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X-Altera
X-Altera
· 11 Set 2018 · 10:39 ·
X-Altera
X-Altera
2018
Ghostly International


Sítios oficiais:
- X-Altera
- Ghostly International
X-Altera
X-Altera
2018
Ghostly International


Sítios oficiais:
- X-Altera
- Ghostly International
Quanto mais se altera, mais chato fica.
São muitos os que hoje regressam ao início dos anos 90 para encontrar formas de seguir em frente. É inegável a carga daqueles tempos. Eram tantas e constantes as transformações. Intermináveis mutações. Acid-house, hardcore, jungle, drum n’bass, IDM, ambient, trance. Tudo surgia e explodia e mutava. Escalpelizar, hoje, os subgéneros de cada um dos géneros só se prestará a entrarmos numa insana espiral de nomenclaturas e trejeitos e trajectos e ciência sónica drogada sem fim. O underground naquela altura borbulhava criativa, freneticamente. Ponto final.

Tadd Mullinix é um workaholic. E um cientista. Daqueles cientistas impacientes que lançam as mãos a tudo porque TUDO é merecedor da sua atenção, e do seu impulsivo desejo de criar. De todos os seus projectos, Soundmurderer & SK-1, James T. Cotton, 2 AM/FM, uns mais revivalistas que outros, Dabrye, uma aventura hip-hop enviusada, caris experimental, será o mais reconhecido de todos – e este ano finalizou finalmente com o aprimorado Three / Three a trilogia iniciada em 2001.

Desde sempre em relação íntima com a Ghostly International, não se estranha que seja por ela que dá a conhecer o seu novo projecto, X-Altera, com tese efectivada, onze temas alinhados; e, como padrão na obra de Mullinix, mais uma exposição de um exercício revivalista. Com Rewind Records, 2003, Soundmurderer & SK-1, Tadd ao lado do patrício de Detroit, Todd Osborn, era revivalismo jungle que ouvíamos quando o drum n’bass já enfadava. Com The Dancing Box, 2004, e Creep Acid, 2011, James T. Cotton, regurgitava o léxico de jack de Chicago, viragem de 80 para 90, acid-house.

X-Altera espelha mais um desejo impulsivo. Mais um regresso ao início dos anos 90 na vontade de mais. Em modo rave, é jungle/ drum n’bass e IDM que são actualizados pela lente dos efeitos especiais da actual tecnologia sónica. Tadd Mullinix é um produtor proficiente – dê-se lhe real mérito nisso –, mas a maioria das suas criações, estes temas deste disco não são excepção, soam a forçados exercícios de aperfeiçoamento do básico. X-Altera soa excessivamente académico, presunçoso, saturado de pormenores redundantes. Certo que, pelo meio, encontra-se genuíno amor. Mas nada que encha verdadeiramente o coração.
Rafael Santos
r_b_santos_world@hotmail.com
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