Topes 2010
· 14 Dez 2010 · 00:48 ·

Top 2010 · Top Portugueses 2010 · Topes Individuais · Momentos 2010 · Topes Ilustres

© Teresa Ribeiro


André Gomes



Porque é o meu disco do ano, assistir à confirmação e reconhecimento de Ariel Pink’s Haunted Graffiti enquanto escritor de canções maior. O enorme concerto que deu no Plano B, no Porto.
Thee Oh Sees no Plano B ou o melhor concerto de róquénróle que vi este ano; nessa noite, enfiaram os No Age num bolso. Foi um ownanço deveras memorável.
Descobrir o prazer de trocar discos nos pratos do Café au Lait, um sítio de eleição no Porto para ouvir, ver e consumir música.
As duas festas Bodyspace na rentrée, em Setembro, ou o arrancar do ano que verdadeiramente conta em grande celebração.
Ir ver os !!! ao Sá da Bandeira no Porto para perceber que o que ali se ia passar seria uma espécie de festa privada com pouco mais de 100 pessoas coladas ao palco.
O ambiente de um festival como o Milhões de Festa, em Barcelos, mesmo que só lá tenha passado umas breves horas – que incluíram o concerto de El Guincho.
As cinco melhores canções do ano: “Sun” de Caribou, “All to All” dos Broken Social Scene, “Round and Round” de Ariel Pink’s Haunted Graffiti, “Killemall” dos Menomena e "The Gaudy Side Of Town" de Gayngs.
A Videoteca do Bodyspace, o trabalho e o prazer que proporciona, as pequenas histórias de “produção”, algumas aventuras mais imprevistas (um obrigado sincero a todos que têm colaborado).
O avolumar de uma colecção de vinil que aumenta a olhos vistos, as histórias que a compra de cada um deles proporciona. 
A música que se ouve em companhia de amigos: a melhor de todas.


Bruno Silva

Tem dias

Horas infind�veis de ouvidos na Rinse.fm. Destaque para o essencial Marcus Nasty, que parece ter recuperado a vitalidade dos sets circa 2008 na Dej� Vu, al�m de ressalvas para a revela��o dos Ill Blu numa condi��o que n�o a de remisturadores/produtores e para uma recta final esfuziante dos Funkystepz. Nomes maiores de uma r�dio que conquistou este ano (o merecido) estatuto legal mas, mais do que isso, foi porta-estandarte daquilo que melhor se vai fazendo pela Britannia mais urbana. Mais do que qualquer �lbum, foi aqui que os meus ouvidos mais se deteram ao longo do ano. A amealhar momentos, continuamente.
Ainda num comprimento de onda similar, � obrigat�rio salientar o ano incr�vel da recent�ssima Night Slugs. Assumindo-se como a editora mais entusiasmante da actualidade, gra�as a uma meia-d�zia de ep's e singles indispens�veis. "Wut" pode muito bem ter sido o hino de que todos falam, mas com registos como Night Skanker, That Mystic ou The Velvet Collection no cat�logo, s�o muitos os pontos de interesse para a editora de Bok Bok e L-Vis 1900. Um �lbum-compila��o intitulado Night Slugs Allstars a encerrar este primeiro ano de actividade n�o se trata de um preciosismo, antes um atestado de qualidade generalizado.
Tr�s nomes singulares em tr�s concertos inesquec�veis. Bill Orcutt no Museu do Chiado a mostrar porque � New Ways To Pay Old Debts (reeditado recentemente ne eMego) o disco de guitarra mais importante desde, sei l�, Ballads?. V�tor Lopes ao entardecer em Leiria. Entre a impon�ncia cheesy de um desastre arquitect�nico do futurismo anos 80 e a discri��o da relva, 'Crawfish' popularizada pelo Elvis transmutou-se num glorioso momento a tudo aquilo que de mais envolvente pode existir escondido pela sombra do psicadelismo est�tico e amealhando d�cadas de m�sica como se fosse a coisa mais natural que existe. Daniel Higgs na Galeria Z� dos Bois a revelar uma figura t�o austera quanto af�vel. Uma presen�a t�o intrigante quanto o fasc�nio que exerce, numa m�sica sem tempo nem local que, por acaso, pairou por ali um destes dias.
Numa altura em que a apelidada m�sica explorat�ria parece ter definhado um pouco, importa salientar dois nomes mais ou menos rec�m-chegados/reconvertidos ao solo. Filipe Felizardo, um pouco por todo o lado, mas, mais do que tudo por aquele final de tarde na Leitaria Camponesa. Carlos Nascimento por Blackmass e mais uma catrefada de raz�es para n�o temer a m�sica de sintetizadores. Em comum, um enorme obrigado da minha parte pela partilha de momentos t�o bonitos. Respect.
O que parece estar a ser um mal-estar geral na m�sica mais far out. Al�m de alguns suspeitos do costume (Excepter, Chris Corsano ou James Ferraro), apenas tudo aquilo que Bee Mask tem vindo a fazer e um "regresso" glorioso do Keith Fullerton Whitman se elevaram muito al�m da mediania.
Num ano parco em �lbuns memor�veis, � imposs�vel n�o destacar Ayobaness! enquanto mostru�rio da melhor m�sica "dan��vel" do agora, naquele foi, sem grandes d�vidas o melhor disco que ouvi em 2010, e Shangaan Electro por perpetuar uma cultura ancestral sem enviesar pelo pastiche p�s-moderno. Raz�es de sobra para olhar carinhosamente para a �frica do Sul, depois de um Mundial decepcionante.
Um �ptimo ano para as can��es. Maioritariamente vindas do espectro da UK Funky : "Kiss me There" e "I Can't Move" pelo Screama com a Farah; remisturas de Ill Blu para "Good Times", "Parachute" ou "OMG"; "Right There" pelo DJ Eastwood; as v�rias "House Girls" pelo Devine Collective; e por a� em diante, numa longa de lista de can��es demasiado desconhecidas. Mas tamb�m vindas do hip-hop ("Salute" de Dipset ou tudo aquilo que a Nicki Minaj n�o levou para Pink Friday), do r'n'b ("Skydiver" da Cassie, "Blackberry" da Monica, "Gimme That" da Ciara), ou da pop made in UK ("I'm the Fool" das Soundgirl e o EP da Florrie). A conferir aquando da lista de can��es, l� para Janeiro.
O reconhecimento tardio do g�nio de Bob Seger, gra�as a um cd-r pirata intitulado Never Mind the Bullets numa cortesia das boas gentes do I Love Music. E a descoberta, tamb�m tardia, de Adrian Gurvitz, gra�as ao bom gosto do enorme Miguel Ars�nio. Live Killers naquele carro, foi tamb�m uma experi�ncia do caralho.
A Adega dos Lombinhos e o chinês clandestino.
Redescobrir Brown Rice do Don Cherry em contexto carinhoso.


Hugo Rocha Pereira



These New Puritains no Music Box: ou como é possível ir às escuras a um concerto e sair de lá rendido a uma das revelações musicais na transição dos anos 00 para os 10. Estes miúdos merecem ser seguidos com toda a atenção.
6ª-Feira de Carnaval com dose dupla no Lux, onde apenas encontrei uma amiga mascarada: l� em baixo, Panda Bear no work in progresse de Tomboy; no bar, o one man show de D�m Funk, que p�s toda a gente com groove no p�.
Corey Harris, a solo, nos Dias da Música do Centro Cultural de Belém: guitarra, voz e alma de um artista que tem um universo de blues, reggae e demais música africana a correr nas veias.
A festa da música nos concertos (e ensaios) de Projecto Bug – a par de Mad Caddies e Ouriços do Mar, a banda que já vi mais vezes actuar –, em especial “25 de Abril Não Sei Quantos Anos Depois… Menos Um Dia”, na Casa do Povo de Mafra.
Strung Out no Santiago Alquimista na véspera de aniversário. A maratona, iniciada nessa 6ª, terminaria no Domingo – após dusk ‘till dawn jagoz, onde o bodyspacer Miguel Arsénio mostrou dotes de cantor e stand-up comediant –, na Típica de Alfama a ver o Glorioso arrasar o FCP na final da Taça da Liga, na companhia do Diego Armés.
Rock(abilly) session no Lux, composta por Bloodshot Bill, Legendary Tiger Man e Heavy Trash. Final apoteótico, com membros dos 3 projectos em palco, numa jam session de fazer o Diabo salivar por mais.
Sharon Jones and the Dap Kings (Super Bock Super Rock), no Meco. Tiraram uma costela de James Brown e nasceu a (ex-guarda prisional) vocalista dos enormes Dap Kings, tantas vezes tábua de salvação de Amy Winehouse… E não é todos os dias que se vê um fã entrar em palco para beijar o chão pisado pelo seu ídolo…
Prince (Super Bock Super Rock) no Meco: o pequeno-gigante mostrou-se em forma, não só musicalmente como na empatia estabelecida com o público - pelo menos aquele que conseguiu chegar a horas ao recinto, que muitos ouviram “Purple Rain” e outros clássicos dentro do carro. Música no Coração, trânsito na contra-mão.
Gill Scott-Heron na Aula Magna. Ver actuar uma lenda-viva recém-regressada das trevas já seria um privilégio. O concerto nem foi histórico, muito por “culpa” da banda que acompanhava GSH, mas teve vários momentos bem intensos. Melhor ainda foi, no prolongamento do concerto, arriscar uma piada à qual o protagonista da noite respondeu à sua altura.


Miguel Arsénio

Ira Kaplan a varrer na Aula Magna © Mauro Mota

O ano de 2010 passou a ser outro quando “The Story of Yo La Tango” enche de electricidade a Aula Magna e um gajo fica eufórico só por viver num tempo em que é possível ver os Yo La Tengo ao vivo. Não só é o momento maior do ano, como aquele que mais me marcou desde que escrevo para o Bodyspace. 
Sem ter sido um ano rico em termos de discos, 2010 trouxe uma catrefada de concertos memor�veis: Jandek a ver-se de esguelha ao espelho, no Maria Matos; Fu Manchu sem espinhas, no Santiago Alquimista; "Bathysphere", do rei Bill Callahan, no Festival para Gente Sentada; todos os triunfos lisboetas de B Fachada na cara do �dio; o embalo maternal de Vashti Bunyan, no Lux; o sonho de ver os "meus" Oh Sees finalmente satisfeito na ZDB; as novas de Aquaparque, no Lux, e a fome do �lbum que a� vem; PAUS ac�stico � porta do Lounge; as duas etapas (Lux e Barreiro Out.Fest) na forma��o das tremendas can��es que Panda Bear tem na calha para Tomboy.
O pior concerto do ano (e de sempre, talvez): Dakota Suite, no Festival para Gente Sentada - patético e nauseante em todo os aspectos. 
O meu obrigado e abraço de irmão vai para o Mauro Mota, que é o fotógrafo que sempre quis ter comigo nestes passeios. 
Sem pensar em restri��es de ano, os grandes discos s�o tr�s: Il Assassino, de Adrian Gurvitz (absoluto g�nio que descobri por acidente); Magic Moments, uma antologia tripla de Burt Bacharach; e Hard Nose The Highway, o muito mal estimado �lbum que me deixou perdido por Van Morrison.
O fetiche televisivo do ano por aqui foi a Roberta Medina, porque � irresist�vel aquele sotaque e v�-la como a "bacana" na din�mica good cop bad cop do j�ri que muito me diverte no �dolos.
Três admiráveis sorrateiros: Leyland Kirby, na instalação Ouvido Raro e nas muitas faixas dispersas; Keith Fullerton Whitman, nos mil discos que lançou; e Rafael Anton Irisarri, em nome próprio e enquanto The Sight Below. Estiveram em grande. 
Surpresas (ou discos ca�dos do c�u): Tube Overtures, de Gutta Percha, e Living Dirt, de Tommy Guerrero. O primeiro � perfeito para ouvir antes de adormecer. O segundo � o disco que faltava para guiar na cidade.
Prazer caseirinho: Chet Baker e as diferentes maneiras de cozinhar arroz no forno.
Canções escutadas exaustivamente em casa e no carro (sem restrições de ano): “Wedding Bell Blues”, Laura Nyro (dica valiosa do Manuel Mota); “She’s in command”, “Classic” e “Hello New York”, Adrian Gurvitz; "Make It Easy on Yourself", The Walker Brothers; "Rebel Rebel", David Bowie; “Feeling Frisky”, Syl Johnson; "This Night Won't Last Forever" e "I Hope You'll Be Very Unhappy Without Me", Bill LaBounty; “Monkey Walk”, Arthur Brown; “Born to go”, Hawkwind; “Yu Squeeze My Panhandle”, Lee “Scratch” Perry, "Tudo Começa de Novo", Nelson Ângelo e Joyce (é sempre um abalo).


Nuno Catarino

Milhões de hot pants © Adriana Boiça Silva

Milhões de Festa: chillwave, rifalhadas e piscina. A loucura com Monotonix, a festa com Delorean e El Guincho. Tudo o que interessa, o melhor festival do ano.
Out.Fest, grandioso festival: Noël Akchoté, Schlippenbach, Panda Bear ao vivo e a explosão “Benfica”.
Jandek ao vivo no Maria Matos, o mito vira real.
RED Trio e a magia da improvisação, a marcar o panorama nacional e internacional.
Gil Scott-Heron na Aula Magna, a lenda regressa à vida.
Vashti Bunyan no Lux, antecipada pela revelação de “Memórias de Paco Forcado Vol. I” de B Fachada, o hino doméstico que marca 2010.
The Walkmen no Coliseu, talvez o grande concerto rock do ano.
A fabulosa festa dançante de Janelle Monáe.
Oddsac, experi�ncia visual-sonora intens�ssima, trip deliciosa.
A vitalidade da Clean Feed, que editou o seu 200º disco, que já é vista globalmente uma das melhores editoras jazz do mundo, que é um exemplo grande num país de coisas pequenas.


Nuno Leal



Como diziam os Art of Noise, 2010 foram Moments in Love.
Sunn O)) o concerto do ano. Logo a seguir, Grizzly Bear, Beach House, Ghédalia Tazartès, Panda Bear, Ken Vandermark Trio.
Pôr os pés na loja de discos que viu nascer Bjork - a Bad Taste Records Store - depois de descobrir os Sin Fang Bous ou o pintor Erró na sua terra de origem durante 14 dias de road trip ao som de Sigur Rós e "Iceland" dos The Fall? Priceless. Islândia, viagem do ano de qualquer pessoa que a faça.
O ano da descoberta tardia de Piotr Kamler, o maior mestre surreal-hipnótico da animação. Vasco Granja deve ter comprado o mesmo DVD edição francesa lá no céu.
A descoberta também tardia do Garage Band da Apple e das suas possibilidades lúdicas. Dessas brincadeiras nasceu o passatempo do ano: Untxura.
A descoberta igualmente tardia do melhor hip-hop, com os primeiros discos em CD, baratinhos, de Raekwon, Wu-Tang Clan e Nas à cabeça. Represent, represeeent!
E que bons são os primeiros discos de Sérgio Godinho e Fausto. E que bom foi comprar as reedições dos discos da G.A.C. - Grupo Acção Cultural. Pois canté! E que actual é ainda José Mário Branco e o seu "FMI".
Adeus Saramago, mago, mago.
Olá Ferreira Gullar, grande poeta brasileiro, prémio Camões.
Música para o fim de ano? Julian Assange & The Wikileaks.

 


Paulo Cecílio

Medalha de ouro olímpica.

Entrar para a Equipa Bodyspace é inevitavelmente o momento do ano, por mais discos que tenha ouvido ou concertos a que tenha assistido. Os milhões de agradecimentos por esta oportunidade são repartidos pela Santíssima Trindade composta pelo Joaquim Albergaria, por me ter dado o empurrão, pelo Miguel Arsénio, por agir como padrinho de curso, e pelo André Gomes, por ainda não me ter despedido.
Outros milhões: os de Festa, em Barcelos. A piscina, os concertos, as cervejas. História para contar aos netos: estar no epicentro do concerto de Monotonix. Há mazelas que ainda não sararam.
Na mesma onda dos dois pontos anteriores, começar as entrevistas com El Guincho e Delorean num arranhado portunhol: "é a primeira vez que faço isto, se não curtirem de mim podem-me bater".
Enquanto houve poder de compra, conseguir os discos de Beach House, Vampire Weekend e Orelha Negra, que proporcionaram belas tardes. Arranjar uma edi��o do Mutantes S.21, o �lbum maior do rock portugu�s. A colheita da Feira do Livro; voltar a ler Sade aos 23, descobrir Cormac McCarthy e flagelar-me por n�o ter reparado que aquela edi��o do Bukowski estava em Portugu�s do Brasil (�dio de estima��o por termos como "�nibus" e "calcinha").
Deitar fora quaisquer preconceitos que restassem e acreditar em B Fachada. Eu vou ser o Puto Abrantes, eu vou ser o Panda Bear � o hino deste ano. Igualmente portugueses, igualmente excelentes: os PAUS, a meio caminho entre a promessa gigantesca e a certeza absoluta.
O ano em que assisti a mais concertos, auxiliado pela oportunidade:
- Os enormes: Dick Dale c/ Sonics, a dose dupla de XX, os Sunn O))), os Faith No More, a trilogia Monotonix-PAUS-El Guincho no Milhões, os Faust e os Vampire Weekend.
- Os muito bons: Air, Shellac, Gil Scott-Heron, Master Musicians of Bukkake, Fucked Up, anbb, Jandek.
- A desilusão: Tangerine Dream.
- A semi-desilusão: The Fall. Quarenta minutos é pouco quando falamos de Mark E. Smith.
Os Cinco a Zero. Hão-de ser lembrados por muitos, muitos, muitos anos. É verdade o que se diz: melhor que um orgasmo.


Pedro Rios


Confirmar a grandeza de Ariel Pink, maior do que todos nós.
Contar os dias para Tomboy, com a dor aliviada por "Drone", "Last Night at the Jetty" e "You can count on me".
Primavera Sound. Canções enormes dos Broken Social Scene num palco enorme (eles merecem), o regresso dos Pavement, clássicos, intocáveis, imaculados, Panda Bear a estrear canções, a conseguir silêncio num festival.
Canções: as com bons sentimentos (Guillul), as toscas-lindas (Ducktails), as perfeitas (Hot Chip).
Música estática, infinita. Basinski, Oneohtrix, Youngs (sempre), Ferraro.
Regresso ao hardcore: sair do mar no fim de Novembro é parecido com a sensação de rebolares na neve todo nu (perdoem o exagero). É óptimo.
Alto Astral e a generosidade dos amigos (e dos outros).
All of the lights, all of the lights.


Rafael Santos

Nova era

Men��es honrosas para discos 2009 descobertos em 2010: Monolake Silence; Dam Funk Toeachizown; Trus' me In The Red; Meanderthals Desire Lines.
TV+: Breaking Bad; Mad Men; Boardwalk Empire; Caprica (com um cancelamento prematuro que me deixou fodido).
Stones Throw (pelas edi��es de Aloe Blacc Good Things; Madlib e os seus Medicine Shows, The Last Electro-Acoustic Space Jazz & Percussion Ensemble Miles Away, Young Jazz Rebels Slave Riot; Mayer Hawthorne A Strange Arrangement).
Conhecer "Deus", Caprica Six, Baltar e as bandas-sonoras de Bear McCreary.
Resumo dos 12: Crise, crise, crise, crise, crise, crise, mais crise, mais crise, mais mais crise, FMI, FMI, FMI. Foda-se esta música!
Outras músicas: Caribou "Sun"; Cobblestone Jazz "Fiesta"; Scuba "Light Out"; Terre Thaemlitz "Masturjakor"; Space Invadas feat. Jade Macrae "Life"; Commix "Be True" (Burial Remix); DJ Shadow "I've Been Trying"; Hindi Zahra "Fascination"; Cassius "I Love You So"; Andreya Triana "Lost Where I Belong"; Moody "Ol' Dirty Vinyl (U Used to Know)"; Jneiro Jarel "Castaju Cajunea"; Photonz "Aquarian Ball"; LCD Soundsystem "I Can Change"; Meanderthals "Kunst or Ars".
Um desprezo muito especial para a MTV.
Deutsche Elektronische Musik - Experimental German Rock And Electronic Music 1972-83, E.M.A.K. A Synthetic History Of E.M.A.K. 1982-1988: a velha kosmische musik que preencheu o vazio de novidades.
Segunda vida da m�tica R&S Records: James Blake (CMKY, Klavierwerke), Pariah (Safehouse).
Do cora��o ao cosmos: Jos� James Black Magic, Aloe Blacc Good Things, Blundetto Bad Bad Things, Flying Lotus Cosmogramma, Prins Thomas Prins Thomas, The Simondsound Reverse Engenniring, Actress Splazsh, Hot Toddy Late Night Boogie; Igor Boxx Breslau; reedi��o do cl�ssico house dos Virgo.


Rodrigo Nogueira



N*E*R*D - Hypnotize U
Nicki Minaj - Right Thru Me
Kanye West - Power
Big Boi - Shutterbug
Janélle Monae feat. Big Boi - Tightrope
Conjunto Ngonguenha - Ninguém nos Sungura
Mark Ronson feat. Boy George - Somebody to Love Me
Robyn - Dancing on My Own
DâM-FunK feat. MC Eiht - Hood Pass Intact
Escort - Cocaine Blues

Simão Martins

Hipnagogias bodyspacers em noites paulatinas © Sofia Ferreira 

Em primeiro lugar, agradecer a toda a equipa deste lugar muito modesto mas muito honesto que é o Bodyspace.net por me terem decido acolher no início deste ano que se aproxima vertiginosamente do seu fim. Fizeram-me conhecer mais e melhor música e só por isso já alugaram uma bela assoalhada no meu coração. 
Em segundo, insultá-los sem quaisquer receios porque, caramba, onde raio é que se vai buscar um título de retrospectivas que não nos deixa a pensar noutra coisa para além do Abrunhosa?!
Terceiro: inesquecíveis festas Bodyspace, com epicentros de loucura no Au Lait, no Porto, e outros de subtileza única com PAUS, em frente ao Lounge. 
Acabados elogios e ofensas à casa, pouco mais me apraz dizer sobre o ano em que passou.
Descobri um Spring Manta em mim. É ao mesmo tempo publicidade gratuita e uma forma de explicar o que ando a ouvir, com que ouvidos. Lancei-me, por isso, aos samplers (o Rios também não foi excepção) e drum machines, coisa que não quero deixar cair em esquecimento. 
O melhor concerto do ano oscilará entre os Massive Attack no Sudoeste e os !!! no Lux. Um resume-se pela perfeição da "performance live melhor que em disco" - porque o foi, de facto -, o outro pela entrega que Nic Offer esbanja em formato de garagem. Ambos com momentos inesquecíveis, ambos para se matarem um ao outro a ver quem ganha o título. 
Pior coisinha de ver foi mesmo a confirmação da inexistência de uma live performer em M.I.A. Aquela malta gosta dos gravalhões, por um lado, e de sete fulanas aos gritos do outro. Eu preferia um meio termo que aquela gente não conhece. 
E eis o momento por que ninguém esperava: o grande concerto dos Muse no estádio de Wembley, em Setembro, com o enviado especial do Bodyspace em Londres. Foi lindo de ver.
 



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