ENTREVISTAS
Sequin
Uma questão de essência
· 23 Jul 2013 · 01:22 ·
© Gonçalo Duarte
Sequin é a essência de Ana Miró. Não somos nós que o dizemos, é a própria. Mas quem é afinal Ana Miró? É provável que já a tenham visto a dar a voz a alguns dos temas de Jibóia, é possível que a conheçam até da sua colaboração com The Ballis Band. Mas chegou agora a altura de conhecerem Sequin, o projecto com o qual editou o single de estreia "Beijing". Esta é a verdade de Ana Miró e ela está disposto a colocar a música à frente de tudo o resto. Por querermos saber mais acerca de Sequin, e do que trouxe ana Miró até aqui, lançamos-lhe algumas perguntas que foram respondidas sem pudor, sem secretismos. Sequin é um dos nomes confirmados da edição 2013 do Milhões de Festa, que acontece em Barcelos entre os dias 25 e 28 de Julho.
A maior parte das pessoas que ouviram a tua voz pela primeira vez foi com Jibóia. Foi aí que começou a tua relação com a música ou há uma história antes disso?
 
A minha relação com a música já é de longa data, quando era criança estudei música e depois comecei a cantar com bandas que fui tendo durante a minha adolescência. A que mais me fez crescer foi sem dúvida The Ballis Band, com a qual ainda dei uma série de concertos, ganhei uns quantos concursos de bandas e gravei um Ep. Entretanto a colaboração com Jibóia tornou-se quase inevitável e foi o que até agora me deu mais projecção.
 
Como foi a experiência com Jibóia? O que é que aprendeste com este projecto?
 
A experiência com Jibóia foi e está a ser como que um reavivar da vontade de estar cada vez mais envolvida no mundo da música e talvez de começar a levar isso mais a sério. Trabalhar com o Óscar é um prazer imenso, ou não fosse a nossa amizade também o segredo de uma relação musical tão coesa, especialmente em palco. Estou ainda a aprender muito com ele, e o que mais me fascina no projecto é o facto de não existirem limites, exploro a minha voz ao máximo e isso dá-me imenso gozo.
 
© Gonçalo Duarte

Tens um novo projecto chamado Sequin. Fala-nos um pouco das tuas expectativas e planos para este teu novo filho…
 
Não crio muitas expectativas, nem traço muitos planos. Lancei a Beijing em Maio e já se passou tanta coisa tão rapidamente que prefiro deixar-me ir ao sabor da corrente.
 
Por enquanto só nos foi possível ouvir a “Beijing”. Para quando um EP ou mais alguns singles?
 
Estou neste momento a gravar mais músicas, e desta vez estou a trabalhar com o Moullinex. Está a ser uma experiência muito interessante e estou a adorar. Portanto o próximo passo será editar. O lançamento de mais singles será para breve. Um Ep só mais para o Outono.
 
Fala-nos do processo. Como nasce o som de Sequin? Com quem é que contas neste novo projecto?
 
Sequin sou eu, aquilo que me é mais natural, é a minha essência. As musicas que faço são compostas e escritas por mim. Inicialmente perco algum tempo a pensar nas harmonias, na estrutura e nos sons que deva utilizar. Mas acaba por ser um processo relativamente rápido, já que são sempre melodias simples, muito intuitivas.
 
O que poderemos ouvir em Sequin é de alguma forma o reflexo daquilo que ouves no teu dia-a-dia ou é a tua oportunidade de sair da tua zona de conforto?
 
Sequin não é propriamente o reflexo daquilo que ouço no dia a dia, já que em termos de música gosto de tudo um pouco, de coisas muito diferentes umas das outras, mas é sem duvida a minha zona de conforto, é aquilo que me sai naturalmente.
 
© Gonçalo Duarte

Já tiveste algumas oportunidades de apresentar Sequin ao vivo. Como tem sido essa experiência?
 
Os concertos têm sido boas experiências, apesar de ser um formato completamente diferente do que estou habituada. Mesmo com Jibóia, ser apenas vocalista dá uma grande liberdade de movimentos e em termos de performance é muito diferente. Neste projecto estou sozinha em palco, tenho de fazer tudo, e isso limita-me um bocado a interacção com o publico, mas é uma opção. Por enquanto não queria depender de terceiros para actuar ao vivo, gosto da ideia de estar sozinha em palco e de ter de me disciplinar para conseguir tocar e cantar tudo em condições.
 
Pelo que percebo fazes parte do colectivo Coronado. Como é fazer parte dessa casa ainda com cheiro fresco a tinta?
 
Fazer parte da Coronado é óptimo. Somos uma família e é engraçado ser a única rapariga. Mas os rapazes tratam me bem, e trabalhamos muito em conjunto para o bem de todos os projectos envolvidos. É muito gratificante! As festas são sempre épicas e deixam sempre água na boca e muitas saudades. Aos poucos e poucos também nos vamos apercebendo que o nível de exigência é cada vez maior e isso também nos tem ajudado a crescer muito.
 
Quem é a Ana Miró? O que é que interessa saber acerca dela?
 
Sobre a Ana Miró não há muito a saber, o óbvio é que faz e gosta muito de música, de resto está a tentar terminar a faculdade, sim porque a música passou para primeiro plano, é alentejana "de gema" e tem uma fixação por palmeiras.
André Gomes
andregomes@bodyspace.net

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