DISCOS
Filho da Mãe
Mergulho
· 04 Mar 2016 · 22:59 ·
Filho da Mãe
Mergulho
2016
Lovers & Lollypops


Sítios oficiais:
- Filho da Mãe
- Lovers & Lollypops
Filho da Mãe
Mergulho
2016
Lovers & Lollypops


Sítios oficiais:
- Filho da Mãe
- Lovers & Lollypops
Um disco feito de liberdade.
Depois de algumas audições torna-se óbvio. Pela terceira, percebe-se o porquê do terceiro disco de Rui Carvalho se chamar Mergulho. Se em Palácio e Cabeça o guitarrista brincava com os ritmos cardíacos de quem o escutava, balanceando entre o quase silêncio e crescendos de épicas proporções, em Mergulho o guitarrista assume o reclamar de uma certa tranquilidade.

Ao longo dos seus doze temas, Mergulho revela-se como o disco mais exigente de Filho da Mãe. Recorrendo muito menos aos pedais e a uma certa “electricidade” que existia nos seus dois discos anteriores, o seu terceiro disco é o seu registo mais despido, mais exposto, mais indefeso. É um disco quase sem rede, sem escapatórias, que diz “este sou eu, isto é o que eu quero ser neste momento”.

Mesmo quando em “Júpiter” Rui Carvalho improvisa uns oito minutos de um entusiasmante crescendo, o volume não é o mesmo de outrora. Tudo é mais interior, tudo é mais brando, mais resolvido.

É em temas como “Marcha de Pedra” e “Madagáscar”, duas pequenas delicias acústicas de beleza pastoril, que reside a essência de Mergulho, o disco que Rui Carvalho quis fazer aqui e agora. Soa e sabe como um registo com o coração nas mãos. E soa a um documento que celebra o magnifico poder da liberdade. Magnifico, maestro, magnifico.
André Gomes
andregomes@bodyspace.net

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