Os melhores momentos de 2018
· 07 Jan 2019 · 22:33 ·
© Sofia Miranda

Chegou aquela maravilhosa altura do ano. Chegou o momento em que olhamos para trás para tentar retirar do ano que terminou algum sentido, alguma organização de ideias no que toca à música. E nós tratamos desse assunto com todo o gosto. Os nossos Momentos, já manda a tradição, lançam um olhar ao ano que passou para sublinhar os momentos mais ou menos musicais que merecem o nosso destaque. Algo evidentemente pessoal, mas naturalmente transmissível. É por aqui, é por aqui: façam o favor de entrar. André Gomes


André Gomes


  1. Trabalhar intensamente e durante vários dias, conhecer e conhecer Hermeto Pascoal. É algo para nunca mais esquecer.
  2. Alberto Montero em dois momentos: no assombroso La Catedral Sumergida, o meu disco do ano, e o inesquecível concerto que deu, a meu convite, no Gaia Todo um Mundo, numa capela cheia de gente emocionada e em êxtase.
  3. Mergulhar na obra de David Axelrod e nos seus fabulosos três primeiros discos.
  4. Mergulhar mais intensamente na discografia da Banda do Casaco e perceber que foram, sem sombra de dúvidas, a melhor banda portuguesa de sempre.
  5. Programar concertos de Maiden Radio, Anthony Joseph, Amiina, Les Filles de Illighadad, Haëma, Adam Ben Ezra, Vinicio Capossela, Live Low, Eleanor Friedberger, Circuit des Yeux, Castello Branco, Bombino, Hannah Epperson, Alberto Montero, Peter Broderick, Federico Albanese, Tim Bernardes, Jaques Morelenbaum Cello Samba Trio e Paula Morelenbaum, Bruno Pernadas, Uri Caine, Oso Leone, Will Samson, Midori Takada, Giant Sand, Joan Shelley, Joyce Moreno, Marem Ladson, entre muitos outros.
  6. Mergulhar de cabeça na música brasileira dos anos 70 e num dos mais ricos, fascinantes e infindáveis episódios da história da música.
  7. Vasculhar todas as lojas de discos da Islândia para tentar conhecer melhor o passado da sua música.
  8. Reedições. Prati Bagnati Del Monte Analogoe, de Raul Lovisoni / Francesco Messina, à cabeça, mas também as de David Axelrod, Mkwaju Ensemble, Erlon Chaves, Cesar Mariano & Cia, Tim Maia e Marcos Valle.
  9. Um negativo (não é tudo bom nesta vida): faltam salas de concertos no Porto, falta mais programação e até falta mais público.
  10. A arte como resposta à barbárie e ao retrocesso.

Fernando Gonçalves


© Sofia Silva
  1. Os Idles
  2. Ouvir e ler comparações directas entre Conan Osíris com António Variações (porra)
  3. A ginástica olímpica de certa directora de revista para se escapar ao pagamento de honorários
  4. O hino do Desportivo das Aves no Jamor
  5. Festival Colossal, regresso da produção de festivais made in Vila das Aves depois do saudoso Alcalina.
  6. A extraordinária agenda em matéria de concertos proporcionada por Guimarães (muitos e bons)
  7. Arcade Fire no Vodafone Paredes de Coura
  8. O emocional regresso de Nick Cave a Portugal
  9. Conhecer, finalmente, o “nariz empinado” boa onda da Sónia Ramos
  10. Todos aqueles que, de algum modo, ajudaram a dar visibilidade aos novos projectos da música independente nacional

Nuno Catarino


© Rita Sousa Vieira
  1. A edição do "disco perdido" de John Coltrane: "Both Directions at Once".
  2. David Byrne em Cascais, lenda viva ao vivo: "this must be the place".
  3. O duo Bill Frisell & Thomas Morgan ao vivo em Portalegre.
  4. A estreia de Tim Bernardes em Portugal, na ZDB.
  5. A edição especial do Jazz em Agosto dedicada a John Zorn.
  6. O regresso de um herói: Chico Buarque ao vivo no Coliseu.
  7. Um momento alto do jazz português: o disco de estreia do Ricardo Toscano Quarteto.
  8. Mercury Rev e a revisitação do belíssimo "Deserter's Songs" no Lux.
  9. A orquestra Secret Society de Darcy James Argue no festival Angrajazz.
  10. O livro "Playing Changes - Jazz for the New Century" de Nate Chinen: o jazz não morreu, o jazz no século XXI está mais vivo do que nunca.

Nuno Leal


  1. Bo Jack Horseman
  2. O filme "Roma"
  3. Ver e rever episódios de Black Mirror
  4. Ouvir A Minha Casinha versão Conan Osiris
  5. Mouse on Mars ao vivo na Culturgest
  6. Maregol
  7. Poesia espanhola de Karmelo C. Iribaren e Roger Wolfe
  8. Sair de Medinapólis para Loures
  9. Coletâneas da Music From Memory
  10. Rir com o Afonso Padilha

Paulo Cecílio


  1. A bomba do Herrera na Luz, a segunda vez em que um golo me fez chorar a seguir ao do Costinha, em Manchester.
  2. Nick Cave no Primavera Sound, a primeira vez que uma fotografia com um músico me fez chorar.
  3. Entrevistar o David Byrne, um dos grandes.
  4. O MadeiraDig e sobretudo a Madeira, essa ilha maravilhosa onde é possível andar de t-shirt à noite em pleno Dezembro.
  5. Constatar que, na Feira do Livro, a fila para tirar uma fotografia com o Presidente Marcelo era muito superior à fila para ter um autógrafo do Tony Carreira. Escolhi a primeira, claro.
  6. O meu iPhone ter sobrevivido à queda numa latrina de festival.
  7. O grande Toy, em Alverca, a mandar cumprimentos aos familiares da Castanheira e a fazer um rap sobre o Sobralinho.
  8. Rui P. Andrade e Adrian Bang no Sabotage a dar o melhor concerto do ano para sete pessoas.
  9. Mortiis a afungentar idiotas em Barroselas.
  10. Resumidamente: a música, as mulheres, o Marega, e manter-me aqui neste website - e noutros! - há oito anos consecutivos. Venham mais oito.


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