DISCOS
Franz Ferdinand
Franz Ferdinand
· 03 Mar 2004 · 08:00 ·
Franz Ferdinand
Franz Ferdinand
2004
Domino


Sítios oficiais:
- Franz Ferdinand
- Domino
Franz Ferdinand
Franz Ferdinand
2004
Domino


Sítios oficiais:
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Franz Ferdinand, o primeiro disco dos Franz Ferdinand, chega-nos depois do EP Darts Of Pleasure e não, não é o novo Screamadelica, apesar de os Franz Ferdinand também virem de Glasgow. É um disco simpático, com canções giras, e que serve para abanar as ancas ("dançar" é uma palavra feia, especialmente nos circuitos indie).
Os Franz Ferdinand escrevem canções que não diferem muito entre si, mas que são indubitavelmente deles; o molde nunca muda, mas é uma boa fórmula e é extremamente poppy. Claro que não são grandes compositores, nem sequer grandes executantes, mas, caramba, isto é rock e dá para bater o pé. Querem mais? Sim, letras boas.
As influências são óbvias: Joy Division, Gang of Four, Wire, e o resto da escola das ilhas de Sua Majestade. Ao longo de onze canções, a fórmula é repetida sem grandes variações. Todas as faixas podiam ser singles, ao bom estilo britânico, havendo só um notável desvio da receita no último tema, "40 Ft.", que tem um ambiente mais calmo, ainda muito dançável, onde até aparece uma melódica, como os próprios Gang of Four por vezes fizeram, a lembrar o dub de Augustus Pablo.
O álbum começa com uma guitarra acústica e a voz de Alex Kapranos, em "Jacqueline", funcionando como uma forte faixa de abertura com letras como "I'm so drunk I don't mind that you kill me" (ninguém se lembra dos Rapture de "If I drink myself to death, at least I'll know I've had a good time"?). De resto, os temas têm refrões (e versos) cantaroláveis por vezes a duas vozes, com uma a aproximar-se de um Robert Smith do país ao lado, a convidar ao singalong (muito bom para os pubs da região de origem desta banda) como em "Tell her tonight", "Take me out" (o primeiro single), ou "This Fire". O sotaque escocês está presente em temas como "Darts of Pleasure", que, aliás, deu o nome ao primeiro EP da banda que tanto furor fez no passado ano de 2003.
Claro, claro, podemos sempre argumentar que tudo isto já foi feito há muito tempo. Podemos dizer que eles copiam. Mas pelo menos, se copiam, copiam os bons e até nem copiam nada mal. Franz Ferdinand, como disco, aguenta-se, é fácil de ouvir e é instantaneamente memorizável. O tempo encarregar-se-á de dar os Franz Ferdinand o destino por eles merecido, e determinar quanto tempo os seus minutos de fama, decretados por Warhol, durarão.
Consegui chegar ao fim sem mencionar a palavra "hype" uma única vez. Raios, mencionei. Hype. Lá estou eu outra vez. Gaita.
Rodrigo Nogueira
rodrigo.nogueira@bodyspace.net
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