DISCOS
DeepChord Presents Echospace
The Coldest Season
· 30 Mai 2008 · 08:00 ·
DeepChord Presents Echospace
The Coldest Season
2007
Modern Love


Sítios oficiais:
- Modern Love
DeepChord Presents Echospace
The Coldest Season
2007
Modern Love


Sítios oficiais:
- Modern Love
Techno e dub perdidos nas profundezas do espaço. Prespectivas errantes, sedutoras e frias.
Perdoem-me as divagações, mas há discos assim, feitos de estranhos silêncios, de efervescências sedutoras, de romantismos gélidos, de frescuras arrepiantes e até mesmo de belezas esculpidas em gelo. Música empurrada pelo vento e sussurrada em estranhos contrastes. Música que fala sem companhia e que sonha com a possibilidade virtual do mundo poder ser recriado por palavras que ecoam no espaço e no tempo. O branco não sai da cabeça. Ali permanece em solidão e em puro descanso heróico. As cores garridas, afastadas do destino, aguardam a vez. A espera será longa. No núcleo, onde a acção se desenrola, sentem-se os impulsos da tecnologia; sentem-se as notas cambaleantes, indecisas, belas.

O título faz síntese do que se ouve no seu interior: música fria para uma temporada invernosa. Techno erguido de sons que ecoam no vácuo. Redundâncias que se constroem no vazio galáctico para logo de seguida se dizimarem entre a orla interior e exterior de um universo em permanente expansão. Dub de baixa temperatura, tíbio, solvente. Ecos perdidos na memória que relembram o passado mas que insistem no futuro.

The Coldest Season é um disco inspirado e de esquadrias exactas. Relembra os melhores momentos da Basic Channel ou dos Rhythm & Sound, confiando-nos murmúrios minimais que não se confundem com vagas banais, como aquelas que se perdem em longas e inuteis considerações. The Coldest Season é simples, corajosamente despido dos tiques acanhados que frequentemente ocupam o espaço desnecessáriamente. Os temas de Echospace parecem forjados numa assentada única tal a semelhança que exibem. Há coerência estética mesmo quando a repetição hipnótica se instala. Tanto faz «First Point of Áries», «Celestialis» ou «Elysian». É indiferente procurar diferenças. Tal como é indiferente assinalar este disco como um dos mais interessantes de 2007. Afinal ainda há música do ano passado que se descobre ao acaso e quando menos se espera.
Rafael Santos
r_b_santos_world@hotmail.com
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