DISCOS
Cloud Nothings
Life Without Sound
· 21 Mar 2017 · 12:28 ·
Cloud Nothings
Life Without Sound
2017
Carpark Records


Sítios oficiais:
- Cloud Nothings
- Carpark Records
Cloud Nothings
Life Without Sound
2017
Carpark Records


Sítios oficiais:
- Cloud Nothings
- Carpark Records
Terceiro capítulo da mesma história.
Chegado a 2017, Dylan Baldi fez... um álbum triplo. Não, não é que Life Without Sound seja composto por três LPs e seis lados de música. É mais porque, à medida que o escutamos, mais nos convencemos de que estamos perante a última parte de uma trilogia que começou com o fantástico Attack On Memory, em 2012, passando pelo maçudo (em certos aspectos...) Here And Nowhere Else. Isto porque não demonstra qualquer tipo de alteração em relação aos seus antecessores.

De facto, Baldi - e os Cloud Nothings - parece ter encontrado a sua fórmula: rock adolescente e rasgado, que tem tanto de indie como de emo, e que se enche de lérias deprê de forma a melhor penetrar no coração dos jovens, especialmente daqueles que se sintam alienados em relação ao mundo que os rodeia. Life Without Sound é, por isso, mais do mesmo; a mariquice do costume adaptada a uns quantos bons riffs, como o de "Things Are Right With You", canção que tem aqui o papel que "Now Hear In" tinha no álbum anterior, o de salvar o todo.

Não é que o disco seja mau. O que acontece é que, três discos depois, o choradinho começa a cansar. É como ler o À Espera No Centeio para lá dos vintes: aquele tempo já foi nosso, mas já lá vai, e agora irritamo-nos - como os nossos pais se irritaram - com todos aqueles que se encontram na chamada idade do armário. Apetece gritar "cresçam", para que percebam que há todo um mundo lá fora à espera de ser colhido, independentemente dos bullies que se coloquem à vossa frente.

Baldi poderia ter seguido o conselho dos Japandroids, que ao terceiro disco decidiram que queriam ser grandes, sem no entanto perder todos os elementos que fizeram que nos apaixonássemos por eles. Optou por complementar os dois discos anteriores (o disco homónimo que lançou em 2011 tem uma sonoridade diferente e, por isso, não entra nestas contas) com um terceiro, que escutado lado a lado com esses talvez soe melhor - basta pensar que estamos, realmente, perante o terceiro tomo de uma história e que a partir daqui tudo será diferente. Para bem dele, e da banda, é bom que assim seja.
Paulo Cecílio
pauloandrececilio@gmail.com
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