DISCOS
Tiago Sousa
The Western Lands
· 27 Jun 2008 · 08:00 ·
Tiago Sousa
The Western Lands
2008
Resting Bell


Sítios oficiais:
- Tiago Sousa
- Resting Bell
Tiago Sousa
The Western Lands
2008
Resting Bell


Sítios oficiais:
- Tiago Sousa
- Resting Bell
Depois de um luminoso Crepúsculo, Tiago Sousa regressa em formato assombrado.
Estávamos em 2006. Crepúsculo era o piano oferecido pela avó em profundas divagações melódicas e crianças a brincar no jardim lá fora. Exploração luminosa, o primeiro trabalho solo de Tiago Sousa acabou por surgir do acaso, sem grandes planos. Este novo trabalho solo, The Western Lands (edição da netlabel alemã Resting Bell), funciona com naturalidade como sequência a “Crepúsculo”, mas contrasta pela adição de várias texturas sonoras e novas toadas contrastantes.

O administrador/sócio-gerente/director-técnico/assistente-estagiário da netlabel Merzbau e membro das bandas Goodbye Toulouse, Jesus The Misunderstood e Macadame tem neste novo trabalho uma maior diversidade instrumental. O piano ainda aqui está, mas a guitarra é que passa a ser o centro de toda a acção. E mesmo a guitarra é apenas um dos muitos elementos de que Tiago se serve para alcançar o resultado final. As várias camadas de som - várias gravações, varios instrumentos, várias “field recordings” – demonstram uma maior cuidado de produção e, consequentemente, ambição.

As propostas são diversas, os caminhos são muitos. Há a aberura noisy de “Can any soul survive the searing fireball of an atomic blast?”. Há a guitarra quase solitária em “The Writer” e “The Valley”. Há o piano que se vai afundando no ruído em “Centipede's City”. E há muito mais, mais texturas, pormenores e cores. E há aqueles momentos em que os sons se entrelaçam em novas combinações e de repente ganham outra dimensão.

Ainda que se queira evitar, acaba por ser impossível não comparar este Westen Lands com o antecessor “Crepúsculo”. É impossível também negar que este Lands surge em continuidade, mas é um objecto mais preenchido. E se o primeiro surgiu como longa improvisação, sente-se neste agrupamento de gravações uma direcção mais específica, ainda que algo difusa. No entanto a maior qualidade desta música não está na direcção que toma, está antes na multiplicidade de caminhos que oferece ao viajante.
Nuno Catarino
nunocatarino@gmail.com
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