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Oeiras Alive!07
Passeio Marítimo de Algés, Algés
8-10/06/2007


Sem sinais demasiado evidentes da sua condição de estreante, o primeiro Oeiras Alive conseguiu atrair uma quantidade enorme de público sem deixar de apresentar real novidade no seu cartaz (White Stripes e Beastie Boys) que repescou também dois colossos da nostalgia da década de 90 (Pearl Jam e Smashing Pumpkins). Melhor que isso foi sentir que o ascendente do festival foi coincidente com a distância mantida pelos cabeças de cartaz de cada dia face ao óbvio (noutras palavras, aos temas mais populares). O cume de tudo isso, conforme se esperava, foi marcado territorialmente pelos insuperáveis Beastie Boys.

The Used · Blasted Mechanism · Linkin Park · Pearl Jam

08/06

The Used
Ao que parece, a prática de um substrato de emo genérico tem valido uma carreira que já ultrapassa a meia década a estes Used, que tratam, sem muito sustento, de inaugurar o palco principal do Alive. Sabe-se de antemão que a vida antes de alcançado o estrelato não corria muito bem à turma de Orem, no estado de Utah, e isso pode validar minimamente a angústia, se bem que não os desculpa de serem tão pobres em originalidade que as coisas se tornam sofríveis em pouco tempo. O oxigenado vocalista Bret McCracken estimula o sentido patriótico dos presentes com o cachecol da Selecção de Portugal e impressiona reparar que a provocação recolhe aplausos mais intensos que o desfilar de rock de impulso juvenil, ora aplicado em fórmulas ríspidas, ora mais hardcore, embora sem a sinceridade que viu o género nascer. O embaraço instala-se quando o front-man arrisca o refrão Fuck me and fuck you de manguito bem visível na mão. Até certo ponto, conforta o facto de muitas vezes não ser audível a voz do irrequieto poseur. Depois de tudo isto, é uma bênção escutar no espaço "Casper, the Friendly Ghost", a música de Daniel Johnston que a telecomunicadora representada no evento escolheu para a sua mais recente campanha publicitária.

Blasted Mechanism
Bastam à prestação dos Blasted Mechanism quinze minutos para que se firmem as constatações de sempre: a tribo karkoviana não falha, se bem que também não transcende a fórmula vincada que desenvolveu de modo esteticamente progressivo e, no terreno musical, encontrando brechas susceptíveis de incluírem acrescentos vários que possam frutificar a partir do tronco étnico-futurista. Assim são os Blasted Mechanism a que agora já se pode saudar a opção de falarem português entre as músicas. A banda do recente Sound in Light faz do seu concerto a habitual demanda por um estado astral entre a euforia e visões de um mundo paralelo colorido como um anime japonês. Como passos dessa procura, marcam presença "Sun goes down", que ganha sentido com o sol em rota descendente, a cartada decisiva "Karkov" e a poeira que levanta, e depois outros momentos de electrónica premente e rotativa (à sua maneira, também é nova rave) e um par de picos onde as estranhas guitarras assumem o papel das armas que disparam plasma. Os fatos vão ganhando maior pinta e perdendo peso – estável, na sua identidade singular, permanece a banda que os enverga.

Linkin Park
Por imposição ou não da indústria, a verdade é que os Linkin Park conseguiram resgatar a um estratégico retiro o reputado MC e produtor de hip-hop Jay-Z, que acedeu a colocar em prática a suaperícia na arte do "mash-up" num registo audio-visual Collision Course, que cruzava músicas dos primeiros com clássicos do segundo, numa balança de compensação onde não é difícil perceber quem oferece a mais significante quota de inspiração. A rapaziada que arrasta o primeiro batalhão de multidão até ao Palco Optimus tem, pelo menos, esse crédito a seu favor. Pouco mais que isso e um suavizado padrão nu-metal variado com eficácias que vão do nulo ao relativamente suportável. Mas a ginástica em palco e o aparato do espectáculo vão ocultando essa saturação. O líder Chester vocifera (se bem que de modo pouco audível) e recolhe feedback ao público mais rendido, o companheiro Mark Shinoda não é tão tosco MC como se julgaria e a impavidez do DJ e manipulador de samples Joseph Hahn leva a que se questione se a sua presença não é apenas simbólica, já que podia ser obviamente automatizada. O muito rodado single "Numb" parece ainda recolher ao público uma reacção de vulto, que tem o seu contraponto nas mais pieguinhas novidades de Minutes o Midnight, que tenta, com o aval do produtor Rick Rubin, a transição dos Linkin Park para a idade adulta e, ao que parece, para as sentimentais cançõezinhas ao piano adequadas à retirada da angústia juvenil. Essa cujo fundamento é um dos maiores mistérios no caso dos Linkin Park que ainda ninguém percebeu ao certo porque evidenciam tamanha irritação perante tudo e todos. As respostas continuam inexistentes, assim como a ponta de interesse que pudesse suscitar a hora e pouco em palco. Os minutos que restam para a meia-noite são também os que sobram aos autores de Meteora para exporem a sua pseudo-rebeldia. Os Linkin Park podem até ter 99 problemas, mas, até que o fenómeno esmoreça, render a puberdade não é um desses.

Pearl Jam
Numa altura em que já se encontrava solidificada a sintonia entre os Pearl Jam e o mar de público diante deles, Eddie Vedder confessou, com alguma embriaguez e aparente deslumbramento, que era fabuloso efectuar uma viagem de 16 horas e vir a dar a um lugar à beira-rio que podia bem ser a vizinhança da banda de Seattle. A partir daí, o concerto de Pearl Jam alinha-se como um rol de rituais colectivos de familiaridade que não cessa de se adensar desde que, em 1996, o grupo visitou em dose dupla o Dramático de Cascais com No Code em rotação (precioso disco que foi ficando esquecido nos alinhamentos). Eddie Vedder, com uma aparência entre Cristo e um lenhador de Seattle, vai dedicando músicas aos amigos que por cá lhe merecem a simpatia: a energia de "Big Wave" é dirigida a Tiago "Saca" e Bubas, surfistas de excepção frequentemente instalados na Ericeira que merece a predilecção do próprio vocalista, enquanto que "Given to Fly" abençoa, com ternura apontada às alturas, dois pequenos gémeos que haviam recentemente convivido com quem ali os acarinha. As extensões instrumentais impostas a temas mais assentes em repetição (ou alguém contraria o facto de "Elderly Woman..." e "Daughter" serem sofrivelmente básicas?) garantem alguma frescura útil à anulação de déja-vu - maldita sensação essa que se cola e não larga "Even Flow" e "Alive", que já dispensam as legendas de karaoke num qualquer restaurante Chinês onde se reúna alguém que conheça minimamente a banda de Ten. O português lido de Eddie Vedder é pouco mais que suficiente, mas dedicado (tal como a sua postura). O baixista Jeff Ament mantém-se mais discreto, mas entregue à celebração. Depois, um linguado entre as máscaras de borracha do diabo e do sósia George Bush antecedeu um aguerrido "Rockin' in the free world", cover recuperada ao luxuoso colaborador de outrora Neil Young, com quem os Pearl Jam gravaram um Mirror Ball pelo qual não foram oficialmente creditados. A recorrente "Yellow Ledbetter" termina o concerto em toada informal e de uma maneira que faz com que esta se pareça a descontraída "Exit Music (For a Film)" dos Pearl Jam actuais que já aceitaram ser os sobreviventes da calamidade grunge e referência da geração que os persegue.

09/06

Triangulo de Amor Bizarro · Balla · The White Stripes · The Smashing Pumpkins

Triangulo de Amor Bizarro
É um fenómeno de natalidade interessante que merece investigação: quando nasce uma bebé numa maternidade urbana da vizinha Espanha, é frequente cantar um refrão das Sleater Kinney em vez de largar um berro estridente de recém-nascida. O Triangulo de Amor Bizarro é mais uma prova de que na Espanha os candidatos ao catálogo da Kill Rock Stars são demasiados. A menina inicia as hostes na frente, ao cantar e arrancar ao baixo uma avalanche de graves que corrói quase tudo à volta. Depois é a vez do guitarrista e vocalista, impressionantemente semelhante a Dave Portner dos Animal Collective, tomar as rédeas e balancear o andamento das coisas até a um indie mais irritadiço que manifesta alguma imaginação a espaços. Um grupo de conterrâneos, a aguardar ansiosamente por Las Rayas Blancas, dizia que a débil condição do som não estava a favor do trio. Se o intercâmbio ibérico funcionar bem, ainda podemos ter os Linda Martini a actuar em Benicàssim.

Balla
Bala é um daqueles sprays milagrosos que eliminam a ferrugem aos materiais metálicos e recuperam todo o tipo de instrumentos. Balla é o nome de baptismo escolhido pelo desde sempre prodigioso Armando Teixeira para actualizar aquilo que descobre aos baús da golden age conforme o seu entusiasmo e gosto. A Grande Mentira acaba por ser a verdade de uma tarde amena que a seu favor até tem o romantismo fluvial conferido pelo rio Tejo. Armando Teixeira ainda é o crooner com sentido melódico, o par de pernas longas revestidas por umas calças negras onde não cabe sequer mais uma moeda de 5 cêntimos, maestro de uma banda rock gerida por uma medida play it cool, um sedutor em defesa da pinta que possa preservar a palavra portuguesa enquanto arma na conquista de uma Geri Halliwell (a mais devassa das Spices) num episódio soft-core do Verão Azul (20 anos mais tarde, caro inspector). Com a versão de “Vídeo Maria”, original dos GNR, tornam-se mais evidentes as semelhanças físicas mantidas entre Armando Teixeira e Rui Reininho. Por sua vez, com a apropriação de “Oub’lá”, ao cancioneiro putrefacto dos Mão Morte, verifica-se a permuta de Adolfo por Armando, de negligé negro por colete dandy, de uma história nocturna de dependência por um conto de tentação à medida dos Balla. Pelo fim da prestação, alguma publicidade montada em andas teatralizava entre o público o confronto entre o diabólico e o angélico. O concerto de Balla ficou-se pelo apetecivelmente discreto e um neutro ameno. E faltou Le Jeu que é um disco que faz apetecer morder a Balla.

The White Stripes
São inseparáveis companheiros, no revisitar das paragens mais malditas do rock americano, o estranho frenesim eléctrico de Jack White (na guitarra e teclados) e a invulgar simplicidade de Meg (na bateria), sua irmã por afecto. A química daí resultante serve de combustível a uma prestação que, no que respeita às observadas ao palco maior, terá sido das mais humanas, arriscadas e passionais (sem que esta última característica tenha sido sequer afectada pelo estilo obligé de Meg White). “Icky Thump”, em representação do novo álbum homónimo, é tudo isso em estado amadurecido, tal é a quantidade de oscilações – nem que seja na voz de Jack White - que vai sofrendo um dos singles mais complexos da dupla. Depois, “Jolene” e “We’re Going to be Friends” traduzem-se em momentos de uma serenidade tal, que perdem fundamento quaisquer suspeições de que o nome White Stripes pode ser sinónimo de linhas de cocaína. A cover “I Just Don’t Know What to do With Myself” não é a mesma sem Kate Moss num varão, mas mantém o concerto ao mesmo nível elevado que se descobriu à sua inteira duração. A inevitável conclusão é requisitada espontaneamente pelo público que em coro entoa o riff de maior durabilidade conhecido aos últimos anos de música: “Seven Nation Army”, pois claro, e a sua estrutura que, depois de queimar calorias em refrão desenfreado, regressa sempre à estaca zero dos tais acordes viciantes. Aposta ganha.

The Smashing Pumpkins
Por mais duro que seja admiti-lo, a verdade é que Billy Corgan parte triplamente derrotado para este regresso ao activo dos Smashing Pumpkins que, no seu pico, foram a tinta e pincel de muito sonho juvenil vivido na década anterior. Sonhos que não surtiram o efeito desejado nuns pessimamente geridos Zwan, num relativamente ignorado disco em nome próprio e num anúncio de página inteira colocado na revista Variety, em que Billy Corgan apelava a que lhe fosse devolvida a banda de sempre e os seus quatro membros originais (contando com o próprio). Contudo, o guitarrista James Iha e a baixista D’ Arcy não acederam ao pedido (talvez por não pactuarem com a importância que foi ganhando o excêntrico vestuário na apresentação global da banda de Chicago). Em Algés, viram-se apenas Billy Corgan, o baterista Jimmy Chamberlain e três ilustres desconhecidos que preencheram as vagas sem desonrar os ocupantes passados ou gerando enorme saudade. Bem pelo contrário, acrescente-se, já que manifestaram o entusiasmo que muito faltou ao concerto da formação clássica no Estádio do Restelo (o último por cá). Assim sendo, tudo apontava para que a reconquista do público perdido obrigasse a um milagre divino, mas a actuação dos Smashing Pumpkins mereceu dois que foram decisivos para que mais pesasse o braço positivo da balança: a abertura com “Today” mereceu a chegada sincronizada da chuva, que a transformou num momento absolutamente sublime, e a larga amostra do próximo álbum, Zeitgeist, chegou para descansar todos os que temessem um terceiro Machina.

Pelo que foi dado a escutar do disco anunciado para a data cabal de 7 de Julho de 2007, incluindo uma longuíssima suite instrumental que alongou o encore, Zeitgeist pode significar um regresso mais refinado e cinemático ao caos épico de “Tales of a Scorched Earth” ou “X.Y.U”, peças devastadoras do duplo Mellon Collie & The Infinite Sadness. Mas não foram as faixas de Zeitgeist que arrancaram as mais intensas reacções a um público com mais zeros que o extracto bancário do Sr. Belmiro de Azevedo. Foram sim paragens obrigatórias – ou granadas nostálgicas – como “1979”, “Tonight, Tonight” (com Corgan a repetir o típico apontar de dedo ao público quando canta As I Believe in You) ou, já em encore, “Cherub Rock” que vieram a desenvolver a empatia entre os presentes e o calvo gigante que, afinal, é auto-suficientemente os Smashing Pumkins. A devoção parece ter manifestado um ligeiro renascimento no Oeiras Alive. Durante grande parte do concerto, os ecrãs exibiram uma jovem loura que tinha fontes lacrimosas no lugar dos olhos. Razão mais que suficiente para subverter a fórmula a um velho sambinha e lembrar que é dos megalómanos que as chorosas gostam mais.

10/06

Sam, the Kid · The Vicious Five · Beastie Boys

Sam, the Kid

Faz todo o sentido ver Pratica(mente), o celebrado mais recente disco de Sam, the Kid, vir forrado de dezenas de pequenas fotografias de cabine, que formam um inclusivo álbum de família onde o filho pródigo se junta a todos os outros membros. Pois se o formato físico é o documento dessa noção abrangente de que o hip hop é a entidade que fortalece os laços familiares, um concerto de Sam, the Kid, é um convite a que todos os presentes se juntem ao retrato. Apesar da rivalidade ser simultaneamente a pimenta que estimula e o tóxico que corrói o hip-hop, não há maneira de contestar a energia festiva e plena entrega que se descobre a um fim de tarde na companhia do puto-esponja e da sua calibrada turma de suporte. A união e a força daí resultante sente-se à página de diário arrancada ao dia “16/12/95”, com convidada especial para dar a voz à Sofia lírica, e à golpada de “Poetas de Karaoke”. Nem incomoda que alguns beats já soem um pouco datados, quando o espírito puro do old school tão bem se adequa a Sam e companhia.

The Vicious Five
Não foi por acaso que os Vicious Five decidiram colocar bem alto a sua mensagem de rock aplicado em reclamar a periferia da cidade que lhe pertence. Assim se sucedeu porque as apresentadas “Fallacies and Fellatio” ou “Stereo” contam com provocações em forma de refrão que impelem a que se ergam euforicamente as mãos para melhor avistarem a tal mensagem. Essa que é simples, directa e que ainda não descansou de raspar asfalto desde que saiu Up On The Walls: mexam-se, manifestem-se, devolvam o que seja a quem até nem tempo tem para fazer a barba tal é o tempo dispendido no exercitar rock. Quase parece retaliação rock aquela que os Vicious Five operam na precisa altura em que no palco principal se escutava o Jerusalém Som Sistema de Matisyahu. Sendo que a tenda de circo deve ter ficado aliviada com o facto do seu forro não ter entrado em combustão com os riffs das guitarras de “The Smile on those Daggers”. Houve também lugar para uma novidade concebida para andar de skate que provoca paixão à primeira vista. O concerto termina no mesmo ponto alto do seu início: com “The Electric Youth”, o retrato falhado de uma geração de Cinderelas, que vê o front-man Joaquim Albergaria a trepar uma armação metálica da tenda e a fazer constar, a partir desse píncaro, que o Tarzan também era à sua maneira um revolucionário.

The Vicious Five © Francisco Nogueira

Beastie Boys
O palco a quem tem as aptidões para pagar as comissões. Depois de por Lisboa terem andado a promover Hello Nasty, com entrevistas mas sem concertos, eis que os Beastie Boys aterram no novo aeroporto Marítimo de Algés para, em trajes de gala, provarem porque continuam a ser uma das dinâmicas entidades musicais, após um quarto de século que os viu ir do hardcore inspirado nos Bad Brains até a um ponto artístico em que tudo se pode esperar, sem que nunca se perca o rasto à inovação e imperante classe. Classe que se viu algo atrapalhada com os inconvenientes técnicos que afectaram durante os momentos iniciais os microfones de Mike D e principalmente Adam Yauch (que apresentava ligeiras semelhanças com o nosso jornalista Mário Augusto, como se este se tivesse envolvido numa reportagem sobre o hip-hop no universo do cinema).

Beastie Boys © Francisco Nogueira

Mas nada que abalasse uma prestação que cobriu todas as eras e registos possíveis: “Brass Monkey” e “No Sleep Till Brooklyn” lá estiveram em representação da energia old-school, “Tough Guy” e “Time for Livin’” em nome das raízes hardcore, “Something’s Got To Give” como prova de que esta é uma turma de excelentes instrumentistas (facto também verificável às novidades de The Mix-Up), “The Maestro” no lugar da surpresa que destaca a versatilidade de Mike D, “Triple Trouble” e “Intergalactic” enquanto veículos de samples que se apoderam imediatamente do corpo e o petardo perigosamente in your face que é “So What’cha Want”, com Ad-Rock a censurar o seu próprio You think I get high por imposição da atitude política correcta que mantêm os Beastie Boys desde que descobriram o Budismo. A quase perfeição foi servida em fascículos de uma história que se espera poder vir ainda a conhecer muitos capítulos.

Depois de quase duas horas de uma entrega sem igual no âmbito do Alive, soa completamente infeliz a vaia que merecem os Beastie Boys assim que Ad-Rock anuncia o último momento da noite (uma incendiária “Sabotage” que, ao envolver todo o arsenal de instrumentos, faz crer que os três de Brooklyn terão metade da idade real e que o teclista Money Mark se arriscava a sair dali com um colete de forças). Não será certamente com assobios que se conquistam tão nobres visitantes. No melhor pano cai a pior nódoa e algum desconforto sentido ao fim do concerto dos Beastie Boys faz pensar se as hipóteses de regresso, exceptuando o do dia de seguinte na Aula Magna, não terão sido diminuídas pela pressão assobiada que resultou em nada.


Miguel Arsénio
migarsenio@yahoo.com
08/06/2007