DISCOS
Japanther
Eat Like Lisa Act Like Bart
· 03 Set 2013 · 10:59 ·
Japanther
Eat Like Lisa Act Like Bart
2013
Lauren Records


Sítios oficiais:
- Japanther
- Lauren Records
Japanther
Eat Like Lisa Act Like Bart
2013
Lauren Records


Sítios oficiais:
- Japanther
- Lauren Records
Mais do mesmo.
Ao longo de mais de dez anos, os Japanther têm construído a sua carreira em poucas coisas: punk rock tocado da forma mais simples possível e com o gancho certo aqui e ali ("She's The One" ou "Radical Businessman" são bons exemplos), concertos ao vivo plenos de suor e o grau certo de consciência artística. Não é preciso pedir-lhes mais, porque apesar de não se terem desviado nem um decímetro dos seus propósitos desde que nasceram, continuamos a ouvi-los. Eat Like Lisa Act Like Bart pode perfeitamente ser um statement político; divagando, talvez estejam a pedir-nos para sermos vegetarianos e adorarmos a vida de jeito rebelde, talvez estejam a puxar os fãs para o straight edge, talvez estejam a dizer a toda a gente para, tal como continuamos a ouvi-los, continuemos a ver os Simpsons.

Mas os Japanther não foram feitos para serem pensados, ou há muito que teriam seguido a via prog ou, tal como os Black Flag da era Henry Rollins, lançado um álbum de spoken word (as malhas com o enorme Penny Rimbaud em Tut Tut, Now Shake Ya Butt não contam). Nah, os Japanther estão-se a cagar para a arte ou para a evolução ou para outros propósitos de maior. Só querem que passemos um bom bocado a ouvi-los. Quantas bandas assim conhecem? Neste último LP continuamos com o ritmo dançável e a guitarra fuzzy que construíram outros dez discos. E é óptimo.

"Do Not Resuscitate", coisinha pop sobre romance, abre de forma acelerada (atente-se na melodia a correr por trás, escondida, como se tivessem vergonha de ser pop e ao mesmo tempo sucumbissem a esse prazer); há samples, outro dos grandes amores dos Japanther, na bonita "More Teachers, Less Cops"; a infantilidade de "Buy A Life" faz sorrir, antes de entrar pianada em "125th And Riverside" - muito provavelmente a canção mais "canção" que já escreveram -; e há malhão punk em "A Head Bronco", entre fuzz e anomia teen. "Mais do mesmo", sim: mais um disco divertido para desenjoar de muita merda que por aí circula.
Paulo Cecílio
pauloandrececilio@gmail.com
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