DISCOS
Caribou Vibration Ensemble
CVE Live 2011
· 16 Mar 2015 · 16:06 ·
Caribou Vibration Ensemble
CVE Live 2011
2015
Ed. de Autor


Sítios oficiais:
- Caribou Vibration Ensemble
Caribou Vibration Ensemble
CVE Live 2011
2015
Ed. de Autor


Sítios oficiais:
- Caribou Vibration Ensemble
Muito mais que um disco ao vivo.
É verdade que o tipo parece já ter arranjado casa por cá e que muito do hype em seu torno parece algo injustificado. Mas, foda-se, quando alguém pare no mundo um corpus de trabalho tão rico, reinventando-se a cada álbum sem perder a matriz electrónica-puxando-para-a-dança, não podemos senão bambolear o corpo para a frente e para trás como que na presença do Grande Alá. CVE Live 2011, ainda que apenas trechos de dois concertos distintos, merece estar lado a lado com obras como Andorra, Swim e o mais recente Our Love: é demasiado bom para ser visto como um "mero" disco ao vivo.

Claro que não vale a pena dizer que CVE Live 2011 tem lugar no panteão ao lado dos discos ao vivo dos Ramones ou dos Daft Punk - primeiro, porque a sua duração não permite que nos transportemos magicamente para o meio dessas audiências, segundo porque não é tanto um disco ao vivo como um de remisturas: "Bowls" e "Sun" são aqui reinventadas (e esta última, então, é soberba), colocando-se lado a lado com o pedaço mais estranho de música que Dan Snaith já fez - alguma vez pensámos escutar Caribou em modo free jazz? É exactamente isso que acontece na segunda faixa, cujo nome é o daqueles que colaboraram consigo na Vibration Ensemble, nestes concertos de 2011, casos de Kieran Hebdan ou James Holden.

Já o outro disco do músico enquanto Vibration Ensemble tinha tido o condão de se assumir não apenas como o registo quase fotográfico de um determinado concerto mas como uma experiência salutar no que à reeducação musical diz respeito. Lembremo-nos de "Melody Day", que então era transformada numa deliciosa balada folk capaz de arrancar uma lágrima ao mais rochoso dos homens. Aqui, o tratamento de génio é dado a "Sun" (que já era a melhor malha de Swim), que vira um épico psicadélico de treze minutos, nave espacial que levanta voo ao ritmo motorik e transporta a espécie humana para outros planos evolutivos. Em três temas apenas, Caribou volta a dar-nos motivos para o continuar a acompanhar. Mora cá? Ainda bem!
Paulo Cecílio
pauloandrececilio@gmail.com
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