DISCOS
Yeah Yeah Yeahs
Fever to Tell
· 27 Jul 2003 · 08:00 ·
Yeah Yeah Yeahs
Fever to Tell
2003
Interscope


Sítios oficiais:
- Yeah Yeah Yeahs
- Interscope
Yeah Yeah Yeahs
Fever to Tell
2003
Interscope


Sítios oficiais:
- Yeah Yeah Yeahs
- Interscope
Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah Yeahs!

Corria o ano de 2001 quando o mundo ouviu falar, pela primeira vez, dos Yeah Yeah Yeahs. De Nova Iorque chegavam notícias de uma banda rock que protagonizava espectáculos cheios de energia e tinha como figura de proa uma vocalista, de seu nome Karen, com atributos vocais e visuais dignos de registo (o recente convite para ser capa da Playboy parece esclarecedor). Daí até à edição do EP homónimo foi um instante. Porém, teríamos que esperar quase dois anos pelo lançamento do primeiro álbum de originais. Mas depois de ouvirmos “Fever To Tell” podemos afirmar que valeu a pena.

A crueza das guitarras, a sensualidade que trespassa a voz de Karen e a simplicidade rock que povoa os temas deste trio nova iorquino fazem deste disco uma verdadeira pérola da nova corrente rockeira que invadiu o mundo e parece querer manter-se no estrelato por mais algum tempo.

Com uma sonoridade algures entre a de uns The White Stripes e Interpol, os Yeah Yeah Yeahs diferenciam-se das restantes bandas do género pela voz, onde a entrega de Karen é evidente e acaba por fazer a diferença, mas também pela busca de uma sonoridade diferente e que não se torne esgotável. Apesar da óbvia influência rock`n`roll em todos os temas há uma clara preocupação em afastarem-se de um género que por vezes limita a criatividade. Adoptou-se o formato clássico de canção rock electricamente rebelde - bem audível em “Rich”, “Date with the Night”, “Man” e “Tick” - e procurou-se uma aproximação à pop mais alternativa revestida de uma camada sonora algo cinzenta. “No No No”, “Maps” e “Y Control” são reflexos dessa atitude deixando no ar a sensação que, no futuro, os Yeah Yeah Yeahs terão a capacidade para inovar não se deixando cair no mais do mesmo a que muitas bandas nos habituaram.

“Fever To Tell” é o cartão de visita para uma banda que ainda pode vir a dar muito que falar. Ouve-se e fica-se com vontade de ouvir mais a cada nova audição, muito por culpa da diversidade (ainda que limitada) que procuraram incutir-lhe. É caso para dizer: “Yeah, grande disco rock”!
Jorge Baldaia
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