de tudo, uma continuação do trabalho realizado em Flow, o seu lançamento anterior. Mas nem só de discos se fez a troca de palavras com Vitor Joaquim: também houve espaço para falar de inspirações várias, do festival Semibreve, de arrependimentos ou a falta deles, da relação de todos nós com a música nos dias que correm, a relação entre a música e a imagem e até acerca de expectativas para a Capital Europeia da Cultura 2012 em Guimarães. Como com conversador que é, Vitor Joaquim, crítico como sempre, teve resposta para tudo. E ainda avançou com projectos para 2012.


Fala-me de Filament, do processo de construção do disco, das evoluções em relação a trabalhos passados. Como foi chegar a este disco?

Antes de mais, este disco foi o resultado de uma grande ausência da edição a solo, o que só por si se torna um tormento para qualquer criador. Não que tenha sido um grande parto, foi sim uma longa ausência desde o ultimo disco a solo, o Flow. E essa ausência deveu-se basicamente a uma coisa pouco agradável, mas que faz parte da vida, e que foi uma proposta recusada pela Crónica. Crónica, que era a editora à qual eu, liricamente, me imaginava ligado para todo o sempre (risos). Dado que não havia até então no meu horizonte nenhuma outra editora da qual eu me sentisse tão intimamente próximo, este disco, foi como que um restart no mundo da edição uma vez que tive que repensar todas as minhas ligações e encontrar quem me quisesse publicar. Mas afinal foi só mais um momento de ter de voltar a sair novamente do país. Em todo o caso, em termos de edição, entre o Flow e o Filament, tive pelo meio várias edições em compilações e uma colaboração com os @c no álbum “de-tour” que resultou de uma digressão que fizemos pela Alemanha. Sem esquecer as diversas composições para dança contemporânea. Pensando no presente, concluído que está este disco, quero continuar a investir num modelo de criação que se aproxime dos concertos ao vivo, pelo que todo o meu trabalho em estúdio consiste em organizar material sonoro, habitualmente sob a forma de micro elementos sonoros, que seja passível de ser executado ao vivo da mesma forma que é executado em regime laboratorial. E nesse sentido, este disco vem na continuidade do Flow (gravado ao vivo no Festival O da Guarda) embora um pouco menos táctil, e talvez mais dado à introspecção, com faixas mais longas e com uma paleta tímbrica bastante complexa e entrelaçada.

Há alguma coisa de discos anteriores com as quais não estejas totalmente satisfeito e que tenhas tentado evitar desta vez? Fazer discos pode ser uma coisa pavloviana?

Não há nada que tenha feito (em disco) de que me tenha arrependido. Tomei opções em discos anteriores que se podem ter tornado mais difíceis para quem as ouve, mas esse problema é um problema que não me diz respeito. Enquanto criador, sinto que me compete criar e depois sujeitar-me à apreciação de quem ouve. E a quem ouve cabe a responsabilidade de se saber educar. Se ambas as partes cumprirem com o que lhes cabe, o mundo será perfeito. Pelo menos em termos de relação criador-audiência. Não há qualquer condicionamento que não venha de dentro: da minha consciência, do meu sentido estético e da minha sensibilidade na combinação deste dois elementos.

Em termos de tema e inspiração, li que este disco é uma espécie de grito mudo em relação a este estilo de vido de consumo rápido e instantâneo de bens materiais e culturais. De que forma este disco vai contra esses hábitos?

Sim, de facto foi essa a minha motivação temática em torno deste disco. É obviamente uma relação que se faz com alguma abstracção uma vez que não me proponho discutir objectivamente questões sociológicas ou politicas enquanto o toco ao vivo, nem tenho textos explicativos no disco. Mas esta temática subordinou de alguma forma todas as opções que fui tomando enquanto compunha, pelo que todo o tratamento formal acabou por respeitar esse princípio. Não criei esquemas fáceis de aderir e as faixas são relativamente longas, contra todas as recomendações de consumo que nos indicam que um tema deve ser curto para fazer plays na web ou na rádio e ser rapidamente digerido. Da mesma forma que não há pessoas a cantar, e os temas têm todos eles uma progressão muito intrincada que chama imediatamente o ouvinte à concentração na escuta. Para quem se dispõe a ouvir com atenção, há um mundo que se esconde a cada segundo que passa. E se tivesse que estabelecer um paralelo facilitador, chamar-lhe-ia “ambient progressivo” o que é em si uma contradição. Mas só aparente, penso eu. Portanto, quem aderir à escuta encontrará objectivamente um trabalho que é a antítese do consumo rápido. É como beber um vinho do Porto, não faz sentido tomá-lo como um shot ou uma cerveja de pressão.


Achas que ouvimos música de uma forma apressada e pouco atenta, pouco detalhista? Achas que a nossa relação com a música se tem vindo a deteriorar nos tempos mais recentes?

Essa é uma excelente questão e constitui sem dúvida uma das grandes preocupações de qualquer pessoa que trabalhe apaixonadamente com o som. Olhando retrospectivamente, temos que concluir que antigamente as pessoas tinham acesso muito restrito à música e em pouca quantidade. Hoje, pelo contrário, toda a gente tem acesso imediato a milhões de temas via web. Paradoxalmente, pelo que me é dado ver, esta facilidade acabou por levar a uma desvalorização do conteúdo e da qualidade do conteúdo em detrimento da posse e da valorização do acesso. Ainda que virtual, a posse confere ao ouvinte um sentimento de domínio e uma maneira de estar perante a música que a coloca, a ela música, quase ao mesmo nível das pipocas. Cria-se uma sensação de «tenho (acesso), posso (aceder) e mando (tocar) -quando quiser». No outro lado da equação está a qualidade da audição que se encontra relegada para segundo ou terceiro plano. Não sei se há estatísticas sobre isso, mas a verdade é que uma grande parte das pessoas que consomem musica no mundo ocidental, fazem-no através de formatos comprimidos e de que o mp3 é o grande campeão. Ora para quem não sabe, em muitos dos casos, cerca de 50% da informação desaparece quando se faz um mp3. Há tantas variáveis na criação de ficheiros mp3 que qualquer resultado é uma potencial aberração. Para além das variações no bit rate, ainda há a considerar o programa sonoro, e a qualidade do encoder. E sabe-se, por testes feitos, que num caso de estudo, a escolha de dois encoders diferentes a 128kbit/s, obteve pontuações que variaram entre os 2,22 e os 3.66, numa escala de avaliação de 1 a 5. Ora isto é uma variação muito grande, considerando que só estamos a comparar mp3 a 128k. É certo que os princípios sobre os quais se baseia a codificação são científicos e assentam em conhecimento científico, mas não convém esquecer que a solução adoptada (solução técnica e comercial) tem em vista o funcionamento normal do ouvido do cidadão médio (consumidor). Estão sempre de fora destas considerações os ouvidos mais treinados, mais atentos e mais profissionais. Por outro lado, os peritos mais cautelosos, dizem que nós não damos por isso. E lá mais para a frente, em “letras pequeninas”, também dizem: “conscientemente...”. E eu, sendo irónico, até compreendo essa justificação pois acontece o mesmo com o cancro. Ele aparece, instala-se nas pessoas e nós não damos por isso. Mas a verdade é que não é por isso que ele é desprezível. Compreendo que a comparação seja um pouco agressiva, mas é assim que eu a sinto perante tal argumento. E foi precisamente a pensar neste tipo de questões que em tempos criei um tema que se chama “The Devil is in The Detail”. Nunca convém esquecer que é no detalhe que tudo se ganha e se perde. Não foram as guerras infames que destronaram o Bill Clinton, foi um simples (e alegado) blow job. É o poder do small detail. Um grau de diferença num cálculo de curvatura feito ao nível do solo, leva a milhares de quilómetros na atmosfera. Se não pensasse em detalhes, o homem não teria saído das cavernas. Desvalorizar as percas verificadas com o mp3, é o mesmo que fazer tabula rasa de tudo o que se sabe sobre o funcionamento do ouvido na sua complexa relação com o cérebro. Senão, perguntem aos cílios da coclea e eles vos dirão o que ouvem.

Foste um dos dois nomes portugueses do Semibreve em Braga. Pela quantidade de publico e qualidade dos concertos, achas que a música electrónica experimental tem, em Portugal, mais público do que aquilo que parece?

Bem, o problema dos públicos é muitas vezes um falso problema. Acontece com a música, acontece com o cinema, acontece com as artes plásticas e desde logo com a dança contemporânea. A questão coloca-se essencialmente ao nível do ponto de vista e da contextualização dos casos. Explico: há casos de filmes portugueses que tendo sido colocados em condições de igualdade de distribuição perante outros filmes estrangeiros, conseguiram maiores níveis de audiência do que esses mesmos filmes estrangeiros. E a verdade é que poucas pessoas acham isto possível. E acontece o mesmo com a música portuguesa. No início da minha adolescência, havia muito questionamento e mais certezas sobre a impossibilidade de se cantar rock em português! Parecia obvio para toda a gente que o rock nunca poderia ser cantado em português. Era uma conversa que nem dava para começar, por estranho que pareça. As pessoas, em situação de neutralidade, como foi o caso do Semibreve, tendem a gostar de todo o tipo de trabalho desde que apresentado nas devidas condições. Essa é que é a chave da questão. Mozart no Festival do Sudoeste nunca funcionará, assim como nunca funcionará se lá colocarmos a audiência típica da Gulbenkian. Tem de haver uma adequação das propostas aos espaços e as condições técnicas de cada caso devem ser escrupulosamente cumpridas, coisa que raramente acontece no nosso sistema de produção. Como muitos de nós tristemente sabemos, The Legendary Tiger Man teve de cancelar um concerto no festival do Sudoeste, mesmo já depois de ter começado, por lhe ser impossível tocar a ouvir os bpm’s implacáveis da tenda de dança. Uma vergonha para a organização, e um grande hurra para o Paulo Furtado por ter feito a única coisa que alguém deve fazer em tais circunstâncias: cancelar. Portanto, resumindo, sim, há público para tudo, desde que se tratem bem ambas as partes. Recordo-me de um caso com um concerto que fiz em duo com o Carlos Zíngaro na ZDB em 2006. Antes de começar o concerto, estávamos os dois à porta na cavaqueira e de vez em quando vinham pessoas perguntar-nos que espaço era aquele e se havia alguma coisa naquela noite. Embaraçados, lá íamos respondendo como conseguíamos, e as pessoas lá iam à sua vida. E porquê o embaraço? Porque pura e simplesmente não havia um único cartaz há porta sobre o que ia acontecer. Sem investimento não há resultados, toda a gente sabe isso. E tem de ser parte a parte, ou então não funciona. Há espaço para tudo e público para tudo, desde que se cumpram as regras com dignidade, de parte a parte.


No Semibreve acabou por ser curioso o facto de todos os concertos terem uma vertente visual associada à parte musical propriamente dita. Achas que começa a ser uma necessidade, uma quase obrigação?

Enquanto criador e também parte de uma audiência, não creio que seja uma necessidade. Cada criador lida com as diversas problemáticas que se lhe vão colocando de acordo com o que a sua consciência lhe diz, e dito isto, cada caso será sempre um caso. Curiosamente, 3 dias depois do concerto de Braga, toquei o Filament na Culturgest às escuras. A sala não permitia montar o set de Guimarães pelo que optei por tocar às escuras. Já o faço há uns anos e continuarei sempre a fazê-lo. Tocar às escuras é sempre uma delícia. Pena é que seja quase impossível colocar um espaço em black-out total. No caso específico de Braga, com o espectáculo Filament, optei por investir na parte visual porque é uma forma de estabelecer uma colaboração criativa com outra pessoa. Neste caso foi o Hugo Olim, mas poderia ser outro artista visual. Quando compus o disco, basicamente pensei nas possíveis formas de o tocar ao vivo. E de entre essas formas, imaginei uma em que o set design era composto por um dispositivo sonoro/luminoso controlado a partir do meu computador, e por duas projecções, uma sobre a parede traseira e outra sobre o chão (ver vídeo). O que procuro com esta opção não é responder a uma necessidade imposta a partir do exterior, mas sim a uma vontade de estabelecer uma colaboração com um convidado que traga uma dimensão visual ao trabalho sonoro através de um dialogo em que o resultado espero, seja superior à soma das partes. Se não resultar, foi porque o diálogo não foi interessante e porque eu, em ultima análise, fiz más opções. Se resultar, é porque o diálogo foi interessante, independentemente de ser entre som e imagem, ou entre som e som. E acho que esta questão se coloca para todos os casos. Há boa e más colaborações, assim como bons e maus resultados. O fundamental está na coerência global da proposta.

Assim a talhe de foice, e mudando radicalmente de assunto, que expectativas guardas por exemplo para a Capital Europeia da Cultura 2012 em Guimarães?

Tenho expectativas muito positivas sobre o que poderá resultar desta Capital Europeia da Cultura embora não esteja muito por dentro da programação. Creio que Guimarães percebeu a dimensão do país a que pertence, e que tornou bem claro que compreendeu que a aposta tem de ser feita no domínio do realizável, do concreto e do investimento local junto dos seus cidadãos. Uma das tónicas, parece residir no investimento junto das populações através da criação de laços entre criadores e locais por via do contacto quotidiano e da colaboração criativa. Por outro lado, gosto especialmente deste evitar o deslumbramento provocado pelas grandes figuras que chegam cegam e de repente já se foram embora. A moderação e a imaginação parecem ter tomado conta do processo e só nos podemos congratular por isso. Antes de começar, Guimarães e o país já estavam de parabéns.

Tens uma posição muito crítica dos media em Portugal, pelo menos na forma como estes olham para as músicas experimentais. O que te apetece dizer sobre este assunto?

Apetece-me dizer que há uma imensa colecção de incompetentes que se profissionalizaram em reproduzir press releases e em aceitar viagens e estadias em hotéis pagos por quem criticam. A falta de produtividade e de massa critica é quase total. Vê-se pelo que (não) produzem. Há casos caricatos de artistas pagos por “promotores” a viajarem de avião em classe normal, ao mesmo tempo que no mesmo avião viajam críticos que os vão criticar, pagos pelo mesmo promotor, mas em classe executiva. E o mesmo se aplica ao hotel em que dormem e ao restaurante em que comem. Miserável, simplesmente. Mas também é certo que já tiveram melhores dias, e um dia, que não tardará muito a chegar, por essa mesma razão, a imprensa escrita capitulará às suas próprias mãos. É triste dizê-lo, mas aquilo que já foi pura premonição parece agora estar ao virar da esquina. Esperemos que as novas gerações de escritores da web (sejam eles novos ou velhos) não se embasbaquem com o seu próprio umbigo e sejam capazes de descolar em direcção ao desconhecido da mesma forma que os artistas experimentais (musica, dança, artes plásticas, etc) já tiveram que o fazer há muito tempo. É absolutamente patético que a imprensa nacional tenha deixado cair ao abandono artistas como o Nuno Rebelo (agora “exilado” em Barcelona) ou o Carlos Zíngaro, só para citar dois exemplos. Ou que por exemplo, para não me por de fora, nunca tenha feito uma menção minimamente decente ao meu álbum Flow que de entre as dezenas de apreciações internacionais que teve, mereceu, pela Wire, um lugar de destaque nos 10 melhores discos mundiais de música electrónica no ano de 2006. Não o digo por vaidade, digo-o por vergonha. Recebi encomendas de vários países, fiz dezenas de concertos fora de Portugal, a rádio nacional alemã encomendou-me uma peça para audição exclusiva (coisa que não aparece sequer no panorama das possibilidades nacionais para artistas portugueses); das imensas entrevistas que me fizeram nos últimos anos para televisão, rádio e escrita, só duas terão sido para Portugal, sendo uma delas para a BODYSPACE. Só em Espanha, nos últimos 10 anos, já trabalhei numa dúzia de cidades, sendo que nalgumas delas já nem sei quantas vezes lá estive. Isto deve dar uma percentagem de 400 ou 500% em relação ao que faço no meu país. E nem falo da Alemanha, França, Bélgica, Polónia, Inglaterra... É simplesmente confrangedor olhar para imensidão de excelentes criadores que temos à espera de duas linhas de imprensa em Portugal. Nem dá para começar porque nem há fim possível depois de se começar.

És professor na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto. Há por lá quem esteja a fazer trabalhos interessantes nestas áreas da música electrónica e quejandos? Aprendes muita coisa com os teus alunos?

Começando pelo fim, sim, todos os dias se aprende quando se dá aulas e todos os dias são bons para se partilhar o que se sabe e o que não se sabe (risos). E é sempre gratificante a interacção que se estabelece entre aluno e professor quando existe uma motivação partilhada, tal como sinto acontecer com os meus alunos (que para mim são sempre potenciais amigos). Uma das coisas que mais admiro na forma como se posicionam, reside precisamente ao nível do domínio e do à vontade com que tratam a tecnologia. Eu ainda pertenço a uma geração que por ver a maquinaria como uma coisa de difícil acesso, acabava por a endeusar e por ficar por vezes refém das suas próprias possibilidades e limitações. E hoje não vejo que isso aconteça com as gerações mais novas. De facto, já não acontece isso, e sinto que os alunos se focam cada vez mais nos conteúdos e nos aspectos formais da criação em detrimento dos aspectos meramente tecnológicos, embora sem nunca os negligenciar. São aliás, quase sempre, excelentes “domadores” de tecnologia! Daí resulta que tenho tido verdadeiras surpresas nas mais diversas áreas, desde a ficção às artes digitais, passando pelo design de som e pela animação onde temos sempre excelentes alunos com excelentes trabalhos e de que o Pedro Serrazina (de quem sou grande admirador desde O Gato e a Lua) é um dos muitos professores. Há pois uma geração de jovens talentos, muito promissores, que só precisam que lhes dêem oportunidade de mostrarem o que valem, e sabem fazer. E começam-se já a ver alguns deles a quebrarem barreiras, entre as quais a da nacionalidade, e a espetarem lanças em lugares onde antes era impossível vencer (terreno para um longo texto).

Para 2012, que projectos tens em cima da mesa?

"Verdana","sans-serif"'>Os mesmos projectos que tenho por debaixo da mesa (risos): continuar a dar o meu melhor por prazer e para poder dormir de consciência tranquila. E isso passa por continuar a dar aulas, fazer alguns concertos, editar dois discos (seria ideal!) continuar as minhas colaborações além fronteiras na dança contemporânea, e por fim, e muito mais importante: dar um grande esticão na investigação que estou a desenvolver em torno da laptop performance, no Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) na Católica do Porto. Não vai é pedir muito... (risos)
André Gomes
andregomes@bodyspace.net

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