DISCOS
Boogarins
Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos
· 24 Fev 2016 · 21:21 ·
Boogarins
Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos
2015
Other Music


Sítios oficiais:
- Boogarins
- Other Music
Boogarins
Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos
2015
Other Music


Sítios oficiais:
- Boogarins
- Other Music
Do que é capaz o rock brasileiro?
Esta questão sempre me martelou a mente. Talvez dada a minha preferência pelas músicas mais calmas e pelo ritmo melódico-brasileiro. Ou talvez só por considerar que rock bom é rock cantado em inglês. Mas fazia tempo, muito tempo que este género não se entranha na minha alma. Até que em Novembro do ano passado, assisti ao concerto do novo disco dos Boogarins, Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos. Os caras se criaram em Goiânia, se expandiram em São Paulo e se lançaram ao mundo todo.

Uma banda interessante, com um primeiro álbum bom – As Plantas que Curam – mas que é incomparável ao seguinte, que é a reinvenção de si próprios. A maturidade fez as guitarras soarem melhor agora, anos mais tarde do EP de estreia. O som não se reduz apenas a ser encorpado, é mais que corpo, é almático. Manual é harmonização de erros e erratização de harmonias. Uma repescagem de sentimentos de décadas passadas com variabilidade de novas palavras já criadas e as quais ninguém tinha descoberto. Entretanto, não aparenta nada de tão novo no mundo musical, e quem disse que precisa ser? Ser o que se é já basta para o ápice artístico.

A primeira escala de intensidade do disco é uma “Avalanche”. E há neste monte de neve em queda uma frase curiosa: “a maior demonstração de propagação do ser é o eco”. O ponto mais alto do disco não é necessariamente o mais alto. É extremamente melódico, suave, mas que sabe subir na hora certa: “Falsa Folha de Rosto”. É daquelas canções que accionam o repeat automaticamente.

Alguns dizem que Boogarins é o tropicalismo travestido de psicadelismo. Eu acho que “Sei Lá”. Não há o que definir. Acho o Manual a definição de libertação rotular, e ainda não percebo o por quê. Eu o deixaria rodar como música de fundo por dias inteiros, sem querer descobrir nada. Só a ouvir, passivamente.
Matheus Maneschy
matheusmaneschy@gmail.com
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