DISCOS
Bob Dylan
Blonde on Blonde
· 24 Ago 2002 · 08:00 ·
Bob Dylan
Blonde on Blonde
1966
Columbia


Sítios oficiais:
- Columbia
Bob Dylan
Blonde on Blonde
1966
Columbia


Sítios oficiais:
- Columbia
Bob Dylan, um dos mais importantes ícones da história da música popular (hoje, ao contrário do contemporâneo Bowie, em baixo de forma), atingiu neste “Blonde on Blonde” a sua obra maior. A sua discografia é já bem extensa (o seu primeiro disco é de há 40 anos!) e como mandam as leis da física, não é perfeita. Tem os seus altos e baixos, os seus picos e os seus maus momentos, numa amálgama de estilos e géneros muito variados que representam uma evolução grande, mas nem sempre na melhor forma. Num breve olhar de síntese, poder-se-ão estabelecer alguns picos musicais. De 1963 a 1969, Dylan editaria oito discos, todos eles com um patamar musical mais que elevado. Depois daqui, só em meados da década de 70 e em alguns casos pontuais Dylan conseguiria chegar perto daquele que foi, sem sombra de dúvidas o seu melhor momento. Homem fiel a uma editora (todos os seus discos estão editados pela Capitol), Bob Dylan tem uma influência esmagadora em diversas formas da pop, e foi inovador numa série de pontos. De Tom Waits a Paul Simon, uma grande constelação de músicos viram nele uma influência a seguir.

Hoje, Bob Dylan volta a ser um ídolo idolatrado, muito por culpa da redescoberta em 1997 com o álbum “The Time Out of Mind”, que representou o regresso depois de um longo silêncio criativo. A crítica aplaudiu, e uma série de “dossiers” em diversas publicações dão a descobrir às gerações mais novas a obra de génio que Dylan nos deu. “Blonde on Blonde” surge em 1966. Um ano antes Dylan já havia lançado o marcante “Highway 61 Revisited” (que contém o clássico “Like a Rolling Stone”), os Beach Boys lançavam o histórico “Pet Sounds” e os Beatles estavam no pico criativo da sua carreira.

“Blonde on Blonde” representa a obra maior de Dylan e é indispensável em qualquer listagem dos melhores discos do séc. XX. É o fechar de um ciclo, já que este acabaria por ser o último disco em que Dylan teria uma relação tão forte com o rock & roll. Dylan foi buscar o guitarrista Robbie Robertson (fundador no ano seguinte dos lendários The Band) que o ajudou e muito em todas as canções, a criar uma obra rock intensa, profunda e densa. As músicas têm sabor a melancolia de fim de noite, e são assombramento estimulantes. A voz característica de Dylan (por vezes anasalada) guia o álbum de uma forma que muito contribui para a sua caracterização. Desde o bizarro “Rainy Day Women #12 & 35”, até às baladas de “Visions of Johanna” ou “Just Like a Woman” (estes dois últimos são clássicos), “Blonde on Blonde” é um álbum que cativa, transcende e que ao longo de 70 minutos (nem se dão por eles...) nos toca.

Um histórico, por certo o melhor da extensa carreira de Dylan. Chega?
Tiago Gonçalves
tgoncalves@bodyspace.net
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