Tops Ilustres 2016
· 14 Fev 2017 · 00:45 ·
© Sofia Miranda

Há os topes e depois há os topes ilustres. Sem regras, sem imposições, sem responsabilidades de maior, convidamos alguns músicos a partilhar connosco aquilo que foi o seu ano musical – ou nem por isso. É que é mesmo assim. Aqui cabe tudo e mais alguma coisa: discos deste ano e de outros, concertos deles e de outras pessoas, restaurantes, pessoas, momentos, coisas íntimas e pessoais, desabafos. Têm de compreender: são ilustres, podem fazer o que bem lhes apetecer. Estas são as escolhas deles. André Gomes


Alexis Paul | Belle Arché Lou / Saudaá Group



The best musicians I met this year :
 
Mourad Belouadi, guembri, Morocco
Othmane Elkheloufi, Raita, Morocco
Federico Fossati, Flute, Argentina
Nicolas Avila, Bandoneon, Argentina
Eugenia Brusa, Voice, Argentina
Fujita Yosuke, Organ, Japan
Ami Yamasaki, Voice art, Japan
Reiko Imanishi, Koto, Japan,
Munkhjargal Lkhagvaa, Morin Huur, Mongolia
Davaajargal Tsaschikher, Mouth harp and electric guitar, Mongolia
Ingibjörg Ýr Skarphéðinsdóttir, Langspil, Iceland
Eyjólfur Eyjólfsson, Langspil, Iceland
Damian Gordeladze, Chuniri, Georgia
Tamta Mandzulashvili, Panduri, Georgia
Miqayel Voskanyan, Tar, Armenia
Vardan Harutyunyan, electroacoustics, Armenia
Youmna Saba, Oud, Lebanon
Fadi Tabbal, electric guitar, Lebanon
Juan Namuncura, Tambor mapuche, Argentina
Andrea Pulcini | Persian Pelican / Vincent Butter / Caraco



Favourite Albums 2016
 
Kevin Morby - Singing Saw
Andy Shauf - The Party
Damien Jurado - Visions of Us On the Land
Josephine Foster - No More Shall in the Morning
Romare - Love Songs: Part Two
Parquet Courts - Human Performance
Lambchop - Flotus
King Gizzard and Lizard Wizard - Nonagon Infinity
Giorgio Tuma - This Life Denied Me Your Love
Nick Cave & The Bad Seeds - Skeleton Tree
 
Favourite Live Shows 2016
 
PJ Harvey - Porto
Destroyer - Porto
Deerhunter - Porto
Kamasi Washington - Rome
Kill the Vultures - Osimo
Emily Wells - Ascoli Piceno
Matthew Herbert / Enrico Rava/ Giovanni Guidi - Macerata
 
Favourite Restaurants 2016
 
Tapabento - Porto
Il Tiglio - Montemonaco (AP)
La Siciliana - Catania
Ava Rocha



filme
Sutis Interferencias - Paula Gaitan/ Cinema Novo - Eryk Rocha/ Molotov Frames - Pedro Paulo Rocha

clipes
Varanda Suspensa - Céu (dir Indira Dominici) - Black Around The Block - Negro Leo (dir Luis Augusto) - Auto das Bacantes - Ava (dir Pedro Paulo Rocha ) - Cuerdo - Boogarins (dir Ricardo Spencer) - Oceanos - Ava (dir Sofia Tomic) - Heliogabalo - Lucash (dir Helo Duran) - Arvore - Lucash (dir Louise Botkay)

discos e shows
ARCO E FLECHA (Iara Rennó) - AGUA BATIZADA (Negro Leo)  - Ó (Juliana Perdigão) - Fogo (Lucash)

só shows
MãeAna ( Ana Claudia Lomelino ), Manual (Boogarins), Fortaleza (Cidadão Instigado), OBJETO PRETO (Carlos Issa e Ricardo Pereira), MEIA BANDA (meia banda)

só disco
Três (Thiago Nassif ) - SOL (gustavo galo) - MM3 (Metá Metá)  

ETC ETC ETC ETC que não lembro de tudo.....
Baptiste W. Hamon


 
Top 2016 Albums
 
Conor Oberst – Tachycardia
Wonderful collection of amazingly written songs. Early-Dylanesque production, but Oberst’s very singular imagination in the words.
 
Miossec - Mammifères
New amazing album for legendary French Singer Songwriter Christophe Miossec – one of my all time favorite.
 
Big Thief – Masterpiece
What an album ! I discovered Big Thief through their NPR Music Tiny Desk concert, and fell in love with the whole damn thing. Guitarist Buck Meek’s performance on stage is the best thing that happened to rock’n roll this year.
 
John Moreland – High On Tulsa Heat
This songwriter moves me with his dark and deep folksongs like only Townes Van Zandt moved me before.
 
Leonard Cohen – You Want It Darker
 
Pascal Bouaziz – Haïkus
Also known for his experimental chanson project Mendelson, Bouaziz releases a collection of simple and powerful indie folk songs. So rare in France – so good.
 
Barbarisms – Browser
 
Sturgill Simpson – A Sailor’s Guide To Earth
 
Julia Jacklin – Don’t Let The Kids Win
 
Karl Blau – Introducing Karl Blau
 
Chevalrex - Futurisme
Bruno Guichon | Octa Push


 
Morreu muita gente fixe mas também se fizeram muitos bons discos. Aqui vai a minha lista (vou-me esquecer de coisas):
 
Anohni, Bruno Pernadas, Cacique 97, Capitão Fausto, Corona na Casa, David Bowie, DJ Nervoso ,DJ Satélite, Dengue Dengue Dengue, Elza Soares, Imarhan, Izem, Jessy Lanza, Kano, Karlon, King, Kornél Kovács, Medeiros/Lucas, Mike El Nite, Nerve, Nery, Prequel, Rastronaut, Romare, Rye Lane Shuffle, Rádio Quantica, Salto, Sensible Soccers, Skepta, Solange, Steven Julien, Terrace Martin, Throes+The Shine, Youthless, Yussef Kamaal, os regressos de  A Tribe Called Quest, Azymuth, De La Soul..
 
Concerto do ano: Kamasi Washington
 
2017:  Cachupa Psicadélica, Cátia Sá, Gorillaz, Mai Kino, Meu Kamba, Nigga Fox, Q-Tip, Sinkane, Sweat & Smoke
Buck Curran



Favorite Albums & Songs 2016 (in no order)
 
1. Devendra Banhart - Middle Names (song)
2. Adele H - Dogmas (song)
3. The Rushings - Lovesick Mess (song)
4. Johanna Warren - Gemini I
5. Richard Osborn - Endless
6. Allysen Callery - The Song the Songbird Sings
7. Six Organs of Admittance - Burning the Threshold
8. Bitchin Bajas & Bonnie Prince Billy - Epic Jammers and Fortunate Little Ditties
9. Heron Oblivion - Self-Titled
10. Twelve Hides - Twelve Hides
11. Glenn Jones - Fleeting
12. Doyle Bramhall II - Rich Man
13. Chuck Johnson - Velvet Arc
14. Adaya - I Am Born
15. Mariee Sioux - Black Snake (song)
16. Elkhorn - Self-titled
17. RY X - Only (song)
18. Alicia Keys - Here
19. Ryley Walker - Golden Sings That Have Been Sung
Castello Branco

© Rui Oliveira

discos
 
- céu / tropix
 
concertos
 
- mãeana no mam (dvd ao vivo)
 
momentos bons
 
- japonês com andré gomes em são paulo seguido de "viola fora de moda" no vinil. que momento.
 
momentos maus
 
- golpe de estado. gás lacrimogêneo e desespero na consolação - sp (sou pelo fim da polícia militar)
Catarina Miranda | Emmy Curl



Eventos marcantes de 2016
* Mudança de cidade e mudar três vezes de casa
* Descobrir sungazing (olhar para o sol fixamente ao pôr ou ao nascer do dia, experimentem) ao som de Messiaen - O Sacrum Convivium
* Viajar com :papercutz para Las Vegas onde tocámos no festival The Further Future, o concerto pode ser ouvido aqui: https://soundcloud.com/furtherfuture/further-future-002-papercutz-mothership
* Ser fotografada por uma das minhas fotógrafas preferidas: Anka Zhuravleva <3
* Momentos de pura paz a construir mariolas em rios de água cristalina.
* Descobrir Vali Myers
* Aprender a dançar Lindy Hop!
* Tournée pela Europa de Leste, 9 concertos em 10 dias com quatro horas ou mais de distância entre as cidades ao som de Where Will We Go de Nick Hakim, kick ass experience! (Obrigada Butuc)
* Visitar Paris pela primeira vez e chorar também pela primeira vez de alegria dentro de um taxi que me levava por entre aquelas ruas incríveis.
* Ir a pé do parque de campismo de Gerês até às termas na Galiza e ter de obviamente andar de boleia umas quatro vezes. Entrar nas termas e ser das melhores sensações da minha vida.
* Descobrir Layla Martin (menin@s toca a prender com ela!!)
 
Musicas que fizeram magia neste ano: 
Back Pocket - Vulfpeck
Les Jeaux d'eau à la Villa d'Este - Franz Liszt
River Man - Nick Drake 
 Now is Now - Breastfist
Melody Day - Caribou (Four Tet Remix) 
Robert Glasper - Afro Blue (feat Erykah Badu)
 
Álbuns do ano (não necessáriamente lançados este ano):  
A Fable - Tigran Hamasyan
A Moon Shaped Pool - Radiohead
Ego Death - The Internet 
Inquétude - Filipe Raposo 
Robert Glasper - Experiment
Kendrick Lamar - To Pimp A Butterfly
 
Concerto o ano: Concerto de Guinga com Maria João na Casa da música foi <3
Este ano foi para mim dos melhores anos da minha vida, pelo que me transformou e renovou, sinto que me fez uma pessoa melhor. 
Grata Universo ^_^
Catarina Moreno | Mai Kino



12 coisas que me fizeram feliz:


Glastonbury 
amor na lama. Ver músicos a dar o concerto com que sonharam a vida toda.
 
How to Be A Human Being 
dos Glass Animals. A começar pelo nome do album. 
 
Cigarettes After Sex 
ao vivo e não.
 
Isaac Gracie 
reencarnação londrina do Elliot Smith. 
 
The Great Escape 
tocar no festival e ver todos os cantinhos de Brighton inundados por bandas do mundo inteiro.
 
Gosh
 o video que o Romain Gavras fez para esta canção de Jamie XX. 
 
Love Me in Whatever Way 
do James Blake. 
 
Requests and Antisongs
uma instalação de som/video do James Richard, no ICA. 
 
Lisboa Dance Festival
ser convidada para tocar em 2017 com uma das minhas bandas preferidas - Mount Kimbie. 
 
Nikka Whisky 
descobrir que existe. 
 
Hackney
 
Os amigos que fiz este ano.
César Lacerda

© Daryan Dornelles

já há muito não se via tanta gente se espalhando desassistida pelas ruas do país. nas grandes cidades brasileiras há um amontoado de desesperança. e conviver diariamente com este cenário é demasiado entristecedor. há a cada esquina o povo largado, dormindo pelas ruas das cidades; assombradas. fomos todos enganados. toda uma nação.

dois mil e dezesseis termina de forma aterrorizante. e amedrontadora. o horizonte é pesado, denso. estamos todos impotentes. há uma letargia que toma conta de tudo. e há, o que por si só é muito pior, uma alienação. em suma, há tudo de ruim um pouco. há o passado a insistir no presente.

em todo caso, a produção musical no Brasil segue, naturalmente, inabalável. mas eu ouvi pouquíssima música em casa. estive ocupado tomando conta de mim - uma afirmação controversa.

mas gostei muitíssimo de assistir ao vivo ao "Guelã" da Maria Gadú, e ao "Júpiter" do Silva, dois dos principais cantores do Brasil de hoje, com proposições estéticas muito inteiras nos seus espetáculos. o Passo Torto junto da Ná Ozzetti me fez chorar pela inteireza daquilo tudo, pela "identificação absoluta" que sinto por SP. o "Ó" da Juliana Perdigão é uma pérola luminosa que se assume com violência e beleza irretocáveis. amei assistir ao "Troco Likes" do Tiago Iorc, a entrega e o carisma, o redimensionamento da sua carreira, a chegada para o grande público nacional. amei também assistir ao show desplugado do Maurício Pereira, esse gênio brasileiro; sua canção, "Trovoa", se torna, com estranho delay temporal, uma canção emblemática para essa geração.

em suma, isso. à espera de dois mil e dezessete.
Daniel Nunes | Constantina / Projeto Lise

© Samuel Mendes

1. discos
 
- são paulo underground : “cantos invisíveis” | https://cuneiformrecords.bandcamp.com/album/cantos-invisiveis
- the zuuum made me do it a.k.a bruno abdala : “TZMMDI | nascido árido” |https://propositorecs.bandcamp.com/album/tzmmdi-nascido-rido
- kinah hamilton a.k.a bruno abdala :  “eu não consegui e to feliz” | http://propositorecs.bandcamp.com/album/eu-n-o-consegui-e-to-feliz
- hurtmold : “curado” | https://www.youtube.com/watch?v=Evs0G8DVPXM&t=2s
- sentidor : “memoro fantomo_rio preto” | https://sentidor.bandcamp.com/album/memoro-fantomo-rio-preto
- miazzo + god pussy : “untitled” | https://www.youtube.com/watch?v=NHQxWLMm39k
- owen : “the king of whys” | https://owenmusic.bandcamp.com/album/the-king-of-whys
- federico durand : “jardín de invierno” | https://federicodurand.bandcamp.com/album/jard-n-de-invierno
 
2. shows/performances 
- el conejo e sentidor | festival pequenas sessões
- “cosmogonia” de rabih beaini, vincent moon e priscilla telmon | festival novas frequências
- bode holofônico | dissenso lounge
- abdala + bernardo pacheco & outros | estúdio fitacrepe-sp
- “novelo elétrico” de marco scarassatti | sô(m) - encontro internacional de arte sonora
- durães_martini + lana | savassi festival
- o diorama | viquitor burgos
- xiu xiu | festival novas frequências
 
3. festivais
- novas frequências | www.novasfrequencias.com
- festival bigorna | http://www.festivalbigorna.com/2016/
- fime | festival internacional de música experimental | http://www.fime.art.br
- festival música estranha | http://www.musicaestranha.me/
- sô(m) - encontro internacional de arte sonora | http://www.som.seminalrecords.org/
 
4. espaços para tocar
- estúdio fitacrepe-sp | http://www.estudiofitacrepesp.com/
- dissenso lounge | http://dissenso.com.br/site/
- a autêntica | http://aautentica.com.br/
- seat post | https://www.facebook.com/seatpost.bhz/
 
5. selos
- submarine records | http://www.submarinerecords.net
- cuneiform records | http://www.cuneiformrecords.com/
- propósito records | http://propositorecs.bandcamp.com/
- spekk | http://www.spekk.net/
 
6. projetos promissores
- PULSØ : Red Bull Station SP | http://www.redbullstation.com.br/pulso/
- MARgem: ciclo de música experimental no MAR
- Modular | arreda produções e shake shake
- ad.hoc | http://adhocbrazil.bandcamp.com/
- bh bicifest | http://bhemciclo.org/bhbicifest/
 
7. filmes
- o que queremos para o mundo? | direção : igor amin | http://www.oquequeremosparaomundo.com.br/
- ainda me sobra eu | direção : taciano valério | http://festivaldevitoria.com.br/23fv/filme/350-350-350/
- (entre) | direção : shima
- ava yvy vera - a terra do povo do raio | direção coletiva Guarani Kaiowá
- deixa na régua | direção : emílio domingos | https://www.youtube.com/watch?v=6C7vDZ4tct8
Débora Umbelino | Surma


 
Discos
Anohni : Hopelessness
Bruno Pernadas : Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them
Marika Hackman : Wonderland
Aurora : All my demons greeting me as a friend
Yeasayer : Amen and goodbye
Julianna Barwick : I will
Tim Hecker : Love streams
La Femme : Mystere
Trentemøller : Fixion
Bon Iver : 22, A million
Cate Le Bon : Crab Day

Concertos
O concerto do ano para mim foi o de Anohni. Toda a presença e os visuais entravam dentro de ti que nem sei explicar ao certo a sensação única que foi! Voz inconfundível com uma presença tão boa em palco! Só estando presente é que se sente toda a energia a fluir pelo corpo.

Viagens
Polónia e Grécia! Países tão distintos mas com uma beleza única!
Dorian Wood



My happy list 2016
 
1. 
2. lonesome leash @ his living room
3. comiendo demasiado con el niño de elche
4. the witch
5. yiddish art trio @ the skirball
6. dina martina @ casita del campo
7. my beloved in a rose-colored dress
8. samuel white @ human resources
8. sitting with samuel white in his home
8. mariel carranza @ situation room
8. sitting with mariel carranza in her home
9. vomiting in martin crudo's bathroom
10. bowie @ moryork
11. juanga @ the top of my lungs in the car
12. daddy wisdom
13. the tomb of saint-saens in paris
14. rafa esparza @ elysian park
15. encounter under the 6th st bridge (rip)
16. tumblr porn messy time every morning
17. san cha @ the eagle
18. my dog's belly
19. giving up weed
20. grabando el xalá en vila-real
21. dakha brakha @ festivals kometa in riga
22. noche de reyes con xavisito y sarita
22. magazine con marquitos
23. madeira madeira madeira
24. pj harvey's the wheel
25. la
Helena Espvall



2016 has been such a dark and twisted year....but yes, there were some bright moments that will stay with me for a long time.
 
Concerts:
Steve Gunn, ZDB.
Sofia Diniz, viola da gamba & Flavia Castro, harpsichord, Museu Da Musica.
Cass McCombs, Cinema São Jorge.
Pauline Oliveros,  Le Guess Who festival, Utrecht.
 
Making home studio recordings with Laraaji, and with Fred Lonberg-Holm
Seeing Blauwe Uur video mapping at The Great Wide Open festival, Vlieland, Netherlands.
Listening to Norberto Lobo, Muxama, LP on the Swiss label Three: Four
Getting married to my sweet Derek.
Moving to Alcantara and discovering the rural beauty of Tapada da Ajuda.
Ihui Cherise Wu | POLARTROPICA



FAVORITE ALBUMS 2016:
Ablebody - Adult Contemporaries
Alexander Noice - Music Made With Voices
Beyoncé - Lemonade
Cellars - Phases
Chairlift - Moth
James Supercave - 'Better Strange' LP
Tele Novella - House of Souls
Wyatt Blair - Point of No Return
 
LIVE:
Chairlift at Teragram Ballroom 1/23
GirlSchool Field Day Weekend w/Alina Bea, Phoebe Bridgers, Riothorse Royale, Gothic Tropic at Bootleg Theater 1/31
Julia Holter at Bowery Ballroom 2/23
Grimes at The Shrine 4/21
Guerilla Toss w/Friendly Males at The Echo 9/16
Pharoah Sanders w/GurriSonic Orchestra ~ Angel City Jazz Festival at Ford Theater 10/2 
John Armstrong 'Burnt Hibiscus' Release w/Sheela Bringi and Clinton Patterson at Blue Whale 11/6
 
NEW VENUES: 
Resident
The Hi Hat
 
MOVIES: 
Moonlight
Kubo and the Two Strings
Neon Demon
The Jungle Book
 
TV SHOWS:
Stranger Things
The Daily Show with Trevor Noah
Lady Dynamite
Insecure
Isabel Fernández Reviriego | ARIES

© Javier Fernandez Perez de Lis

Danny Brown: Atrocity Exhibition
Este disco me lo descubrieron las personas con mejor gusto musical de toda España: los chicos del Carolina Son de Valga. Buenísimo. 
 
Kaitlyn Aurelia Smith: Ears
Me muero por verla en directo y ver como salen chispas mágicas de sus manos.
 
Aphex Twin: Cheeta
Super hermoso. Probablemente el disco nuevo que más he escuchado.
 
A Tribe Called Quest: We Got It from Here... Thank You 4 Your Service
Solía escuchar a A Tribe Called Quest cuando estaba en el insitituto en los 90, especialmente Beats, Rhymes and Life. Me alegré mucho al enterarme de que sacaban disco y encima es excelente!
 
Animal Collective: Painting With
Alguna vez me han acusado de estar "demasiado" influida por ellos... Ya no salen en las listas de lo mejor del año... Pero yo siempre espero sus canciones nuevas con ilusión. Siempre fiel a AC.
Jason Burger | Shape King / Hannah Epperson

© Gulnara Khamatova

Top albums of the year (alphabetical by artist)
 
Malibu - Anderson Paak
incomparable swagger.
 
The Party - Andy Shauf
sublime clarity of sonics and narrative.
 
As If Apart - Chris Cohen
a master musician/songsmith in his element.
 
Blackstar - David Bowie
a master presents a devastating parting gift. we're not worthy.
 
The Magic - Deerhoof
no band shakes me quite like deerhoof and they're at their brilliant best here.
 
Blonde - Frank Ocean
courage, clarity, grit, precision. Frank is a force to be reckoned with.
 
Cardinal - Pinegrove
the musical embodiment of formative social experiences, in their heightened hope and confusion.
 
What I Said About the Pinecone - Really Big Pinecone
I laugh, I cry, I believe deeply in this music.
João Carvalho | Sentidor

© Flávio Charchar

20 Álbuns nacionais: 
 
Baleia – Atlas
Vitor Araújo – Levaguiã Terê
Síntese -  Trilha para o Desencanto da Ilusão, Vol.1 : “Amem”
Hierofante Púrpura – Disco Demência
Psilosamples - Biohack Banana
Carne Doce – Princesa
Rakta – III
Máquinas – Lado Turvo, Lugares Inquietos
Metá-Metá- MM3
BK – Castelos & Ruínas
Raça – Saboroso
Nvblado – Água Rosa
Rio Sem Nome – Rio Sem Nome
Sentidor – Memoro Fantomo_Rio Preto
Paola Rodrigues – WIFI <3 EP
Fábio de Carvalho - Sonho de Cachorro
SLVDR – Presença
Ed Motta – Perpetual Gateways
Gustavo Lessa – O Mundo dos Hits EP
Orchestra Binária – EP#02
 
13 Shows Nacionais:
 
-El Toro Fuerte
-Fábio de Carvalho
-Ventre
-Baleia
-Constantina
-Barbara Sweet
-Mietta
-Paola Perdida
-Odradek
-Tchili Rodriguez
-Raça
-Rakta
-Eletroradiobrás
 
Discos Internacionais:
 
-Frank Ocean – Blonde
-Tim Hecker – Love Streams
-Arca- Mutant
-Frank Ocean – Endless
-James Blake – The COlour in Anything
-Money – Suicide Songs
-Bon Iver – 22, A Million
-Danny Brown – Atrocity Exhibition
-Josef Leimberg - Astral Progressions
-BBNG – IV
-Beyoncé – Lemonade
-Daniel Wohl – Holographic
-David Bowie – Blackstar
-Hieroglyphic Being – The Disco’s of Imhotep
-Gold Panda – Good Luck and Do Your Best
-Explosions In The Sky – The Wilderness
-Shye Ben Tzur / Jonny Greenwood / The Rajasthan Express – Junun
-James Ferraro – Skid Row
-Ty Seagall – Emotional Mugger
-Sarah Kirkland Snider - Unremembered
João Santos | Daily Misconceptions

© Patrícia Pinto

Discos
 
Animal Collective - Painting With
asdfhg. - Kliður
Deakin - Sleep Cycle
Hannah Epperson - UPSWEEP
Kjartan Sveinsson - Der Klang der Offenbarung des Göttlichen
Liima - ii
Max Richter - SLEEP (Remixes)
nial - SAHU
Radiohead - A Moon Shaped Pool
Ratere - Pota
Sensible Soccers - Villa Soledade
Young Karin - III
 
Momentos
 
Editar o meu primeiro álbum a solo com Daily Misconceptions.
A FatCat Records ouvir e promover a minha música.
O Manuel Molarinho.
A Marta Pois.
Pessoas maravilhosas que conheci em todos os espaços onde toquei.
Estar mais uma vez com o Rafa Portela antes do Labranza fechar, e todas as surpresas dessa noite.
Hannah Epperson no TRC, Lamego.
Festival NOVO 2016, Ovar.
Daniel Catarino na Manteigaria, Lisboa.
Noites Combustão Lenta da ZigurArtists no Desterro, Lisboa.
Um ao Molhe 2016.
Concluir o circuit bending do meu Casio sk-10.
Ir ao Funchal com a Sara, o Pestana e o Sarnadas.
Morar pela primeira vez em Lisboa com a Sara.
Ver a Mocas fazer 19 anos.
Ver a Sara Esteves receber o prémio do público na categoria Canções com Gente Dentro - Palco Nacional no Muvi - Festival Internacional de Música no Cinema com “Insomnia Trap”.
Demasiados filmes e séries para mencionar aqui.
Os copos, diversão com amigos e reencontrar velhas amizades.
João Sarnadas | Coelho Radioactivo

 
Coisas:
-A possibilidade de realizar uma residência / curadoria no Café Au Lait. As pessoas que foram sempre, tornando a noite mais que um sucesso. A sensação que de facto se estava a fazer algo pela cidade, foram 40 datas com a música mais variada, pop, experimental, improvisada, em que tivemos quase sempre casa cheia, com um público fiel e atento. Os concertos de Hungtai, Maranha e Ferrandini, Rodrigo Amado Motion Trio, HHY + Favela, João Pais Filipe + Pedro Pestana, o primeiro dj7 do Condomínio Fechado, Suspirro, o boss do Jung An Tagen, Homo + Tito, Milteto, ter cartazes feitos pelos Calhau!, Dayana Lucas, João Alves, Doutor Urânio, Rudolfo, e todo o pessoal da Favela.
-Ser expulso de casa, que depois se tornou um prédio para Airbnb. A parte boa disso é que fiz uma festa de despedida. A certa altura eu diria que estavam lá cerca de 200 pessoas, e tinha um guna em casa que não fazia a mínima ideia quem era. E quatro polícias muito simpáticos que acabaram a festa precisamente na altura certa. Esta festa contou com concertos de fu(n)dido, ph_nt_sm_, xamano, batsaykhantuul, vive lés cônes, kaiju-san e o que agora é conhecido como well.
-Um Ao Molhe e a Madeira com o Joãozinho a Sara e o Pestana. Também o Um Ao Molhe em Lamego com todos os que lá estiveram.
-Ter a oportunidade de ajudar um grande amigo da Babilónia Discos na reedição do disco Changri-Lá de Carlos Alberto Vidal.
 
Concertos:
- Motorrotos na Oficina Arara
- Jonathan Saldanha a tocar o seu Tunnel Vision no Passos Manuel.
- O concerto do duo Gabriel Ferrandini e Pedro Sousa na Galeria Má Arte em Aveiro
- O concerto de Vive Les Cônes no Jameson Urban Sounds, e Leiria no dia seguinte.
- A Flácida, a festa organizada pela Favela e pela Ácida, em especial os concertos de Para_dise + João Pais Filipe, HOMO e Claiana!
- Tocar com Live Low e Lama no magnifico lançamento do disco “Toada”, no CCOP.
- O João Faz Anos 2016! com José Pinhal Post-Mortem Experience, 800 Gondomar, Claiana e Vive Les Cônes, Carlos Dias.
- Concerto de Aymeric de Tapol no ciclo RUMOR III, no Bolhão.
- Victor Torpedo na 800 Sensations
- After da Ácida no Milhões de Festa!
- Favela Impromptu no dia zero do Milhões!
 
Discos saídos este ano:
Norberto Lobo - Muxama
Tomba Lobos - Senja
MADA TREKU - Learning Exercises On How To Move On
Live Low - Toada 
Guadalupe Fiasco - Lana Del Reino De Deus
Sensible Soccers - Villa Soledade
Larissa Nalini | LaBAQ

© Javier Fuentes

jan.
.comecei tai chi chuan e ajudou bastante a equilibrar a vida 
.mixamos o v o a <3
 
fev.
.conheci o movimento #MulheresCriando e a partir daí eu e Deh Mussulini criamos o Festival Sonora 
.segunda ida pro Uruguay, tocando em uma casa especialíssima em Punta del Diablo e mais shows em Montevideo
 
mar. 
.abri o show do Rubel, artista que gosto demais 
.fizemos as fotos do v o a 
.iniciamos os ensaios pro lançamento do disco <3 
 
abr. 
.lançamos o v o a <3 <3 
.estreia do espetáculo de dança contemporânea "Nós ou Ninguém Podia Ouvir os Olhos Dela", com trilha que dirigi e arranjei 
 
mai.
.lancei o v o a em sp e outras cidades do interior 
 
jun.
.repercussão do v o a sendo linda no spotify
.fizemos a mostra de música autoral do Sesc Ribeirão, fiz a curadoria 
.shows em alguns festivais em sp e fora
 
jul.
.mais shows de lançamento em sp e bh com gente linda :) 
.conheci o Marco Antonio Guimarães e seus instrumentos mágicos e coração aberto <3
.rolou o Sonora SP, festival de compositoras
 
ago.
.shows de v o a no interior de sp e mg
.terceira ida pro Uruguay, tocando no Festival Llegando a Montevideo na Sala Zitarrosa
 
set. 
.pequena tour pelo sul ao lado de Tiago Ramil
 
out. 
.tour europa - espanha primeiro, com shows em Madrid, Valencia e Barcelona, encontrando amigos de outros tempos, conhecendo a música espanhola de agora e ficando de cara
 
nov. 
.portugal e dias inesquecíveis, com shows memoráveis em vários cantos desse país lindo. 
.estar com os First Breath After Coma e Surma em Leiria <3
.gravar dois clipes em Setubal com a equipe da Garagem 
.cortar os dreads e sentir uma liberdade linda :3 
.frança, conhecendo Hindi Zahra e seu coração gigante 
 
dez.
.participar do show da argentina Loli Molina
.ultimo show do ano em São Paulo foi lotado e delicioso 
.primeiro show no rio é já e existe frio na barriga :p 
Lívia Mattos

© João Meirelles

Sempre há o que celebrar. Esse ano abalou meu otimismo convicto – com toda marcha ré política que estamos – mas sigo celebrando as possibilidades de transformação, ciclos e recomeços... sou das que gosta de segundas-feiras... de aniversário... como se tudo fosse um mini-revellion - aquele momento de abrir caminhos e apontar pra onde se quer. De onde venho jorram caldos sonoros incríveis a cada ano e este não foi diferente. Pra compor minha lista, jogo luz sobre os seguintes lançamentos da Bahia:
 
- LETIERES LEITE & ORKESTRA RUMPILEZZ – A Saga da Travessia
-IFÁ – Ijexá Funk Afrobeat
-LARISSA LUZ – Território Conquistado
-DVD DOIS EM UM – Ao Vivo no Museu do Reconcavo Wanderley Pinho
-BAIANA SYSTEM – Duas Cidades
 
Dos lançamentos fora da Bahia, os que me ocorrem como mais marcantes e recorrentes nas minhas caixas de som:
 
- TONINHO FERRAGUTTI – A Gata Café (sem dúvida o disco que mais escutei esse ano)
-ELZA SOARES- Mulher do Fim do Mundo
-METÁ METÁ – MM3
-ZÉ MANOEL –Delírio de um romance a céu aberto
-CATIA DE FRANÇA – Hospede da Natureza 
 
Das coisas que andei aprontando mundo adentro e afora, destaco três experiências transbordantes! Este foi o ano que toquei pela primeira vez com uma orquestra sinfónica e isso reverbera em mim até hoje. Senti outra relação com a música, com o som... outras frequências, texturas, camadas, nuances... tudo isso com um repertório lindo de viver. Segue uma pequena mostra em vídeo:
 

 
Orquestra Sinfônica da Bahia convida Lívia Mattos
 
Este também foi o ano que criei e circulei com a intervenção “A sanfonástica mulher-lona”! Nao deu pra fugir com o circo, então arrumei um circo pra fugir comigo realizando mini-circo-concertos alhures! Do Cabo Verde a Santo Amaro da Purificaçao, do Piaui ao interior paulista, este delírio ambulante itinerou com liberdade. Só vendo pra saber do que estou falando! 
 

 
A SANFONÁSTICA MULHER-LONA
 
Pra finalizar,  lancei o mini-doc da minha pesquisa sobre música no circo no Brasil – a primeira etapa de um longo projeto de vida. O projeto se debruça sobre o registo documental de narrativas de circenses veteranos sobre suas vidas, o circo, dedicando-se especialmente sobre a música no circo no país. 
 

MINI-DOC MUSICA NO CIRCO
Este projeto continua em 2017, com a realização de pelo menos mais 12 entrevistas. Ano que vem também será o ano do lançamento do meu disco autoral pelo Natura Musical! Com produção de Alê Siqueira, o álbum vai amalgamar as sonoridades e canções que venho trabalhando nos últimos tempos. Vem comigo!
www.facebook.com/liviamattos.art
Luan Nobat | Nobat

© Rafael Sandim

1. Discos 
Metá Metá - MM3
Carne Doce - Princesa
Juliana Perdigão - Ó
Tatá Aeroplano - Step Psicodélico
Devendra Banhart - Ape in Pink Marble
Fábio de Carvalho - Sonho de Cachorro 
Lessa Gustavo - O Mundo dos Hits
Mano Brow - Boogie Naipe
 
2. Shows/Concertos 
Metá Metá - MM3 - A Autêntica (Belo Horizonte, 3 de dezembro).
Iconili, Marcelo Veronez, Zezé Mota e Julia Ribas interpretam Marku Ribas - Sesc Palladium (Belo Horizonte, 11 de outubro). 
Sentidor e Barulhista - IDEA em Concerto - IDEA Espaço Cultural (Belo Horizonte, 20 de abril).
Luis Rabello - Recital de piano - IDEA Espaço Cultural (Belo Horizonte, 27 de setembro).
Graveola e o Lixo Polifônico - Ocupação da Funarte - Funarte (Belo Horizonte)
Tatá Aeroplano - Noite Cantautores - Teatro Espanca! (Belo Horizonte, 2 de setembro).
 
3. Festivais/Mostras
Festival Transborda
Coquetel Molotov
Musa
Salve o Compositor!
Mostra Cantautores
 
4. Espaços para apresentações
Secretinho (São Paulo, SP)
A Autêntica (Belo Horizonte, MG)
IDEA Espaço Cultural (Belo Horizonte, MG)
Teatro Oi Futuro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Fábrica Braço de Prata (Lisboa, PT)
 
5. Clipes
Artemísia - Carne Doce | https://www.youtube.com/watch?v=sJWRv99K5Tw
Volta - Baleia | https://www.youtube.com/watch?v=-h8BzRuGn3Q
Peso do Corpo - Ventre | https://www.youtube.com/watch?v=_ia48i1LSEY
Auto das Bacantes - Ava Rocha | https://www.youtube.com/watch?v=8UWOl_e5yhs
Luca Argel

© Patrícia Lino

DISCOS BRASILEIROS
-Baile das Formigas (Noites do Norte)
A única explicação pra ausência desse disco nas listas que estão pipocando nesse fim de ano é que ele foi um dos primeiros a ser lançado, acho que em janeiro. O pessoal esqueceu, só pode. É carimbó e guitarrada na veia, uma delícia.
-Tropix (Céu)
A menina não dá uma fora, é impressionante. Só não digo que é a maior cantora brasileira em atividade porque a Bethânia ainda é viva e tem que respeitar.
-Samba Original (Pedro Miranda)
No ano em que o gênero comemorou 100 aninhos, esse disco representou. Elegância, simplicidade, e umas guitarras do Pedro Sá, que ninguém nunca morreu disso… o velhinho aguenta.
 
Outras coisas que vale espreitar:
-A Coragem da Luz (Rashid)
-Abra Sua Cabeça (Abayomi)
-Donato Elétrico (João Donato)
-Selvagem (Mariano Marovatto)
-Água Batizada (NEGRO LEO)
-Passos simples para transformar gelatina em um monstro (Irmão Victor)
 
NÃO SEI SE É BRASILEIRO OU PORTUGUÊS
-Tipos que tendem para o silêncio (Luca Argel)
Sou suspeito pra recomendar, mas foi de longe o álbum que eu mais ouvi em 2016, e ainda não enjoei.
-Música de Baixa Qualidade (O Gringo Sou Eu)
Não se deixe levar pelo nome, a fita do meu parceiro Frankão que saiu no início do ano pela Tapes She Said, lançada na abertura do concerto dos Mutantes no Hard Club (que moral!), ficou bem boa.
 
DISCOS PORTUGUESES
-Bruta (Ana Deus & Nico Tricot)
Sempre adorei as interpretações da Ana Deus, e acho o Nico um baita instrumentista, tanto que nem sei qual é mesmo o instrumento dele, o homem toca todos. Os dois juntos nesse disco estão demais.
-Those Who Throw Objects at the Crocodiles Will be Asked to Retrieve Them (Bruno Pernadas)
O título é longo, e se me perguntarem, o álbum também podia até perder as duas últimas faixas e ficar melhor ainda. Tirante isto, que disco, amigos, que disco.
-Toada (Live Low)
Só a versão de “Lembra-me um sonho lindo” já zerou qualquer discussão.
 
Outras coisas, que você vai ver na lista da Antena 3, e eu também achei piada:
-Mergulho (Filho da Mãe)
-Himiko Cloud (Memória de Peixe)
-Vila Soledade (Sensible Soccers)
-Maus Lençóis (Quelle Dead Gazelle)
-Capitão Fausto têm os dias contados (Capitão Fausto)
 
DISCOS GRINGOS
Em ano que o Radiohead lança disco, eu acabo por perder todo o resto. Acontece que se eu não falar da Beyoncé é capaz até de eu apanhar lá em casa, então vá, Lemonade, Lemonade também!
 
MELHORES MOMENTOS DO ANO EM QUE EU ESTIVE PRESENTE E POSSO ME GABAR
-Cantar no mesmo festival, e no mesmo dia que o Tom Zé (o MIMO, em Amarante), e cruzar com o homem, sem camisa, no backstage.
-Tomar uma cerveja com o Rodrigo Amarante depois do concerto dele no Theatro Circo, em Braga.
 
MELHORES MOMENTOS DO ANO EM QUE EU NÃO ESTIVE PRESENTE MAS GOSTARIA
-As duas Caróis, a Conká, e a MC, quebrando tudo com os Tropkillaz nos melhores 2 minutos do Lollapalooza.
-A Mangueira campeã do carnaval do Rio com enredo sobre Maria Bethânia, desfile sensacional e samba mais ainda.
Luedji Luna

 
O ano de 2016 foi surpreendente em todos os sentidos, foi o ano do inesperado, o ano do “que tal o impossível?”
Num piscar de olho tudo mudou, muitas mortes, e muita vida por vir tb,  relações de anos desfeitas, mudanças no quadro político...
2016 veio dizer que nada será como antes!
E o grande aprendizado que ele deixa é a noção da IMPERMANÊNCIA...
“ Toda cambia, todo cambia...” e tá tudo bem, minha gente!!!
 
Melhor disco nacional
Delírio de um romance a céu aberto- Zé Manuel: replay infinito na faixa que dá nome ao disco e “Valsa da ilusão” interpretada por Tiganá Santana.
Melhor disco de rap nacional
Outra Esfera- Tassia Reis: esse disco consagra a Tassia como um dos grandes nomes do rap nacional. “Perigo” e “ Da Lama/ Afrontamento” são minhas faixas favoritas.
Melhor disco internacional
A Seat at the table- Solange: eu amo a Bey, Lemonade foi um bafo, mas esse disco é um primor... <3
Melhores shows 2016
Mama Kalunga- Virgínia Rodrigues: o disco é de 2015, mas é eterno! Pra mim um dos melhores de toda discografia da cantora baiana, que foi consagrada como melhor intérprete no Prêmio da Música Brasileira esse ano. Ouvir Mama Kalunga é entrar em outra dimensão, e o no show Virgínia consegue reproduzir essa mesma sensação.
Não se traduzem os feitiços- Experimento audiovisual de Tiganá Santana em colaboração com Clara Domingas: Um mergulho num rio tranquilo...
Território Conquistado- Larissa Luz: Força!!!! Um show enérgico, dançante, e a Larissa dona do palco, da canção, e de si mesma...Forte!
 
Melhores Clipes
Linda e Preta- Nara Couto: Produção de Lázaro Ramos e Jarbas Bittencourt, Nara é própria representação da beleza da mulher negra baiana!
Espelho- Josi Lopes: Afrofuturismo a la Jojo Abot. Cantora, compositora e atriz, Josi traz todas essas referências nesse clipe que é o primeiro do EP Essência.
Um Corpo no Mundo-Luedji Luna: Sem falsa modéstia, e sem querer puxar sardinha pro meu lado, mas esse clipe foi um presente que 2016 me deu. Um clipe feito colaborativamente por mulheres pretas, direção de Joyce Prado. Amo <3
 
Pra fechar com dez, melhor lugar pra comer, dançar, cantar e ser feliz
Aparelha Luzia- Rua Apa, 78, Centro, SP: Espaço de cura e consagração. Um quilombo urbano bem no centro da cidade.
Luiz Gabriel Lopes | LG Lopes / Graveola



Para mim, 2016 foi um ano intenso, de forte dedicação à estrada e à música. Das trevas que hoje pairam no cenário político brasileiro, novamente dominado por velhos vampiros manipuladores do povo, a lição que salta é novamente a da urgência da micropolítica: as estruturas que aí estão não podem dar conta da complexidade do real. A necessidade de fortalecer esferas autônomas de atuação, ligadas à dinâmica concreta das cercanias e à construção de pontes de comunicação e troca entre pontos distintos do globo, me parece a única saída concreta para um futuro possível. 
 
Não por acaso, me move de forma cada vez mais sólida a crença no poder das artes, especialmente da música, como veículo catalisador dessa transformação. Não só pelo potencial sensibilizador, na esfera consciencial, mas também pelo poder de mobilização em torno de pautas comuns, onde se possa visualizar ângulos mais generosos de mergulho no cotidiano, alavancando a grande transição de paradigma de que tanto necessita o planeta.
 
Nesse sentido, dos milhares de estímulos vividos durante esse ano, elegi cinco concertos que pude assistir ao vivo, em contextos muito distintos. Artistas e formatos muito diferentes entre si. 
 
Sentir de perto a magia da música, a vibração alquímica que nos transforma e nos fortalece: eis aí algo em que verdadeiramente acredito.
 
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Chico César - Teatro Oficina (São Paulo, Brasil, março)
 
Minha admiração pela obra e pela figura de Chico César vem de muito tempo. A primeira música que aprendi a tocar no violão foi um de seus mais primorosos hits, a linda balada "À primeira vista", e se hoje me dedico de corpo e alma a este ofício devo muito ao contato com suas canções. 
 
Fui assistir Chico numa temporada que ele fez no Teatro Oficina, lendário e místico terreiro das artes situado no centro de São Paulo. O teatro passava por dificuldades financeiras, sofria ameaças de despejo. Chico, em solidariedade, ofereceu-se para fazer ali umas tantas apresentações, para levantar fundos e ajudar a reverter a situação.
 
Munido apenas de seu violão, passeando pelo teatro de tronco nu, e contracenando com atores da companhia numa espécie de concerto-performance, Chico cantou um repertório principalmente de canções de amor, ora doces, ora maliciosas, mas que sempre propagavam um afeto luminoso, de cura. 
 
Lembro-me que vivíamos um dos momentos mais tensos do processo do golpe de estado no Brasil, nas proximidades da criminosa votação do impeachment da presidenta Dilma Roussef na câmara, e que saí dali com os olhos marejados, como num reencontro com algumas dimensões de minha afetividade que já começavam a enrijecer-se diante de tanta estupidez. 
 
A suavidade contra a guerra, a sensibilidade contra a surdez. O "estado de poesia" de Chico César é uma ética, uma forma de encarar o mundo. Para que não nos desorientemos em meio ao turbilhão: perceber que somente com beleza é que se constrói alguma transformação.
 
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James Blake - Roskilde Festival  (Roskilde, Dinamarca, julho)
 
Não é mesmo à tôa que o Roskilde é considerado um dos maiores festivais do mundo: seu cartaz apresenta uma variedade de números que, indo do metal à música étnica, abarca um mapa do que há de mais fresco e interessante na produção contemporânea atual. Tive a honra de participar do festival na condição de artista, atuando com o Graveola no Pavillon Stage, num concerto inesquecível. E felizmente, ficamos por lá mais um dia, para curtir os outros shows.  
 
Vimos muita coisa, mas certamente o concerto que mais me impressionou foi o do britânico James Blake. Era o último número do último dia, no palco principal. O show começou as 2 da manhã, mas o público não dava sinais de cansaço. Pelo contrário, vibrava totalmente em sintonia. 
 
Blake, nos teclados e na voz, dividia o palco com um guitarrista que emanava sons atmosféricos indescritíveis de seu instrumento, e um baterista que, munido de um pad e um hi-hat, fazia milagrosos grooves.
 
Arranjos simples e engenhosos, composições com essência e sentimento, interpretações primorosas. Uma aula de música pop, na mais generosa acepção do termo. Realmente inspirador.
 
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Terrakota - Festival Pé Na Terra (Fuseta, Portugal, agosto)
 
Já escrevi algumas vezes sobre o quanto admiro a trajetória e a obra desta grande banda que são os Terrakota. Alta consistência artística e pesquisa musical profunda, em mais de 20 anos de uma sólida história na música independente.
 
Para mim, desde que os conheci, sempre foram um nome consagrado, quase mítico, não só no cenário da música portuguesa, mas no circuito da world music como um todo. A relação do grupo com o ativismo político e ecológico também sempre me interessou bastante.
 
O mais curioso é que só os fui assistir ao vivo pela primeira vez este ano, quando tocava com os TiãoDuá no lindo festival Pé Na Terra, no Algarve, e num dia off que se seguiu, pude presenciá-los em toda sua potência e maturidade naquele mesmo palco.
 
Um concerto-odisséia, com uma complexa linha dinâmica e dramatúrgica que hipnotizava o público com sua riqueza de timbres, acessando sonoridades que remetiam das planícies desérticas africanas aos terreiros do nordeste brasileiro. Um espetáculo completo, com intervenções cênicas, figurinos e forte densidade musical. Permanecem sendo, sem dúvida, um dos principais nomes da música produzida em Portugal.
 
 
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Lineker & Chicão - OcupaFunarte (São Paulo, Brasil, maio)
 
Logo após o golpe de estado que destituiu a presidenta Dilma Roussef no Brasil, um sem número de ocupações surgiram, em protesto aos temerosos rumos da política nacional. Várias unidades da Funarte foram ocupadas por todo o país, e eu, estando em São Paulo, estive presente no processo de ocupação da unidade da Funarte SP. 
 
Um coletivo de artistas e profissionais da cultura se organizou de maneira autônoma e auto-gestionada para manter lá uma programação, e muitos concertos memoráveis aconteceram. Todos gratuitos, abertos ao público, num ímpeto de fortalecer a rede de resistência e promover debates em torno das estratégias de mobilização.
 
Um dos concertos que mais me impactou foi o do duo formado entre o cantor Lineker e o pianista Chicão, que a despeito do formato aparentemente minimal, literalmente botaram a casa abaixo. 
 
Com um repertório e uma performance diretamente ligados às questões de gênero e sexualidade, Lineker foi fazendo um strip-tease durante a evolução do show, interpretando as canções com muita personalidade, sobre os arranjos derretidos do piano impressionista do Chicão. Passando por temas de diversos autores jovens, a apresentação culminou numa estarrecedora performance do clássico "Geni e o Zepelin", de Chico Buarque: ao final, com o cantor já praticamente nu sobre o palco, a platéia ovacionava de pé.
 
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Juliana Perdigão & Os Kurva - OcupaFunarte SP (São Paulo, Brasil, maio)
 
No mesmo contexto da ocupação da Funarte em São Paulo, na lendária sala Guiomar Novaes, minha querida Juliana Perdigão apresentou o explosivo repertório de seu novo álbum, "Ó", ao lado de sua incrível banda, denominada "Os Kurva". 
 
Já mencionei um sem número de vezes o quanto sou fã da singular capacidade da Juliana de tecer com sua música uma trama complexa de sons e significados, densa e saborosa. sua versatilidade como cantora e instrumentista, bem como sua refinada habilidade de fazer escolhas potentes e improváveis, das canções aos músicos da banda, me parece ser o que faz dela precisamente uma das mais interessantes intérpretes em atuação hoje na música brasileira.
 
Juliana, com uma maquiagem azulada que a fazia parecer habitante de um outro planeta, seduziu a platéia que disputava espaço na sala cheia, com uma apresentação energética e calorosa. as pessoas se levantavam das cadeiras pra dançar e se jogar ao ambiente anárquico que a música instaurava. 
 
Memorável momento foi quando, justo na hora do bis, a energia elétrica caiu, e Juliana fez a última música, a epopéica “Marchinha da Alcova Libertina”, em formato totalmente acústico, já ofegante e próxima do público. Episódio registrado de maneira sagaz pelo Igor Marotti, cineasta de plantão que ali estava munido de sua xamânica câmera-eye.
 
Marcelo Perdido

© Leonardo Mascaro

Isto não tem uma ordem certa:
 
- disco d'O Terno, em particular o tema "Volta", música mais bonita do ano.
 
- aquela porradinha básica que foi "middle names" do Devendra hi-fi colidindo com lo-fi
 
- vida salgada do Sambado, que me fez querer trabalhar com ele // corte para rua das gaivotas ver ele & Calcutá cantando nó do peito (meu primeiro concerto em Lisboa e já chorei)
 
- Caetano e Gil no coliseu de Lisboa 
 
- a Malta cantando alto Lábios de vinho no show do Severo no Palácio da Foz (que sala linda)
 
- gravar um vídeo de Salomé num ensaio e no concerto reunião dos Pontos Negros, em frente ao Lux, em frente ao Cais.
Matheus Brant


 
O melhor de 2016, para mim, veio disfarçado do pior. Explico. Observei com muita curiosidade o fenômeno da eleição de Donald Trump para presidente dos EUA e uma das interpretações mais interessantes que encontrei foi de que há, atualmente, vozes que não tem sido ouvidas com a devida atenção. São vozes que reagem contra mudanças ocorridas em nossa sociedade moderna e que, por mais que discordemos delas, acho que é um erro ignorá-las. Na feliz síntese do jornalista e escritor inglês Andrew Sullivan, em artigo publicado na revista brasileira “Piaui”, está-se a falar da:
 
http://piaui.folha.uol.com.br/materia/trump-e-os-limites-da-democracia/
 
“ Classe trabalhadora branca (que), ao assistir a seus valores morais serem ridicularizados, sua religião ser considerada primitiva e suas perspectivas econômicas dizimadas, agora descobre que até mesmo o sexo e a raça a que pertencem – na verdade, a própria forma como falam sobre a realidade – são vistos como uma espécie de problema que o país deve tentar superar. Esse é apenas um dos aspectos daquilo que Trump chamou, magistralmente, de metástase do “politicamente correto”. Ou, na verdade, algo que poderia ser mais bem descrito como uma renovada e crescente paixão progressista por igualdade racial e sexual – uma igualdade de resultados, e não a aspiração liberal à mera igualdade de oportunidades.
 
Grande parte da esquerda passou a ver a classe trabalhadora branca não mais como uma aliada, mas basicamente como um grupo de pessoas preconceituosas, misóginas, racistas e homofóbicas, condenando os que estão muitas vezes nos degraus mais baixos da economia a ficar também no degrau mais baixo da cultura. Um homem branco que passa dificuldades no interior do país agora também tem que ouvir, dos estudantes de universidades de elite, que ele precisa “considerar seus privilégios”. Mesmo se você concordar que existe o privilégio, é difícil não simpatizar com uma pessoa que é objeto desse tipo de desdém.
 
Essa parte da classe trabalhadora, já alienada, ainda tem que ouvir – e como poderia não ouvir? – os sermões, tão fáceis e loquazes, de que “os homens brancos heterossexuais” são a origem fundamental de todos os nossos males. Os trabalhadores sentem o cheiro da condescendência e das generalizações a respeito deles – atitudes que seriam repugnantes se dirigidas contra minorias raciais – e se veem, nas palavras de Hoffer, “deserdados e feridos por uma ordem injusta das coisas”. E assim eles esperam, e vão acumulando desgostos, até que partem para o ataque.”
 
E de fato partiram para o ataque, elegendo o Trump nos EUA, e elegendo, mundo a fora, candidatos ou ideias (veja o caso do BREXIT) que falam sua língua e prometem reconduzi-los ao status econômico e sócio-cultural de que desfrutavam há alguns anos.
 
O que me chamou atenção em todo esse processo foi a “miopia” que vem nos acometendo a respeito da existência e relevância dessas vozes abafadas e que em 2016 vieram à tona de forma contundente, me levando a pensar na seguinte questão: se isso aconteceu no campo político com tamanha força e consequências práticas, qual terá sido o impacto disso nas artes? Antes, será que essa mesma “miopia” também pode estar nos impedindo de enxergar importantes fenômenos estéticos?
 
Não tenho respostas para essas perguntas e isso, por si só, marcou, para mim, 2016, afinal, as indagações são sempre mais importantes do que as explicações por provocarem mudanças de entendimento, avanços de compreensão.
 
Compreensão aliás, que até reconhecer essa “miopia”, resumia-se, da minha parte, a considerar como o mais marcante em 2016, a consolidação de uma estética musical que faz da questão do gênero sexual um componente intrínseco à própria arte como são os casos dos artistas: “Liniker”, “Jaloo” e “As bahias e a cozinha mineira” ( https://www.facebook.com/linikeroficial/, https://www.facebook.com/JalooMusic, https://www.facebook.com/asbahiaseacozinha )
 
Continuo achando que esse fenômeno é notável e historicamente muito relevante com potencialidade de ainda render muitos desdobramentos estéticos.
 
Mas é que, apesar disso, fico me perguntando: para além desse fenômeno já conhecido e valorizado no meio da musica brasileira, o que mais está escondido ? Quais as vozes que não estamos conseguindo ouvir ? Que melodias elas cantam? Que historias contam? Que disfarces estão usando?
 
Talvez essas perguntas só serão respondidas em 2017, o que contudo não me impede de considerar como mais marcante em 2016, justamente, o surgimento dessas indagações. Será?
Nacho Casado | La Familia del Árbol



Discos favoritos 2016
 
-Andy Shauf / The Party
-Michael Kiwanuka / Love & Hate
-Whitney / White Upon the Lake
-Frank Ocean / Blond
-Drugdealer / The End of Comedy
-Cat´s Eyes / Treasure House
-Cass McCombs / Mangy Love
-The New Raemon & McEnroe / Lluvia y Truenos
-Quilt / Plaza
-Cate Le Bon / Wonderful
-Sturgill Simpson / A Sailor´s Guide to Earth
-Pavo Pavo / Young Narrator in the Breakers
-Mystery Jets / Curve of the Earth
 
Este 2016 ha sido toda una prueba, lleno de dificultades de todo tipo.
Pero hemos conseguido salir airosos y un poco más sabios. La fuerza de las personas que hace mover tu mundo y su apoyo incondicional hace posible enfrentar a ese caos de mundo irracional y plagado de sin sentidos. El amor a los mios y la búsqueda con la creación son la esperanza.
Nadine Khouri

© Steve Gullick

Here are a few things from this past year:
 
Favourite shows performed:
Supporting John Parish at the Thunderbolt in his hometown Bristol
SC4M Festival at the Railway in Winchester
Playing Barcelona for the first time with Basia Bartz for Delicatessen at Antiga Fabrica Damm
Servant Jazz Quarters, London with my band
 
Favourite shows attended:
PJ Harvey & Patti Smith in Montreux, 50th anniversary of the festival 
Low at Union Chapel, London
Bonnie 'Prince' Billy & Bitchin' Bajas at Cafe Oto, London
Adrian Crowley & Gill Sandell at Union Chapel, London
 
Happy musical surprise: hearing Lhasa's voice on Tindersticks' beautiful new album 'The Waiting Room'
 
Most I cried in a film: One More Time with Feeling with Nick Cave
 
One of 2016's worst moments: news of Donald Trump's presidency & Leonard Cohen's death in the same week
 
Most looking forward to in the new year: playing in Portugal & Spain again in February 2017
Ora Cogan

© Stasia Garraway

Some of the amazing live artists i snooped while on the road this year... 
 
Bomba Estereo
Asuna
Uni Ika Ai
Destruction Unit
Paul Stewart 
Jozef van Wissem
Malcolm Jack
The Burying Ground
Umer Piracha
Frank LoCrasto
Minka
 
Recorded music i got into (although not all released this year)
 
Patrick Watson - Love Songs for Robots
Terry Riley - Les Yeux Fermés
Grouper - Paradise Valley
Marin Patenaude & The Follow Through - S/T
Terry Riley - Les Yeux Fermés
Hope Sandoval - Until The Hunter
Savages - Adore Life
Thundercat - Apocalypse
And Also The Trees - Born Into The Waves
Retribution - Tanya Tagaq
YG & Nipsey Hussle's  "FDT (Fuck Donald Trump) was basically on repeat on tour for the past little while... 
Rita Oliva | PAPISA / Cabana Café / Parati



Das músicas, discos e shows que ouvi e vi em 2016, destaco os que vieram de artistas que estão em expansão e sinto que tem muito a mostrar:
 
Disco: 
Laura wrona - Cosmolmeia
Cantora, compositora, e artista visual, o disco novo da Laura tem uma brisa inspirada nas abelhas. Letras inteligentes e arte visual linda.
 
Clipe: 
Terno Rei - Criança
Dirigido por Bruno Alves e produzido pelo coletivo Muto, o clipe casou perfeito com a música. Clima de nostalgia, fotografia linda, me fez chorar. 
 
Show:
The Shorts no Festival do Sol
Banda cheia de atitude. Já tinha gostado do disco e o show foi outra surpresa. As meninas (e menino) tocam muito e Natasha Durski arrasa no palco.
Selma Uamusse

 
Melhores do ano ou momentos que marcaram...
 
Boas surpresas:
 
1 - Solange Knowles e  o tema " Dont touch  my hair"
2 - Crescimento e internacionalização dos First Breath After Comma
3 - Landim  - Rapper Cabo Verdiano
4 - Incrível cantor, multi-instrumentista e compositor Danyel Waro das ilhas Reunião. 
5 - Pat  Thomas & Kwashibu area Band do Gana
6 - A super dupla MEDEIROS/LUCAS
 
Trabalhos que segui com atenção fora a música mas intimamente ligados à música :
 
1 - O projecto artístico  da Susana Pomba Old School  na Escola das Gaivotas com iniciativas mensais.
 
2 - As ilustrações do Pedro Lourenço aka Tigerbastard. 
 
3 -  As fotografias de concertos da Vera Marmelo
 
4- 1ª edição do "Lisboa Soa"  um encontro da arte sonora com o espaço público  Raquel Castro na Tapada das Necessidades 
 
O desaparecimento físico:

1 - Bruno Simões ( Sean Riley  & The Slowriders)
2 - Sharon Jones
3 - Leonard Cohen
4 - Prince
5 - David Bowie
 
Concertos e discos
 
Concerto dos "D'Alva" no Belém Art Fest Maio 2016
 
Álbum em repeat no meu carro " Carga de Ombro" Samuel Uria concerto no São Luiz em Maio.
 
Sensible Soccers, Sean Riley and the Slowriders
 
Fabuloso álbum " The Epic" e concerto do Kamasi Washington no Tivoli em Junho 2016
 
Concerto do Benjamin Clementine no Coliseu que vi do palco e uma longa e bonita conversa com ele de 2 horas sobre o novo caminho musical que ele quer percorrer em Junho de 2016
 
Concerto Konono n1 no Lisboa Mistura
 
O épico concerto do Kendrick Lamar que vi do backstage com uma série de músicos todos nós boquiabertos Julho 2016.
 
Red Bull Culture Clash Lisboa
 
Concerto NAO no Vodafone Mexefest
 
Álbum e concerto no Vodafone Mexefest da "A Mulher do Fim do Mundo" Elza Soares Novembro 2016.
 
Angelique Kidjo na Gulbenkian em Dezembro e o seu enorme papel de intervenção e sensibilização  social.
 
Músicas dos outros mais cantada:
 
"Shut up Kiss Me" Angel Olsen
Frank Ocean
" Mesa para 2" Branko+Mayra  Andrade
"Coisas Bunitas" Sara Tavares
"Carga de Ombro " Samuel Uria
 
Livro que mais vezes li e ofereci:
 
" Vamos comprar um poeta " do Afonso Cruz 
 
Instagram 
 
Block Party do Rui Miguel Abreu 
Eu em cima de uma cadeira ao lado do Benjamin Clementine a ver se lhe chegava aos calcanhares
As pessimas mas alegres fotografias do Euro 2016 .
 
Discos que gostava de ouvir ainda mais
 
"A Seat at  the Table" da Solange
"We got it from here..." A tribe Called Quest
"Skeleton Tree" Nick Cave 
"Blackstar" David Bowie
Will Samson



Moments
 
1) Seeing Radiohead at Nos Alive
 
2) Touring with The Album Leaf
 
3) Driving through the Swiss Alps
 
4) Getting a new tattoo
 
5) Finishing a new album
 
6) Moving into my own flat
 
7) Hearing that I'll soon become an Uncle
 
ALBUMS
 
8) Devendra Banhart - Ape In Pink Marble
 
9) Gareth Dickson - Orwell Court
 
10) Heimer - Teilzeit Swag

Parceiros