Top 2009 · Top Portugueses 2009 · Topes Individuais · Momentos 2009 · Topes Ilustres
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© Teresa Ribeiro |
André Gomes
Neil Young está vivo e recomenda-se
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A reabertura do Bodyspace.net e, ao mesmo tempo, a festa resultante da escolha dos 50 melhores singles desta década que agora termina. Foi no Café au Lait, no Porto, e dizem que foi de arromba. |
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Ver, finalmente, o enorme Neil Young em cima de um palco pela primeira vez. Aconteceu tudo no Primavera Sound e foi exactamente como tinha de ser: ouvir aquela guitarra a rugir daquela forma nas mãos de Neil Young é uma das 100 coisas a fazer antes de morrer. |
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A repetida confirma��o que os Animal Collective s�o uma das melhores coisas que aconteceram a esta d�cada musical. Depois de Feels ou Sung Tongs, Merriweather Post Pavilion � mais um aban�o profundo nas estruturas musicais desta d�cada. |
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O CCB nem parecia o mesmo com o incr�vel concerto de Seun Kuti, que celebrou como tinha de ser o afrobeat que nasceu das m�os do seu pai, o saudoso Fela Kuti. As pessoas ainda aguentaram metade do tempo sentadas nos seus lugares mas a partir de certa altura a |
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Inevitavelmente, a morte de Michael Jackson que marcou o ano musical. A morte universal, digamos. Mais fresco ainda, a morte de um dos que era como n�s, excepto no enorme talento na guitarra. Jack Rose tinha 38 anos e uma arte imensa nas m�os. |
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As tardes de s�bado pelas ruas do Porto entre a Muzak e a Rua do Almada (Louie Louie, Lost Underground e Retroparadise) na procura de LPs. Algumas raridades e sobretudo muitas descobertas. |
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A �chegada� de uma data de �novos� nomes como os Girls, Ducktails, Universal Studios Florida, Health. Alguns deles est�o no incr�vel document�rio Live at the Smell que capta muito bem alguma da m�sica mais entusiasmante dos nossos tempos. |
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Passados 15 anos desde o seu lan�amento, Grace de Jeff Buckley continua a soar como um disco fundamental de uma voz que se calou muito cedo � demasiado. As suas palavras e as suas can��es, essas, t�m cada vez mais peso e import�ncia na vida de milhares de pessoas. |
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Descobrir Zola Jesus e a bel�ssima �Clay Bodies� e sentir aquele nervoso miudinho pela excita��o do que pode vir ainda daqui. The Spoils � um dos discos do ano e a certeza que o futuro s� reserva coisas boas para Nika Roza Danilova. |
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Devorar com alguma intensidade a trilogia My Aim Is True, This Year's Model e Armed Forces, de Elvis Costello, ou tr�s dos mais incr�veis �lbuns que o final dos anos 70 conheceu. |
Bruno Silva
Ninjas!
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Concertos Skaters related no Barreiro. Melhor noite de 2009. Amor puro em todas as frentes e um obrigado um pouco mais especial para a Filipa. |
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A vitalidade da UK Funky (House) ao longo de todo o ano. Prova indel�vel de que o g�nero � a cena mais importante a acontecer em terras brit�nicas desde o advento do Grime. A escolher um lista das 50 can��es essenciais em 2009, 30 delas dan�ariam nestas �guas. A lacuna de lan�amentos oficiais constituiu uma �ptima desculpa para voltar a ouvir r�dio. |
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Mudan�a da pacatez bo�mia de Coimbra para uma apatia apraz�vel em Lisboa. Ainda a perscrutar as din�micas e a amealhar pequenos momentos. |
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Pacific City Sound Visions na Radio Centraal. Spencer Clark a resgatar as mem�rias mais refundidas e os sonhos mais obtusos naquela que foi a banda sonora perfeita para um Ver�o estranhamente difuso. Adequadamente nost�lgico. In the zone tornou-se parte do meu l�xico. |
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O epis�dio 10 de The Office. The Wedding foi um especial de 40 minutos com espa�o para albergar tudo o que de melhor a com�dia americana tem feito nos �ltimos anos. R�dea livre �s pequenas idiossincrassias das suas personagens enquanto referencia fen�menos Youtube, ternura e embara�o em igual medida. Absolutamente perfeito. |
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Refei��es de entradas. Nota especial para o salm�o fumado. |
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JCVD. Por tudo aquilo que Jean Claude Van Damme nunca foi. A persist�ncia da mem�ria. |
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Centro Comercial Imaviz aos s�bados � tarde. Cal�as de fato de treino e �Eyes Without a Face� em fundo. Tudo que de bom poder� existir no inf�me termo Hipnag�gico habita nessas paredes verdes. |
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Porque 2009 também se fez de abismos necessários, os meses de Junho e Julho levaram o título de “Período mais deprimente da minha vida” enquanto se revelaram também os mais activos a nível de produção artítica. Expulsar demónios. |
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Sam Merengui a deixar uma m�o cheia de bel�ssimos discos sobre diferentes nomes. O ocultismo p�s-black metal de Megafauna de Yoga, a new new age c�smica de Bermuda Telepathe de Explorers ou as ambi�ncias de Miami Vice via lo-fi de fita de Flamingo Breeze constituem o cerne de um retrato multifacetado da personalidade mais secretamente essencial deste ano. |
Eugénia Azevedo
A Grand Place de Bruxelas à mercê do jazz
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A oportunidade de ver os Calexico ao vivo em Vigo, no Centro Cultural Caixanova � sala de espect�culos bel�ssima a fazer lembrar o nosso Theatro Circo. Um concerto soberbo integrado na digress�o que promoveu Carried to Dust sem contemplar Portugal. |
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A surpresa que foi Zoetrope, o �lbum, mas sobretudo a performance. A simbiose inesperada e feliz entre o core�grafo Rui Horta e os Micro Audio Waves testemunhada no Teatro Carlos Alberto. |
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O regresso a Bruxelas e o sorver de tudo o que a capital belga proporciona, incluindo a possibilidade de comprar discos na Bo�te � Musique e na Caroline, visitar o Bozar e aproveitar a Brussels Jazz Marathon apanhando concertos aqui e ali. |
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A desloca��o a Coimbra para espreitar o Jazz ao Centro. |
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A arte inopinada de saber separar o trigo do joio na obra de Eric Clapton. O fasc�nio pelos Cream e Derek and the Dominos. |
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�Jesus, Etc� e �Impossible Germany�, dois momentos grandiosos em Braga, aquando do concerto dos Wilco. |
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A rendi��o a Charlie Parker e a constata��o de que ele pode fazer tanto pela vida de um adulto como os Smiths pela vida de um adolescente. |
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O namoro aos anos 60 e 70 e as horas de companhia proporcionadas por Kinks, Byrds, Who, Beach Boys e outros saudosos protagonistas. |
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O filme �O Complexo de Baader-Meinhoff� enquanto retrato de uma sociedade alem� em mudan�a, que viria a gerar no seu meio uma trupe de pessoas apostadas em criar um g�nero musical �nico, embri�o da m�sica electr�nica. |
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O tilintar das chaves da casa nova. |
Miguel Arsénio
O diabo e Weatherman
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Uma vez na vida: meter-me num carro com o H�lder rumo a Portim�o para ir ver My Bloody Valentine num festival em que s� podiam estar por lapso (ao lado de Linkin Park e Offspring). A verdade � que �Thorn� e �When You Sleep� aproximaram o c�u do Aut�dromo Internacional de Portim�o. Os MBV brindaram depois a rapaziada que esperava por Offspring com um muro de ru�do de 10 minutos e receberam em troca manguitos e len�os brancos. O sorriso no meu rosto era igual ao do Cartman quando v� um ditador na televis�o. |
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Namoro espanhol: alinhar no dream team (Catarino, Leal, Margarida e eu) que fez reportagem de fundo no Offf de Oeiras . Dar uma li��o de PES ao Catarino, com a desvantagem de ter alguns bot�es trocados no meu comando. |
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Os mais fofinhos: verificar, no Teatro da Luz, que Kimya Dawson � o Taj-Mahal do carisma; fazer a viagem at� Coimbra para um fim-de-semana de revela��es: o magn�fico karaoke de Jens Lekman, uma t-shirt de Steve Zissou, a nova �sia com o Bruno, queijo parmes�o e, mais tarde, o faro fotogr�fico da Cl�udia Santos. |
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Muita droga: o rei Ariel Pink no Lux a mostrar quem dita a parada no campeonato das can��es filtradas pela mem�ria de putos que perderam muito tempo a ver televis�o e a encher a cabe�a. |
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A lenda: viver, em Sines, o sonho de estar perante o her�i pessoal Lee �Scratch� Perry. |
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Mais droga: perceber que 200 Million Thousand n�o s� � o grande disco rock do ano, como tamb�m pretexto perfeito para que os Black Lips deitassem a casa a baixo na Caixa Econ�mica Oper�ria. |
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A figura: B Fachada, pelos dois grandes discos, pelos bonitos concertos e por todos os di�logos proporcionados com as mais diversas pessoas. |
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Bonito de se ver: os questionários da Flur, com o pretexto de celebrarem o Dia da Loja de Discos, ofereceram tridimensionalidade ao gosto musical colectivo de gente que ainda compra discos. |
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E Deus criou a copywriter: o ano serviu tamb�m para descobrir, com indecente atraso, o g�nio em Catarina Matos, a incontest�vel rainha do trocadilho online. |
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Essencial: salm�o fumado e abacaxi natural. N�o podia ter passado sem eles este ano. |
Paz de la Huerta
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A experiência religiosa de ver o genial Joe McPhee em solo absoluto de saxofone alto, no festival Jazz Ao Centro em Coimbra. |
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Compensando a semi-desilus�o que foi o novo disco (Tarot Sport n�o � muito bom, � s� bastante bom), os Fuck Buttons deram com um concerto brutal na ZDB, prenda inesquec�vel em dia de anivers�rio. |
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Ap�s completar a discografia essencial m�nima (Footloose!, Touching, Closer, Ramblin' e Open To Love), assistir na Culturgest a um emotivo concerto de Paul Bley que, apesar da debilidade f�sica, ainda � capaz de criar m�sica de extraordin�rio lirismo. |
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Cantarolar as can�onetas infantis de Kimya Dawson na quase-intimidade do Teatro da Luz � sejam dadas gra�as a Juno. |
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A actua��o incr�vel de Peter Evans em solo de trompete no Jazz Em Agosto, conjugando uma t�cnica sobre-humana com a heran�a da fisicalidade extrema de Evan Parker. |
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O quarto anivers�rio da revista jazz.pt e a renova��o da sua linha gr�fica - um projecto no qual tenho o maior prazer em colaborar; a realiza��o do festival jazz.pt, que celebra a longevidade da �nica revista de jazz em Portugal. |
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O magn�fico regresso de Jim Jarmusch com The Limits of Control, revisita��o de Madrid na coolness de Isaac de Bankol�, no doom da banda sonora e no olhar quase pornogr�fico de Paz de la Huerta - destacada vencedora do pr�mio actriz/musa do ano. |
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A brilhante encena��o de The Sound and the Fury (April Seventh, 1928) pela companhia americana Elevator Repair Service na Culturgest, um excelente trabalho de reinterpreta��o do texto de Faulkner. |
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A descoberta - tardia - dos profusos labirintos de Pynchon; o prazer de vibrar com a viol�ncia de Mailer; fechar o ano com o �pico de Bola�o. |
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Cervejas alemãs de trigo, Erdinger e Franziskaner. |
António Sérgio
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N�o me lembrava de um ano come�ar logo com o melhor �lbum do ano. Os Animal Colective est�o cada vez maiores, s�o o grande nome desta d�cada de 2000. |
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Um ano inteiro sem George W. Bush. |
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Os �nervous breakdown� de Nathan Williams dos Wavves que anulam concertos. Mas talvez ainda este ano, consiga um dos momentos do ano na ZDB (ser� desta?). |
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Ao ritmo do fant�stico: Ariel Pink and the Haunted Graffitti com Deerhunter no Lux, qual dos dois, o melhor concerto. E ainda houve Bradford Cox com os Haunted Graffitti a encerrar a noite com Neil Young. E os Fuck Buttons na Z� Dos Bois, rendi��o absoluta, no dia de anos do Catarino. |
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O Festival Offf, grandes sons da Raster Noton em grande companhia Bodyspace, pena s� n�o ter dado para um dedinho de PES na Playstation com �vocemec�s� ilustres viciados. Mas deu para ver a palestra fabulosa de PES, o novo Norman McLaren da anima��o em �motion graphics�. |
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A pena de n�o ter podido ir ver a Kimya Dawson ou os Black Lips, ou pior, o super-hiper-desgosto de nem imaginar que os My Bloody Valentine iam tocar no Algarve num festival manhoso. Ainda hoje n�o acredito. |
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A surpreendente e claro, super-mediatizada morte de Michael Jackson e as mais esperadas e n�o t�o mediatizadas idas de Raul Solnado e Sir Bobby Robson. |
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O FC Porto mais uma vez tetra-campe�o e a magia e o sonho do Porto ao empatar em Manchester para depois a magia e o pesadelo do Cristiano Ronaldo a #####-nos no Drag�o e a ida de Lucho, Licha e Cissokho. |
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A viagem de uma vida, California-Arizona-Nevada-Utah e a n�o ida ao The Smell em L.A. porque n�o deu. |
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A maior perda da r�dio portuguesa: Ant�nio S�rgio, descansa em paz, obrigado por tudo o que nos mostraste-ensinaste. |
Rendido à Evidence
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Experimentar pela primeira vez as convulsões provocadas pela audição de Echonoecho. |
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"Dancing Choose" no Alive. Tunde Adebimpe em papel de MC possuído, e refrão que nos parece estar só a hipnotizar-nos com parvoíces antes de recomeçar a loucura. |
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O golo de Carrick em Wigan a 4 minutos do fim do jogo, garantindo praticamente o almejado tricampeonato (AND THE REDS GO MARCHING ON! ON! ON!). |
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House Of Flying Daggers como melhor ariete sonoro de 2009, antecipando o regresso mais perfeito da história destas sequelas hip-hop. |
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Compensar semanas de espera paciente com uma viagem à Louie Louie para comprar, desembrulhar, examinar, converter, e finalmente ouvir, sorver, fruir e delirar com Monoliths & Dimensions. |
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Jurar junto dos contactos mais próximos a excelência de The Liberty Of Norton Folgate. |
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A perfeição em forma de música e carisma alcançada pelos Faith No More no Sudoeste. |
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Zu e Isis a demonstarem o que deve ser um concerto em que o ruído é suposto trazer megawatts de adrenalina à assistência. |
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RIP Raúl Solnado e Bobby Robson. |
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O fim da selecção portuguesa graças à dupla Queiroz-Liedson e o consequente estado de viuvez. |
Sun Araw, ondas púrpuras, Verão eterno
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Confirmação do génio dos Animal Collective, banda da década. |
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A descoberta da m�sica de Ducktails, perfeito para o regresso �s ondas e � praia. Tudo num Ver�o que s� quis acabar quando o clima j� parecia tro�ar da ordem natural das coisas - ou seja, j� em Novembro. |
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"Horse Steppin'", can��o de 2008, mas dona da vibe mais positiva neste ano de "Ver�o eterno". Oportunidade para fazer spam benigno constante junto dos amigos ("J� conheces a melhor can��o de sempre?") |
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A possibilidade de falar com Richard Youngs, um dos m�sicos mais interessantes do mundo, e descobrir do outro lado uma pessoa normal, habituada a rotinas, � fam�lia. Imagem que casa bem com os tratados sobre a passagem do tempo que tem feito, sobretudo a solo (e este ano teve mais dois: Beyond The Valley Of Ultrahits e Under Stellar Stream). |
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A possibilidade de entrevistar Jello Biafra, �dolo punk da juventude, pensador radicalmente livre. V�-lo tocar em Santiago de Compostela tamb�m promete ser um dos momentos do ano. |
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O rigor auto-imposto na espera por Monoliths & Dimensions, a grande obra dos Sunn 0))). Ainda n�o tinha sido editado e algo parecia j� o indicar. Mereceu, por isso, que esperasse que chegasse � Lost Underground para o trazer para casa. |
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Os dois Emeralds e Stellar OM Source numa casa do Porto com couscous na mesa comunal, cassetes de jazz e boa e hospitaleira gente. |
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O concerto de Tropa Macaca no Passos Manuel, duo que foram a excep��o � regra num ano muito morti�o para a m�sica experimental filha do rock que no tri�nio 2005-2007 nos entusiasmou (falamos dos CAVEIRA, Frango, Loosers e outros - onde andam, malta?). |
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A descoberta de novos amigos, cinco/seis anos mais novos do que o velho Rios. Gente especial. |
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A descoberta do Ger�s e de Londres com a Ana. |
Foda-se, quem são vocês?
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JJ Abrams recicla Star Trek sem desprezar os elementos que fizeram da serie original de Gene Roddenberry uma refer�ncia incontorn�vel da fic��o cientifica. |
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DJ Sprinkles renovou-me o gosto pela house-music com o inteligente, genu�no e aveludado Midtown 120 Blues. |
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Viagem propositadamente solit�ria de Lisboa a Mangualde e volta (com passagem pela bel�ssima Vila de G�is) numa curta, descontra�da e s� semana de f�rias. |
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Dr Boondigga And The Big BW, dos neozelandeses Fat Freddy`s Drop, � de longe uma das banda-sonora mais ecl�cticas do Ver�o 09. |
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Falty DL � dubstep sem o ser, demonstrando, tal como Burial, que o g�nero n�o se consome a si mesmo no pragmatismo. |
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Cacique 97 � a revela��o da qualidade que t�nhamos guardada e n�o sab�amos. |
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Moritz Von Oswald Trio explora nova caverna sonora provando que h� mais vida para al�m do dub techno. |
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Can You Dig It ? � The Music and Politics of Black Action Films 1968 - 75 da Soul Jazz Records. A colect�nea do ano que nos leva, vezes sem conta, a perguntar: "Is it black enough, mother fucker?" |
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Os Sa-Ra Creative Partners criaram um dos mais positivos e conceptuais discos hip-hop (ou l� o que seja) com o impressionante e surreal Nuclear Evolution: The Age Of Love. |
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Shackleton abre em definitivo, e de forma coerente, o livro de estilos que une o dubstep ao techno. |
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