DISCOS
Dub Tractor
More or Less Mono
· 18 Mai 2003 · 08:00 ·
Dub Tractor
More or Less Mono
2003
City Centre Offices


Sítios oficiais:
- City Centre Offices
Dub Tractor
More or Less Mono
2003
City Centre Offices


Sítios oficiais:
- City Centre Offices
Anders Remmer pertence a uma tribo originária do norte da Europa. Tal como os restantes membros dessa (relativamente) pequena sociedade, Remmer possui dois ou três traços suficientemente característicos e denunciadores da sua proveniência. A naturalidade com que se desdobra por múltiplos alter-egos ou a frequência com que une esforços a um ou outro seu semelhante na hora da expressão artística são dois entre muitos outros possíveis exemplos que sustentam esta conotação.
O seu compatriota (ambos são dinamarqueses) Thomas Knak - mais conhecido como Opiate - tem sido o companheiro ideal no que toca a colaborações, sendo “Future 3” o nome de baptismo do projecto que ambos partilharam. O que não impede que nomes como Bjork ou Jesper Skanning - Akustic - já se tenham, ainda que ocasionalmente, associado a Remmer.

Anders assina os trabalhos a solo como “Dub Tractor”. More or Less Mono, o seu quarto disco, não escapa a essa regra.
Trata-se de um conjunto de nove faixas continuamente tranquilas e relaxantes. As mudanças de ritmo simplesmente não existem; o som vai-se avolumando progressivamente, conforme novas camadas se sobrepõem às iniciais, desembocando numa (pelo menos) aparente harmonia que se mantém por algum tempo, substituída apenas por um suave amainar que anuncia que o final da música está perto. Para obter este resultado, Remmer recorre sistematicamente ao combinar da guitarra acústica com elementos electrónicos. É frequente uma relação de prioridades entre ambos: a guitarra surge dissipando o restante som, para depois se afastar e dar lugar, novamente, às batidas e teclados que dão a More or Less Mono um aroma e uma frescura bastante atmosférica, salpicada aqui e acolá com vocalizações repetidas, distantes e nebulosas.

More or Less Mono surge no momento ideal, com o polen no ar e o Verão cada vez mais perto. É um disco para ouvir com roupa leve, sol a entrar pela janela e o corpo ligeiramente reluzente pelos efeitos do calor. Dificilmente será emocionante ou mesmo apenas emotivo mas é, sem sombra de dúvidas, anormalmente envolvente.
Carlos Costa
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