DISCOS
Janelle Monae
The Electric Lady
· 15 Out 2013 · 23:54 ·
Janelle Monae
The Electric Lady
2013
Bad Boy Records


Sítios oficiais:
- Janelle Monae
Janelle Monae
The Electric Lady
2013
Bad Boy Records


Sítios oficiais:
- Janelle Monae
Preto e branco, só o uniforme ao vivo.
Bastam dois discos para percebermos que, quando Janelle Monae fala, o mais indicado a fazer é escutar com atenção. The ArchAndroid fora anunciado por um single, “Tightrope”, digno de figurar no panteão do funk. E o álbum que se seguiu provou estarmos diante um talento multifacetado, capaz de representar classicismo e modernismo soul, assim como passar por outros campos musicais, sem que a qualidade viesse a sofrer com isso. Quanto a The Electric Lady, o primeiro sinal foi igualmente encorajador. “Q.U.E.E.N.”, colaboração com outra Grande Senhora, Erykah Badu, é um pedaço de electro-funk contagiante e viçoso, com refrão que pergunta ”Am I a freak for getting down?”. Ao que respondemos, “E quereríamos ver-te de outra maneira?”

Ao longo de 19 músicas, o segundo álbum de Janelle terá, porventura, mais baladas que The ArchAndroid. Felizmente, desde “Primetime”, com Miguel, até “It’s Code”, não são nenhuns exemplos de sacarina em excesso, primando pela contenção e pela classe. O resto, esse, pode contar uma história de dróides (Janelle encarna uma tal Cindy Mayweather) e tal. Mas o que interessa são verdadeiramente as músicas. E por entre guitarras, órgãos eléctricos, percussões, baixos e afins, Janelle serpenteia como uma líder de banda veterana, confiante como o melhor Jay-Z ou o melhor Prince. Embora, se há comparações a fazer, que seja aos saudosos Outkast. É impossível ouvir “Dance Apocalyptic” sem pensar em “Hey Ya”. E quem não quereria uma digna sucessora dessa música que nem uma cover betos-na-praia dos Morangos Com Açúcar conseguiu estragar.

Quem já viu imagens de Janelle em actuações ao vivo, sabe que o seu estilo é – continuando com comparações – digno do melhor James Brown, com movimentos incessantes, a comandar todo um ensemble alargado de músicos, coristas e performers. Claro que The Electric Lady não nos permite apreciar esse seu talento especial. Mas acaba por ser um pormenor que passa ao lado enquanto apreciamos os 70 minutos de um disco que vai a muitos lados, sem parecer que realmente se dispersa. Pois no meio de tudo isto está a heroína do filme. E ai de quem, ou o que, se atrever a enfrentá-la.
Nuno Proença
nunoproenca@gmail.com
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