DISCOS
Rob Mazurek
Chants and Corners
· 07 Set 2017 · 10:12 ·
Rob Mazurek
Chants and Corners
2017
Clean Feed


Sítios oficiais:
- Rob Mazurek
- Clean Feed
Rob Mazurek
Chants and Corners
2017
Clean Feed


Sítios oficiais:
- Rob Mazurek
- Clean Feed
Neo-tropicalismo.
O trompetista, compositor, improvisador e explorador Rob Mazurek não pára. E não é fácil seguir toda a sua actividade discográfica. Após a edição de dois discos de Pharoah & The Underground, parceria entre o seu Chicago + São Paulo Underground com o lendário saxofonista Pharoah Sanders, gravados ao vivo no Jazz em Agosto, Mazurek regressa à Clean Feed com dois discos: Rome (solo gravado na cidade de Roma) e Chants and Corners (gravado ao leme de um quinteto).

Apesar de Chants and Corners estar assinado apenas pelo seu nome de baptismo, o grupo é uma espécie de São Paulo Underground versão XL. Além dos habituais comparsas Maurício Takara (percussão) e Guilherme Granado (teclados, sintetizadores, electrónica), Mazurek conta aqui com a colaboração de Thomas Rohrer (saxofone soprano, flautas, outros sopros) e Philip Somervell (piano, piano preparado).

Figura lendária da cena de Chicago dos anos ’90, Rob Mazurek tem conseguido expandir-se em múltiplos projectos, não se fixando num jazz estático, abraçando múltiplas direcções estéticas em simultâneo. Se a eletrónica já tinha um papel fundamental em trabalhos anteriores, o seu papel neste disco é reforçado. Apesar de quase deixar de lado o seu instrumento de origem, ainda conseguimos ouvi-lo pontualmente, como acontece na faixa 7, “Matrices of Lost Conversations”: o som aveludado, em fundo, confronta com o pequeno turbilhão de bons em primeiro plano, num delicioso jogo de contrastes.

O neo-tropicalismo de Mazurek é electrónico, psicadélico e improvisado. Neste disco há uma profusão de ideias, múltiplos sons que surgem sobrepostos e que, estranhamente, se colam com naturalidade. O músico de Chicago combina um piano tépido, ritmos quebrados, texturas electrónicas e sopros pontuais, numa massa sonora surpreendente. Os anos passam, os cânticos de Mazurek continuam a cativar.
Nuno Catarino
nunocatarino@gmail.com
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