DISCOS
Klaxons
Myths Of The Near Future
· 06 Abr 2007 · 08:00 ·
Klaxons
Myths Of The Near Future
2007
Polydor / Universal


Sítios oficiais:
- Klaxons
- Polydor
- Universal
Klaxons
Myths Of The Near Future
2007
Polydor / Universal


Sítios oficiais:
- Klaxons
- Polydor
- Universal
Trio britânico oferece concentrado de pop fosforescente enquanto faz pensar em que gaveta os encaixar.
Não se começa um texto sobre os Klaxons sem uma tentativa de definir o estilo musical que os mesmos praticam. Aqui não se procuram excepções à regra, por isso, encha-se os pulmões e diga-se: são POP. A noção que têm da música que os precedeu, seja em que fase, época ou contexto, é perceptível. Não é a primeira vez que se ouvem guitarras, baixos, baterias, sintetizadores ou vozes como estas. Quando a massa crítica ganha contornos de acumulação perigosa, não haverá crime de lesa-pátria se mencionarmos os KLF. Mas apenas num cruzamento fugaz que levou cada banda ao seu local destinado.

O caso de Jamie Reynolds, Simon Taylor e James Righton é um que começa com as palavras “Krill edible oceans at their feet / A troublesome troop out on safari / A lullaby holds their drones in sleep”, e não faz qualquer questão de se tornar mais clara nos propósitos da sua mensagem lírica. Eventualmente, esses momentos vislumbram-se, como no refrão de “Gravity’s Rainbow”, professando a simples mensagem porventura mais adequada a um festival freak: “Come with me / Come with me / We’ll travel to infinity”. Mas podemos desligar do naif da mensagem e pensar que isto faz todo o sentido se a reconhecermos como um refrão pop que surge após um baixo distorcido, uma guitarra em habitual modo serrilhado, e o surgimento de um piano cadenciado como deve ser num refrão.

No fundo, Myths Of The Near Future contém duas espécies primordiais de canções. Existem aquelas em que o sintetizador parece deitar espuma, a guitarra soa a dois fios eléctricos descarnados a acasalarem, e ouve-se uma, duas, três vozes entre o normal e o falsete. São os casos de “From Atlantis To Interzone”, “Totem On The Timeline”, ou as partes agressivas de “Magick”. Noutras alturas, como “Golden Skans”, “Isle Of Her” ou “It’s Not Over Yet”, deixam que seja a melodia e a já referida qualidade dos refrões a tomarem preponderância.

Não há ainda dados para especular que tipo de influência, positiva ou negativa, Myths Of The Near Future irá ter. Em 2007, um disco tem 10 vezes mais potencial para gerar imitadores sem qualidade do que honrados e criativos portadores de influências. Sabe-se, isso sim, que é um disco de pop altamente vitaminada e vibrante. E a isso não se pode tirar valor.
Nuno Proença
nunoproenca@gmail.com
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