ENTREVISTAS
10 000 Russos
Hordas de guerreiros
· 02 Set 2015 · 11:46 ·
Há cerca de dois anos, escrevia-se assim no Bodyspace: «os 10 000 Russos assumem-se cada vez mais como um dos grandes valores portugueses - ou soviéticos - deste ano de dois mil e treze; o chug-chug-chug rítmico, as incursões AlanVeguianas nos vocais, a guitarra cuspindo ruído bravo. São apenas dois. E têm um som tão perfeito que não precisam de mais absolutamente nada». Assumimos, assim sendo, o nosso erro; a brita psicadélica dos 10 000 Russos ficou ainda mais forte a partir do momento em que a João Pimenta e a Pedro Pestana se junta André Couto, para «pôr ordem na casa», como nos diz. Apanhámo-lo na zona de imprensa do Reverence Valada, horas após o trio ter, com todo o mérito, feito as honras de abertura do palco principal, naquele que foi o último dia do festival. O mote não era apenas esta adição, como igualmente o disco novo que lançaram este ano - homónimo - as ligações à britânica Fuzz Club e o estado geral da música portuguesa.
© Betânia Liberato
Antes de entrares para a banda, o Joca e o Pedro deram uma entrevista em que diziam que era mais fácil trabalhar sendo só dois. Achas que agora é mais difícil, contigo a chateares-lhes o juízo?

Eu acho que é mais fácil, eu ponho ordem na casa.

Também diziam que precisavam mais de graves... quando eu ouvi 10 000 Russos, após tu teres entrado com o baixo, ficou realmente uma coisa muito melhor. O que é que achas que trazes a mais em termos de qualidade e criatividade? Como é que te dás com eles?

O nosso método de trabalho é muito fluido. Funciona tudo à base de jam sessions, as músicas saem daí. O que eu acho que trago... Basicamente, eu construo-lhes uma cama, um safe ground. O Joca é muito metronómico, tem aquela batida muito melódica, muito certinha, sempre igual, e o Pestana é mais deambulatório. De certa forma eu faço a ponte entre os dois. É esse o papel do baixo.

O que achas que fazes de diferente em 10 000 Russos, comparando com o que fazes em Dreamweapon?

Epá, isso é uma pergunta complicada, muito complicada. Eu não gosto de comparar as duas coisas, até porque elas não são comparáveis...

Exacto, não o são, mas era para saber como é que uma pessoa que está numa banda depois se adapta a outra, já que tu entraste depois deles terem começado. Não foi uma coisa em que começaram os três, a fazer uma jam...

Não, não... Partilhámos o palco no Milhões de Festa, e ficámos amigos imediatamente. Meses mais tarde surgiu o convite para eu integrar os Russos, e quase simultaneamente o Pestana também integrou os Dreamweapon, se bem que por um curto período de tempo. Há diferenças entre o som das duas bandas, claro que há; isso é notório quando tu ouves uma banda e outra. Mas, por exemplo, o esquema de composição acaba por ser igual - todas as músicas nascem de jam sessions e depois vamos desenvolvendo ideias e trabalhando canções.

Nunca é uma coisa muito trabalhada, portanto; não mandam e-mails uns aos outros a dizer "vamos fazer agora um riff assim", é sempre na base das jam sessions...

As coisas são trabalhadas, mas são trabalhadas de uma forma muito fluida. As ideias aparecem, nós gravamos, e recorremos recorrentemente a essas gravações dos ensaios, quando trabalhamos. A partir daí, fazemos uma triagem do que interessa, do que não interessa, e depois vamos construindo os temas - mas sempre de uma forma muito livre e fluida, tentando cada um não interferir no trabalho do outro. Claro que chega uma altura em que é preciso meter ordem na casa; e eu acho que o meu papel, nos Russos, é mais notório nesse sentido. Eu não gosto de dizer estas coisas, até parece que eles são uns javardos... Mas, de certa forma, lá está: eu se calhar sou o gajo que tem uma noção mais lúcida, estrutural.

Não diríamos o cérebro da banda, mas uma coisa diferente.

Não, isso não existe. Somos três e cada um tem um input igualmente válido.

Sendo os 10 000 Russos uma banda que tem esse apego tão grande pela liberdade, o que é para ti a liberdade em termos musicais?

Em termos musicais está intimamente ligada ao conforto. Seja numa sala de ensaios, seja em estúdio, seja no palco, quando chegas e sabes que tens um trabalho para fazer, mas há uma altura em que a coisa pode ir numa outra direcção, ou seja... A cena toma uma rédea, e tu és influenciado por tudo aquilo que está à tua volta, pelo som, pelo ambiente, pelo público, pela paisagem, tocar num palco com umas vistas fabulosas... Tudo isto leva a música para um outro lado, ou seja, a nossa música nunca é fechada, nós nunca tocamos as coisas como elas estão gravadas. São gravadas numa fase inicial - tem sido assim o nosso processo, temos uma ideia e registamo-la - e a partir daí ela vai evoluindo com os concertos, e é sempre diferente.

Vocês sentem-se melhor em estúdio ou ao vivo?

Eu acho que nos sentimos melhor ao vivo. Dá para desenvolver mais. Porque, lá está, mesmo em estúdio nós gravamos sempre live, nunca é uma coisa faseada; estamos sempre os três, juntos, a reagir uns aos outros. Aliás, há músicas no disco que surgiram de jam sessions, ou seja, depois de um take a cena fluiu para outra coisa e apareceu uma música. E o nosso processo é mesmo esse, é fruir e deixar a coisa fluir.

Nunca vos ocorreu fazer um concerto de tributo ao Demis Roussos?

Já tivemos vários pedidos nesse sentido, mas nunca se realizou... [risos]

© Betânia Liberato

Como é que nasceu a ligação à Fuzz Club?

Nasceu aqui no Valada. Eu já conheço a malta da Fuzz Club há uns anos, acompanho a editora desde o dia zero e sou fã.

É para ti a melhor editora de sempre?

De sempre não digo, mas é a melhor editora do momento.

Tu és um enorme fã de Spacemen 3, aposto...

Completamente.

Melhor banda de sempre?

Também não digo de sempre, mas de um determinado momento.

Achas que alguma vez se poderiam reunir?

Acho muito difícil. Aliás, arrisco dizer que não.

Compararias os Spacemen 3 com os Spiritualized?

Comparo! Comparo dizendo que Spiritualized é uma amostra... [risos] Até porque - e não gosto de dizer estas coisas - para mim é feito pelo elo mais fraco.

Qual é o teu disco favorito dos Spacemen 3?

O primeiro [Sound Of Confusion, 1986], sem dúvida.

Só mesmo pela pseudo-cover dos Stooges?

Opá, não digas isso...

Digo isto sendo um enorme fã de Spacemen 3... Preferindo mais Spiritualized, sendo que os Spaceman3 são uma banda que me leva a outros patamares e os Spiritualized uma banda que me faz acreditar em Deus.

Não sei... Continuo a preferir o Sonic Boom a Spiritualized.

Acreditas em Deus?

Essa pergunta não tem resposta. Já pensei muito tempo a pensar nisso mas não encontro resposta para isso.

Sendo uma banda que se chama 10 000 Russos, qual é a vossa opinião sobre a situação na Crimeia?

Queres mesmo que eu te responda a isso? A sério? Mas mesmo a sério?

Os Amon Düül responderam só a perguntas políticas e adoraram...

Sim, mas eles têm todo um passado de activismo político e essa cena toda que nós não temos...

Como é que nascem os títulos das vossas canções?

O Joca é que é o idiota, digamos, no bom sentido. Ele é que tem essa tarefa. Com todo o mérito.

Consideram-se uma banda literata?

Literata? Pá, não sei o que isso quer dizer. Somos todos licenciados.

Cromeleque dos Almendres [onde os 10 000 Russos foram gravar um vídeo] é o Stonehenge português? Como é aquilo, para alguém que nunca lá foi?

Epá, sem dúvida! Aquilo é um monte de pedras. [risos] Milenares. Sete mil anos de história, ali.

Tu não és do mesmo curso que o Joca, imagino que ele esteja muito mais ligado a isso...

Não, não. O Joca é do curso de História. O Pestana tirou Som e Imagem, e eu tirei Cinema. Os Cromeleques... Olhando para aquilo, aquilo é um monte de calhaus, mas sem dúvida que tem uma energia fortíssima - tu chegas lá acima e vês que está tudo alinhado com os astros, com o sol, com a lua. Olhas em frente e vês a cidade de Évora. A própria disposição das pedras... Faz tudo sentido. Passámos lá três dias fantásticos.

Já acabaram de gravar esse vídeo? Quando é que tencionam lançá-lo?

Já, sim. Vamos ver, talvez em Outubro, Novembro. Não há planos concretos em relação a isso, mas em princípio nessa altura. Chegámos lá com uma ideia - "ok, vamos tocar as nossas músicas ali" -, e acabámos por ter uma sessão de improviso total. No meu entender acho que saiu uma coisa fabulosa. Porque isso é que é fixe! É chegares a um sítio, receberes as energias que o sítio te dá, e tentares criar.

© Betânia Liberato

Portanto, quando vocês tocam ao vivo são muito influenciados pelo ambiente que vos rodeia? Por exemplo, se tocassem no Milhões de Festa ou em Paredes de Coura, não seria o mesmo concerto que no Valada?

Pá, as músicas eram as mesmas.

Mas seria uma energia completamente diferente?

Com certeza. Aliás, há dois fins-de-semana atrás tocámos em Penafiel, e foi uma coisa muito estranha: chegámos lá, íamos tocar no átrio de uma igreja, montaram lá um palco, uma cena com uma vista fabulosa sobre a cidade de Penafiel, e estava a chover... Ou seja, aquilo de repente [transformou-se]; foi uma cena que nunca nos tinha acontecido, fazer soundcheck num sítio e acabar por tocar noutro. Esse concerto foi cancelado e nós, para não nos irmos embora [sem tocar], pedimos para nos arranjarem outro sítio, em Paredes, uns quilómetros à frente... E, então, transportámos as cenas todas [para lá]. O que é que eu quero dizer com isto: as músicas eram as mesmas, mas o concerto, por ser num espaço fechado - o Indie Bar, em Paredes, um bar de pedra -, criou-se ali uma atmosfera, uma energia, uma coisa fixe, que acabou por levar para um caminho que de certeza o concerto anterior não teria.

Pegando nisso: preferem espaços fechados ou abertos, como aqui no Reverence?

Epá, isso é complicado. Gosto de espaços acolhedores.

Tirando o concerto no Sabotage, eu só te vi a tocar em espaços abertos. Foi em Moledo, acho que no Milhões também... Por isso, em termos de energia, o que achas que funciona melhor: espaços fechados ou abertos?

Eu não gosto de tocar de dia, por uma razão: eu acredito que nós, 10 000 Russos, vivemos muito de todo um espectáculo com luzes líquidas, que são manipuladas na altura. Infelizmente, neste concerto [no Reverence 2015] não foi possível; o ano passado foi possível, e acho que isso sim valeu-nos o contrato, todo o espectáculo que nós conseguimos montar, e não propriamente só a música. Claro que a música fala por si, mas acho que toda a componente cénica à volta da cena... Nós tentamos sempre ficar no background da música, ou seja: as luzes são ténues, existem umas projecções de vídeo por trás, um espectáculo de luzes, e nós estamos ali. Nós não somos o centro das atenções, mas sim a música e o que se está a passar nas telas.

O centro das atenções é sempre o som... Isso para uma pessoa que vem de cinema é um bocado estranho, não achas?

Não é nada estranho se pensares assim: o nosso som acaba por ser cinético e cinéfilo e essas coisas todas. Ou seja, permite viajar. Se tu tiveres uma imagem a acompanhar essa cena, está-te a direccionar o pensamento e a tua percepção, entendes? Quando nós damos essa imagem, estamos a direccionar a percepção do som que estamos a fazer. E nesse sentido é importantíssima a componente visual. Eu prefiro tocar em espaços, não digo abertos ou fechados, mas sempre à noite, porque permite ter um espectáculo de luzes, som e imagem. Quanto a concertos diurnos: epá, é fixe na mesma, o som também vale por si, mas não é bem a mesma coisa.

Há algum realizador para quem gostasses de fazer uma banda sonora?

Epá, isso é muito tricky. Mesmo. Mesmo mesmo. Não sei. De repente, tomando como referência uma das minhas bandas favoritas e um dos meus realizadores favoritos, adorava fazer uma cena para o Herzog.

Nunca te convidaram? Nem mesmo para projectos de tese, projectos de mestrado?

Pessoalmente? Sim. Já fiz várias bandas sonoras para filmes. Há um realizador do Porto, o Sério Fernandes, que tem muitas bandas sonoras feitas por mim. E para os meus próprios filmes, também faço alguns.

Vocês são rotulados como "rock psicadélico". Qual é a tua opinião acerca desse género de etiquetagem?

Ponto número um: eu não sei o que é o rock psicadélico. Ponto número dois: não acho que sejamos rock psicadélico.

Há alguma coisa que lhe chamarias, se tivesses que chamar alguma coisa sequer?

Nós tentamos não ser alinhados com qualquer tipo de géneros...

Até porque as vossas influências são The Fall e o rock mais não-alinhado...

Sim, o Joca é completamente fã dos The Fall e eu tendo para o lado dos Spacemen 3. O Pestana... Não sei do que é que ele gosta [risos]. É um guitarrista do caraças, mas não sei muito bem qual é a cena dele. A cena engraçada nele é mesmo essa: é que não notas qual é a influência do gajo.

Onde eu queria chegar é: o que é que achas desta moda em torno do rock psicadélico? Achas que beneficiaram com essa rotulagem?

Eu acho que nós nunca fomos rotulados como "rock psicadélico". [Mas] estamos na editora, por excelência, do melhor que se faz em termos de rock psicadélico, se é que assim podemos dizer, na Europa.

Achas que nenhuma editora portuguesa vos teria assinado, ou que não teriam este género de hype - eu sei que é uma palavra má - se não tivessem assinado por uma editora estrangeira?

Vou-te ser muito sincero naquilo que vou dizer agora: eu tenho notado, desde que editámos o disco, que têm saído reviews na imprensa estrangeira, não diariamente, mas semanalmente, no mínimo. Em Portugal saíram umas três ou quatro. Portanto, este hype é uma cena que vem de fora para dentro.

Não queria dizer tanto hype como... "Um pouco mais de atenção do que tinham antes".

Talvez. Mas isso se calhar reflecte um bocado o provincianismo que nós temos.

Achas que ainda estamos num país muito provinciano?

Epá, ya. "Os gajos estão numa editora estrangeira, se calhar até são fixes!".

Mas se calhar concordarás que nunca houve um momento tão bom para o rock feito em Portugal como há agora, que nunca houve uma época tão boa no underground como há agora.

O que eu acho - e o Pestana também está farto de o referir - é que estamos a assistir a uma geração de ouro na música portuguesa. Vês imensos projectos, de excelente qualidade, de todos os géneros. Eu não gosto de rotular as coisas assim, mas eles existem. Desde o Tigerman, a coisas como os Sensible Soccers, os Black Bombaim...

© Betânia Liberato

Na tua opinião, porque é que essas bandas não saem da caixa que é este país e conseguem marcar pontos lá fora? Será falta de apoios?

Isso é uma questão geográfica, eu acho... A falta de apoios existe desde sempre, e irá sempre existir. Por muitos apoios que nós tenhamos, toda a gente se vai queixar sempre da falta de apoios. Eu acho que tem a ver com a nossa posição geográfica e o peso do nosso país no mundo. Nós estamos na periferia da Europa, certo? Tu se queres fazer uma tour, por exemplo, se estás sediado em Berlim, estás no centro da Europa, vais facilmente para qualquer país à volta. Em Portugal, tens de percorrer Espanha, França... Só o percorrer esse bocadinho é um acréscimo nos gastos de uma tournée que é brutal. Mas não tenho soluções para isso. No nosso caso, nós somos gajos que acreditamos naquilo que fazemos, e somos estóicos nesse sentido. Nós lutamos. Pá, tenho 37 anos e não trabalho há anos porque decidi fazer música. Tenho duas bandas que não me pagam contas mas continuo estoicamente a acreditar naquilo que faço.

Acaba por ser também um pouco sebastiânico...

Se calhar é muito português, da minha parte... [risos]

Porque lá está - as bandas mais recentes, as que me têm enchido as medidas, são todas portuguesas... São vocês, são os Dreamweapon, são as Pega Monstro, todas as bandas que me têm entusiasmado são portuguesas...

Vamos falar a sério: no panorama musical português, uma banda de fim-de-semana... Há excepções claro, há muitas excepções, mas um gajo que trabalhe numa banda aos fins-de-semana nunca poderá chegar tão longe como um gajo que trabalhe numa banda diariamente. Isto é a mesma coisa que o teu trabalho no dia-a-dia. Teres o part-time é uma coisa, teres o full time é outra coisa, não é? Teres a tua empresa, onde tu és tudo e fazes tudo, chegares onde queres chegar, depende de ti. É aquela proporção: trabalho-remuneração. Uma banda que não acredita no que faz e que não é possível chegar onde quer, não chega a lado nenhum.

Vocês continuam a manter uma filosofia do-it-yourself?

Neste momento nem tanto, porque temos uma label a trabalhar connosco. Não digo a trabalhar para nós: connosco. Mas é um bocado indie... Temos um peso grande na marcação das digressões e dessas coisas todas. Agora, o que nós sentimos, acima de tudo, é uma crença enorme naquilo que nós fazemos, e acreditamos sinceramente que é possível fazer a nossa cena.

Achas que faz falta uma imprensa mais especializada em Portugal, sem que seja só a Blitz?

Eu curtia ler a Blitz quando era jornal. Acho que desde que passou a revista perdeu público e perdeu a preponderância que tinha na formação de públicos e consciências musicais...

E, no entanto, cada vez há mais público a ouvir aquilo que o underground português faz...

Mas isso é fruto dos blogues. É fruto da Internet e da cena free. Tu ouves, tu vês, qualquer pessoa escreve um artigo, põe online, tem feedback das coisas, as pessoas ficam curiosas e vão ver...

É nos blogues que está o futuro da imprensa?

Eu não sou futurologista, mas eu acho que os blogues têm muito mais preponderância neste momento do que a imprensa escrita. Eu não sei que tiragem tem a Blitz, neste momento, não sei mesmo, mas de certeza que não é igual àquilo que era há quinze, vinte anos atrás. Ou seja, na formação de opiniões... Não é igual. Curiosamente, nós temos sido esquecidos por essa grande imprensa, mas os blogues estão lá.

Irem tocar a Salford, onde nasceu o Mark E. Smith, é o fechar de um círculo?

Vamos tocar lá? Não sabia... [risos] Acho que o Joca estará muito contente com isso.

Transcrição: Inês Sousa Vieira
Paulo Cecílio
pauloandrececilio@gmail.com

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