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Pet Shop Boys
Yes
· 02 Out 2009 · 09:56 ·
Pet Shop Boys
Yes
2009
Parlophone / Astralwerks


Sítios oficiais:
- Pet Shop Boys
- Parlophone
- Astralwerks
Pet Shop Boys
Yes
2009
Parlophone / Astralwerks


Sítios oficiais:
- Pet Shop Boys
- Parlophone
- Astralwerks
Duo britânico regressa para gerar divergências. Afinal, trata-se de um regresso feliz ou da estocada final?
Quem presta a devida atenção, nos dias que correm, aos Pet Shop Boys? Como classificar (ou esmiuçar, como dita a moda) um lançamento que dispensávamos, mas que, ao mesmo tempo, inspira um novo fôlego para a banda? A abordagem que propomos é o confronto hipotético entre a opinião de alguém que não conheceu a banda nos anos 80 e a opinião de quem não a conheceu na década seguinte. Suponhamos que os dois avaliadores sofreram um coma profundo durante uma das décadas em apreço. Atentem no hipotético resultado.

Ao indivíduo que se achou em estado comatoso durante toda a década de 80, é entregue o novo álbum dos PSB. O indivíduo recorda-se de imediato de ter sido bombardeado, em tempos, com a versão que a banda havia engendrado para um original dos Village People. Chamava-se "Go West" e inundava estádios de futebol. Mais um furo na memória leva-o a lembrar-se do piscar de olhos da banda à América Latina por alturas de "Se a Vida É (I Love You)". Perdido em recordações más, o indivíduo olha agora para o disco que lhe apresentam e torce o nariz. Aceita, a custo, dar uma enésima oportunidade ao duo e escuta o álbum.

Poucas horas volvidas, o veredicto surge. Em 2009, os Pet Shop Boys são mais dignos de pertencer à proa da synthpop do que eram há dez anos, conclui. Decidem-se por requisitar colaboradores de craveira, como Owen Palett (do furacão Arcade Fire, que atingiu o planeta Terra há poucos anos) ou Johnny Marr (dos Modest Mouse e guitarrista de culto com carreira firmada nos anos 80, como ouviu dizer). É deste último a sequência de harmónica que cativa em "Pandemonium" ou a guitarra na razoável "Building a Wall". Argumentos que, ao que parece, fazem com que o moribundo colectivo se perfile para voltar à ribalta.

Ao indivíduo que se achou em estado comatoso durante toda a década de 90, é entregue o novo álbum dos PSB. O indivíduo recorda-se do dueto da banda com Dusty Springfield, em "What Have I Done to Deserve This?", lembra-se da letra de Rent (Actually, 1987), sobretudo a passagem que versa "I Love You / You Pay My Rent". Perdido em recordações simpáticas, o indivíduo olha para o disco que agora lhe apresentam e sorri. Entusiasma-se com a permanência da banda no activo, em 2009, aceita ouvir o novo álbum com prazer e retira-se para a degustação.

Alguns dias volvidos, o veredicto surge. O indivíduo não compreende uma série de aspectos com que se defronta. Porque é que Philip Oakey, dos Human League, se presta a uma colaboração tão medíocre e se contenta em participar apenas numa faixa do CD bónus da edição especial? E para onde raio foram as letras incisivas e provocadoras de sempre? Porque se esgotam em deixas como "(Don’t have to buy) A house in Beverly Hills/ (Don’t have to have) Your daddy paying the bills", retiradas do single de apresentação "Love etc."? E Johnny Marr, o mago dos Smiths e The The, desde quando empresta créditos a trabalhos menores? Que doença assolou a Terra na década de noventa?
Eugénia Azevedo
eugeniaazevedo@bodyspace.net
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