The Magnetic Fields
Casa da Música, Porto
01 Mai 2012
Sinais dos tempos: Sala Suggia a meio gás no Porto para receber os Magnetic Fields de Stephin Merritt e companhia. Com prejuízo claro para quem faltou. Apesar de os discos mais recentes dos Magnetic Fields não terem o mesmo impacto de, por exemplo, 69 love songs (a tarefa não é fácil, entenda-se), ao vivo tudo isso se desvaneceu. Com cinco músicos em palco, entre piano, guitarras várias, violoncelos e teclados, os Magnetic Fields foram o mais próximo que uma banda pop pode ser de um grupo de música de câmara.

© João Messias / Casa da Música

O baixo volume do concerto ajudou a torná-lo ainda mais especial, mais intimista, mais memorável. O alinhamento do concerto, que foi pescar a toda a discografia da banda, assumiu a coerência global esse som, errr, de música de câmara. Os arranjos, simultaneamente simples e ricos, aproximaram todas as canções apesar da sua proveniência ou da sua roupagem inicial. E o concerto tornou-se um embalo. Um embalo inesquecível.

© João Messias / Casa da Música

Perante um embalo deste género torna-se pouco fértil falar de alinhamentos. Mas urge dizer que o disco de raridades e b-sides Obscurities, o recente Love at the Bottom of the Sea e o obrigatório 69 love songs marcaram todos pontos num concerto que valeu sobretudo pela soma de todas as suas partem. Devem ter sido umas vinte canções, talvez mais. Mas foi sobretudo uma viagem altamente recompensadora. Um sonho do qual ninguém parece ter querido acordar.
· 06 Mai 2012 · 17:45 ·
André Gomes
andregomes@bodyspace.net

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