Fausto
Coliseu do Porto, Porto
25- Out 2012
O coliseu estava a meio gás – e isto é ser simpático -, o que passava desde logo uma certa sensação de desconforto. E a noite adivinhava-se difícil para Fausto só por esse simples facto. A proposta era a de celebrar a trilogia "Lusitana Diáspora" finalmente completada: começada por Por Este Rio Acima, continuada com Crónicas da Terra Ardente e terminada por Em Busca das Montanhas Azuis no ano passado.

​© Angela Costa

Não se pode dizer que as canções não tenham estado lá. Estiveram e foram sempre competentemente interpretadas, mesmo quando Fausto se esquecia das letras (aconteceu um par de vezes e até deu alguma graça à coisa) para posteriormente pedir desculpa pela falta sua de memória (que o levava a ler grande parte das letras directamente das cábulas). Não se pode dizer que Fausto não continua a ser um enormíssimo escritor de canções; porque ainda o sem sombra de dúvidas.

​© Angela Costa
 
O que se pode dizer é que faltou aquele extra que torna os concertos memoráveis, como tinha acontecido no mesmo Coliseu do Porto com o mesmo Fausto por alturas da apresentação do brilhante A Ópera Mágica do Cantor Maldito. Faltou, se calhar, revisitar mais intensamente o primeiro capítulo da trilogia. Faltou também uma sala cheia, como Fausto merecia. Mas faltou sobretudo uma magia que não se explica; uma magia que se sente.
· 30 Out 2012 · 00:54 ·
André Gomes
andregomes@bodyspace.net

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