DISCOS
Vacations
Changes
· 21 Mai 2018 · 14:58 ·
Vacations
Changes
2018
Human Sounds Records


Sítios oficiais:
- Vacations
- Human Sounds Records
Vacations
Changes
2018
Human Sounds Records


Sítios oficiais:
- Vacations
- Human Sounds Records
De férias.
De vez em quando, e sem o esperarmos, damos de cara com uma daquelas canções que, aos primeiros acordes, já nos intrigou e, aos segundos, já fez com que nos apaixonássemos por ela. Isso tanto pode acontecer num festival de música, como no cinema, como no supermercado ou, até, deitados no sofá, em casa e em frente à televisão, a digerir o almoço prévio. No caso dos Vacations, aconteceu com "Steady", jangle pop veraneante que, ao fazer de banda-sonora a uma reportagem sobre golfe (não julguem) na RTP 2, levou a que se quisesse conhecer mais acerca da sua obra. O Shazam ajudou, evidentemente.

E esta é a obra dos Vacations, banda australiana que se estreia no mundo dos LPs com Changes, e cujo nome não poderia fazer mais jus à sonoridade que praticam. As melodias que saem daquela guitarra surgem sempre no ponto, prontas a levar-nos para junto da praia, onde um pôr-do-sol arde lentamente e as raparigas - ou os rapazes - aproveitam para dar um último mergulho antes de arrumar a trouxa e ir embora. É música para férias, se é que se entende. E, mesmo que não traga nada de novo ao indie rock (que, convenhamos, tem estado muito menos saturado de lixo após o boom da década passada), é óptima.

Talvez mais que "óptima". Poderemos, eventualmente, ser mais simples: é bonita. Isto, apenas, porque não precisa de mais. Música bonita. E até podemos prestar pouca atenção aos versos, que são mais decorativos que expressivos. Não que precisassem de ser poesia: a poesia está ali, naqueles instrumentos, e a história de cada canção somos nós que a inventamos. Os Vacations só nos dão algumas dicas, quais tutores do chill.

Até porque conseguiram uma coisa que vários tentaram e raros conseguiram: soar a Smiths sem parecer estupidamente balofo ou cópia descarada, apostando sobretudo na guitarra jangly de um Marr e menos na voz melancólica (e, hoje em dia, também racista) e no ritmo-barra-groove mais próximos de um funk branco dos britânicos. O resultado é um disco que fãs dos Smiths irão adorar e que os outros irão acarinhar durante o verão - ou por mais tempo, porque não? As férias dão-se quando um homem quiser.
Paulo Cecílio
pauloandrececilio@gmail.com
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