Cocorosie
Casa da Música, Porto
27 Jul 2011
Auto-tune? Batidas hip-hop? Eish, mas as Cocorosie já não são mais fofinhas e frique-folques e outras coisas do género? Calma que respondemos já a todas as vossas dúvidas. Sim, as Cocorosie continuam a ser fofinhas e a fazer música naïf, mas na maior parte do tempo fazem canções que seguem os ensinamentos do hip-hop (houve até beatboxer feminina em palco e tudo) e que ás vezes resultam bem e outras vezes nem por isso.

Servidas por projecções que ajudam a ampliar o seu universo peculiar, as manas Casady, acompanhadas ainda por um pianista, foram fazendo slalom por entre canções hip-hop e as já habituais incursões naïf/sensíveis/intimistas que se podem encontrar nos discos das Cocorosie que, sabe-se, nunca mais fizeram um disco como o primeiro. É indie dizê-lo mas também é a verdade.

Há que afirma-lo, no entanto: apesar de La Maison de mon rêve ser o ponto alto das Cocorosie e de ter marcado de certa forma uma grande porção de gente (em boa maioria meninas, maioritariamente giras - como as que maioritariamente encheram a Casa da Música), há nas Cocorosie uma certa vontade de fugirem a si mesmas, procurando acrescentar sempre algo de novo. Não falamos em nenhuma canção em particular (ok, ok, tocaram "Beautiful Boyz" hip-hopado no encore), nem deixamos aqui alinhamento, mas isso também não é muito importante, pois não?
· 01 Ago 2011 · 21:17 ·
André Gomes
andregomes@bodyspace.net

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