DISCOS
Tortoise
Beacons Of Ancestorship
· 22 Jun 2009 · 12:18 ·
Tortoise
Beacons Of Ancestorship
2009
Thrill Jockey / Mbari


Sítios oficiais:
- Tortoise
- Thrill Jockey
- Mbari
Tortoise
Beacons Of Ancestorship
2009
Thrill Jockey / Mbari


Sítios oficiais:
- Tortoise
- Thrill Jockey
- Mbari
Motorika ecléctica em larga escala mantém banda de Chicago num ponto alto do gráfico da qualidade cinco anos após o último disco de originais.
Com It’s All Around You já com uns respeitáveis cinco anos de idade, e a caixa A Lazarus Taxon com três, decerto que John McEntire e amigos terão tido tempo suficiente para pensar que caminho seguir no próximo passo das suas carreiras. A resposta, ao ouvir Beacons Of Ancestorship, parece ter sido a diversão, uma viagem frutuosa às músicas que criaram e continuam a fazer evoluír os Tortoise. E praticamente nunca, saliente-se, como pastiche. Os Tortoise têm capacidade de acoplar o seu toque propulsivo a tudo quanto visitam. O impressionismo das sequências de notas nascidas do virtuosismo elegante de Jeff Parker e Doug McCombs é essencial para a marca registada da banda, e serve de ponto de união disco afora.

Qual é a excepção que mencionei? “The Fall Of Seven Diamonds Plus One”, onde a marca de John Barry nunca se deixa abater de maneira convincente, apesar dos ângulos bem delineados das guitarras. Não é má, apenas mais fraca comparada com as outras. O curioso é que os Neu são influência clara na maioria do disco. É a conjugação da motorika destes com as outras aparentes inspirações da banda que marca a diferença. Assim, podemos encontrar disco/funk (“High Class Slim Came Floatin In”), rock dos 70s (“Prepare Your Coffin”), muita “library music”, exotica e easy-listening, geografias expandidas (“Gigantes”), guitarras plastificadas a brincarem com sintetizadores tilintantes (“Minors”), e mesmo um toque hip-hop que DOOM não desdenharia (“Monuments Six One Thousand”). Pressente-se aqui um caminho paralelo ao dos Stereolab, sem seguir pelo lado mais pop destes, sendo ambos igualmente louváveis.

O desafio maior de ser os Tortoise será sempre o de estar permanentemente um passo à frente dos ouvintes, da crítica, e das outras bandas. Obrigar todos a pensar que som criaram os Tortoise, e não quem é que os Tortoise copiaram. O facto de o conseguirem fazer, ao mesmo tempo que se vislumbram genealogias nos seus sons, é o melhor elogio que se lhes pode fazer. Dinâmicos, elegantes, groovy, “connoiseurs” e artesãos, proporcionam uma excelente estadia.
Nuno Proença
nunoproenca@gmail.com
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