DISCOS
DJ Doraemon
The Change
· 04 Abr 2017 · 10:27 ·
DJ Doraemon
The Change
2017
Basy Tropikalne


Sítios oficiais:
- DJ Doraemon
- Basy Tropikalne
DJ Doraemon
The Change
2017
Basy Tropikalne


Sítios oficiais:
- DJ Doraemon
- Basy Tropikalne
Wind of change.
Há algum tempo - que em linguagem de Internet são séculos - havia uma página de Facebook que dizia que tudo o que sabemos de espanhol aprendemos a ver o Doraemon no canal Panda. DJ Doraemon, o nome artístico de Ivan Lima, natural do Miratejo, talvez seja uma dessas almas. Mas, para lá do espanhol, Lima aprendeu o tarraxo, o kuduro e o afrohouse, e também na infância: tinha apenas 10 anos quando, segundo consta, viu um amigo a mexer com o FL Studio 4, o que lhe despoletou o bichinho para começar a fazer as suas próprias malhas. Tinha 15 quando começou a ser notado. Hoje tem 18 e lançou, pela polaca Basy Tropikalne, um novo álbum: The Change.

Já devem ter calculado o que esperar: The Change é um disco para dançar, suar, quem sabe até foder (e todas essas coisas juntas, porque às vezes umas levam às outras). É um disco onde o ritmo ordena, o som do gueto captado por alguém que o conhecerá muito bem. Temos assistido a inúmeros exemplos disto nos últimos anos, e todos, ou quase todos, pelas mãos da Príncipe, que tem levado o "som de Lisboa" pelo mundo fora. O que na verdade nos leva a outra questão: como é que DJ Doraemon (ainda) não editou pela Príncipe? Não perguntamos como crítica, mas como curiosidade - porque Lima tem talento suficiente para ombrear com os gigantes Marfox e Nigga Fox.

Fora desses fait-divers, encontramos temas como "Saxo Beat" - que, como indica, mete ali um sample de um saxofone, qual "Calabria 2007" da Margem Sul -, uma tenebrosa "GTX38" que arranca em modo grime e depois acelera a parada, e um final sensualão: "Louca Da Noite", primeiro, e "Gata Morena", a fechar, sendo que provavelmente estarão relacionadas... The Change é-o de facto; faz parte da mudança de paradigmas que temos vindo a assistir na electrónica (os subúrbios suplantando os centros). E se com 18 anos já se tem pica para fazer isto, imaginem só daqui a outros tantos. Nem precisa de aperfeiçoar o espanhol.
Paulo Cecílio
pauloandrececilio@gmail.com
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