Outubro 2010
Sonic Scope regressa ao Teatro Maria Matos para a sua décima edição
· POR Miguel Arsénio · 29 Out 2010 · 20:05 ·


Prestes a chegar à sua décima edição, o itinerário festival Sonic Scope pode e deve celebrar a sua perseverança no destaque e possibilidades que garantiu a toda a linha da mais transgressora música portuguesa. O legado destes dez anos encontrar-se-á repartido pela memória colectiva de concertos muitas vezes irrepetíveis por via do contexto e da raridade de algumas colaborações entre artistas nacionais e internacionais. Depois de uma primeira residência no Teatro Maria Matos, o Sonic Scope está então de regresso à sala lisboeta para uma série de actuações, que, desta vez, decorrem ao longo de três noites (23, 24 e 25 de Novembro) e sempre a partir das 22 horas. O preço de um dia é 6 euros e o passe para os três dias vale 15 euros. Existe alguma curiosidade por saber até que paragens rumará o ensemble-free A Parte Maldita e por verificar em que ponto andarão os @c alguns meses depois do lançamento de Music For Empty Spaces na francesa Baskaru. Eis o cardápio completo:


Terça 23 Novembro
A Parte Maldita
Gigantiq com Matteo Uggeri

Quarta 24 Novembro
Sei Miguel
Carlos Santos e Paulo Raposo

Quinta 25 Novembro
Rodrigo Amado Quarteto
@c
O feitiço de Weyes Blood, no Lounge, é uma borla irrecusável
· POR Miguel Arsénio · 29 Out 2010 · 14:56 ·
O próximo dia 3 de Novembro (quarta-feira) marca o regresso da médium Weyes Blood a Lisboa, depois de uma passagem pela segunda edição da mítica Avenida, no 211 da Av. da Liberdade. Desta vez, o projecto de Natalie Hering (ex-membro dos variáveis Jackie-O-Motherfucker) invoca espíritos no Lounge, de Lisboa, e a entrada é totalmente gratuita. O altamente recomendável The Outside Room, colosso prestes a sair na Not Not Fun (e já em escuta na redacção do Bodyspace), justifica a recente ausência de Natalie, com canções cuidadosamente elaboradas a partir da conjugação cerimoniosa de voz, teclado, guitarra, found sounds e instrumentos criados pela própria. Em momentos de nível, como “Storms that Breed” e “Romneydale”, Weyes Blood parece reter no mesmo copo o espírito de Nico (a musa de Andy Warhol) e a miragem de uns Beach House. Logo aí impõe aquele tipo de respeito que falta a anedotas do dia como a witch house e entulho da mesma estirpe.

Natalie Mering chega ao Lounge, de Lisboa, quase na recta final de um ano, que a tem encontrado em diversas salas americanas, com duas velas acesas sobre o teclado. A oportunidade é de valor para quem quiser comprovar, em tempo real, o excelente momento vivido por mais um dos nomes a sair da escola Not Not Fun (que, nos últimos anos, revelou casos de sucesso como Ducktails, Sun Araw e Pocahaunted). Aqui fica um pedacinho de concerto perfeito para a noite de Halloween:

Long Way to Alaska lançam Eastriver; e nós temos uma das canções do álbum em rigoroso exclusivo
· POR André Gomes · 27 Out 2010 · 22:39 ·


É um dos discos nacionais que mais promete (e nós que já lhe deitamos os ouvidos podemos afiançar que cumpre todas as promessas). Depois de um EP que mexeu com bastantes corações apaixonados, os Long Way to Alaska prepararam-se para editar o disco de estreia, intitulado Eastriver e com selo da Lovers & Lollypops. A coisa tem 10 canções – recupera algumas do EP, como “Sicilian Relation(Ship)” e “Bad Bears” – e continua a explorar aquele universo de pop sonhadora que conhecíamos das primeiras canções destes bracarenses. Com o frio aí à porta, o disco de estreia dos Long Way to Alaska não poderia chegar em melhor altura.

Fomos falar com os Long Way to Alaska e Nuno Abreu, acerca do disco que será editado muito brevemente, disse-nos isto: “lá vão elas a correr num festival de magia. Umas ajustando os seus óculos enquanto outras prendem o cabelo. Lá vão elas a correr num festim de final de tarde. Umas acariciando outras gritando. Prendam-se com um vestido justo ou uns calções de ganga casuais. Umas são bailarinas de calçado quente enquanto outras se despem com um sorriso como quem mente. Lá vão elas a correr sem nunca olhar para trás. Eufóricas mas dóceis, sempre aluadas mas com algo em mente. Lá vão elas sem voltar mais. Lá vão elas a correr horizonte fora. Lá vão elas. Voltem e fiquem um pouco mais”. E mais não disse.

Eis uma das canções que vão certamente embalar o final de 2010; chama-se "United Colors of Patapon":

Long Way to Alaska – United Colors of Patapon [mp3]

Super Bock em Stock já tem cartaz fechado. Há Janelle Monáe, Marcos Valle, Wavves e muito mais
· POR Nuno Catarino · 27 Out 2010 · 15:06 ·
O Super Bock em Stock, festival lisboeta de inverno que ocupa diversas saldas da zona da Avenida da Liberdade, já tem o cartaz completamente fechado. O festival vai decorrer nos dias 3 e 4 de Dezembro e do cartaz fazem parte nomes imperdíveis como Janelle Monáe, Marcos Valle ou Owen Pallet. Entretanto foram agora anunciados os últimos nomes e há grandes surpresas como Wavves, Fujiya & Miyagi ou Zola Jesus. Pelo contingente nacional juntam-se, entre outros, os Domingo No Quarto (recentemente entrevistados aqui), a Márcia (disco novo, chamado , quase a sair) e o ansiado encontro ao vivo entre B Fachada e Sérgio Godinho. Há muito mais e o passe para o festival fica por 40 euricos. A informação (todas as bandas, locais, etc.) está toda no site oficial, ali ao lado. Aqui fica o aperitivo para o dueto intergeracional.

Music Box acolhe jazz coquete de Nicola Conte
· POR Rafael Santos · 27 Out 2010 · 12:03 ·
Inserido na programação do festival Jameson Urban Routes (já na sua segunda semana), o Music Box prepara-se, já no próximo sábado (dia 30), para receber em palco o italiano Nicola Conte, que uma vez mais regressa a território português para soltar o seu jazz charmoso. Certamente bem acompanhado por um pequeno núcleo de músicos que habitualmente o acompanham, Conte procurará promover uma noite de grande proximidade com os espectadores, prometendo um desfile ecléctico dos seus temas mais emblemáticos.

Um dia antes (sexta-feira, dia 29) o Music Box contará com a presença dos dinamarqueses WhoMadeWho que, e segundo o press-realese dos organizadores do evento, apresentarão "alguns dos êxitos da sua carreira", trazendo ainda na bagagem "os novos temas que vão integrar o próximo disco de originais". Ainda na sexta-feira, outros nomes estão agendados em cartaz como Marina Gasolina (ex-vocalista dos Bonde do Rolê) ou Jimmy Edgar. No sábado, além do jazz coquete de Nicola Conte, também o jazz hip-hop dos alemães Marc Hype & Jim Dunloop e o power groove dos portugueses Groovy Kids entreterão as massas.

Como teaser para sábado à noite, o Bodyspace recorda Nicola Conte e o excelente "Like Leaves In The Wind" (com a participação do grande José James) retirado do último disco de originais, Rituals, editado em 2008:

Avanço para Loud demonstra uma Rihanna festiva, mas insípida
· POR Bruno Silva · 26 Out 2010 · 16:08 ·
Depois de expiados os demónios por via de uma suposta maturidade revertida na seriedade faustosa terrivelmente desajustada de Rated R ("Hard" ou "Russian Roulette"), onde apenas "Te Amo" e principalmente "Rude Boy" escapavam à autofagia, a ex-menina da Def Jam parece querer fazer-se ouvir de um modo claramente mais hedonista. Primeiro single de avanço para Loud, "Only Girl (In the World)" repisa a pista de dança, novamente pela mão dos Stargate, como já acontecia em "Don't Stop the Music", para resultado igualmente inócuo.

Apesar da sua eficácia sónica (existe algum entusiasmo naquele sintetizador do refrão), volta a falhar em aproveitar as qualidades da voz da Rihanna (não por acaso, os melhores momentos de Rated R estavam próximos das suas raízes caribenhas), descaracterizando-a ao ponto de se assemelhar a uma mera vocalista de sessão. Consegue, apesar de tudo, irradiar um certo entusiasmo juvenil (será esse o público alvo desta "nova" Rihanna?) patente na leveza do vídeo, como se o negrume de Rated R tivesse já dissipado para dar lugar a cenários idílicos. Mesmo que uma linha como Like I’m the only one that’s in command possa ser apenas uma necessária tentativa de afirmação de personalidade pós-Chris Brown, a infantilidade anónima da letra fica, também ela, à mercê de uma actuação muito pouco inspirada. Como insinuar algum tipo de domínio quando o meio é tão inofensivo?

E lá continua o tempo a subtrair os grandes ao reggae
· POR Nuno Leal · 26 Out 2010 · 16:07 ·
Gregory Isaacs. 59 anos. Ontem. Londres. Em casa. Com a família ao pé. De pulmões doentes. O Mr. Cool Ruler foi-se. Rastafari como os seus irmãos, disse um dia, em depoimento ao documentário "Land of Look Behind" de 1982: "Rastafari é parte do meu negócio porque sem o rasta não haveria negócio. O rasta não é algo que se procura, a que se vai lá ter. Não, é o próprio Jah que vem e toma conta de nós, foi ele quem me disse: Gregory, agora você vai me servir". Palavras para quê? Foi-se. Jah livre, certamente:

Slave master
No competition, I make you my decision, yeah

Everytime I hear the music and I make a dip, a dip
Slave master comes around and spank I with his whip, the whip
But if I don’t get my desire
Then I'll set the plantations in fire
My temperature is getting much higher
Got to get what I require

‘Cause everytime we do the work sometimes we are hurt, oh yeah
Boss never do a thing but hold on to his girth
But if I don’t get my desire
Then I'll set the plantations in fire
My temperature is getting much higher
Got to get what I require

Everytime I hear the music and I move my hip, my hip
Slave master comes around and spank I with his whip, a whip
Slave master, I’m the shepherd you're my pastor
Say you rock ?? so long we make the work
And if I don’t get my desire
Then I'll set the station on fire
My temperature is getting much higher
Got to get what I require

But if I don’t get my desire
Then I set the stations in fire
My temperature is getting much higher
Got to get what I require

Obrigado Isaacs e Tune in:

Entrevista com DJ Ride
· POR Hugo Rocha Pereira · 26 Out 2010 · 15:05 ·
O Bodyspace aproveitou a actuação de DJ Ride no Music Box, no dia 21 de Outubro, para lhe colocar algumas perguntas, não apenas sobre questões presentes como sobre ideias futuras. Ouve-se o réu e levanta-se o véu.

Neste evento houve um live act seguido dum dj set. E dentro de cada performance, assistiu-se à fusão dos elementos musicais mais variados. É tudo hip hop, afinal de contas, mesmo quando cruzas dubstep com jazz, ou partes de Aerosmith para uma digressão sonora ou cruzas reggae com drum n' bass?

Sim, para mim continua a ser hip hop, pela nossa abordagem e pela maneira como misturamos os estilos. Principalmente através do turntablism que está sempre presente em tudo o que fazemos, e de uma maneira mais activa nos live acts.

Live act vs dj set. O que te dá mais pica? Qual em que te sentes mais livre?

Gosto mais dos live acts porque tem outro sabor especial tocar as nossas próprias musicas/criações, e ver em tempo real as reacções das pessoas às melodias que criamos no quarto. Devido ao equipamento que utilizo e à fusão entre o analógico e o digital, sinto que tenho igual liberdade quer nos live acts quer nos dj sets, que se têm aproximado cada vez mais de live’s também, devido a fazer loops e sampling em tempo real e ao uso também de scratch e routines próprias.

O Stereossauro é como um pai para ti ou o aprendiz já ultrapassou o mestre?

Não o vejo como um pai mas sim como o meu melhor amigo; é tipo o irmão mais velho que nunca tive. É a minha maior influência e o partner ideal na crew BeatBomber's, que temos mantido activa há já 6 anos.

Picardias de scratch e MPC entre ti e o Stereo. Quão desafiador e ao mesmo tempo enriquecedor sentes que são para ti?

O desafio é semelhante aos solos e improvisação que vês por exemplo no free jazz. Para mim. nos nossos live acts tentamos sempre ter esse lado de improvisação. Se tivéssemos as coisas demasiado rígidas no que diz respeito ao alinhamento ou performance, acabaríamos por nos fartar.

Música de Carlos Paredes do Stereo – Verdes Anos Remix. Opinião? Já fizeste ou pensas fazer algo do género, como fervoroso adepto do digging e reciclador de referências estéticas?

A minha opinião é que é genial, e talvez o momento do Stereossauro mais inspirado até hoje. O vídeo fala por si. Ainda não fiz nada do género bom o suficiente para poder mostrar.



Projectos futuros? Podes levantar um pouco o véu?

Estou a pensar fazer um EP para Março, com um single forte ai com uma voz bem conhecida, digital, download gratuito na minha página. Temos também outro Scratch Tool praticamente acabado, vinil claro, entre outras coisas. E sobretudo trabalhar mais a nível dos dj sets e performances. Haverá ainda mais novidades em breve.
Shackleton edita originais no novo Fabric
· POR Rafael Santos · 25 Out 2010 · 21:43 ·


À semelhança de Ricardo Villalobos, que em 2007 elaborou o Fabric 36 só com temas originais, também Shackleton se prepara para repetir o conceito. A ser editado a 6 de Dezembro, Fabric 55 é mais um capitulo na já longa saga de colectâneas do clube londrino, que constantemente desafia para estes propósitos quantos lá passam para entreter os noctívagos ávidos de novas experiências sonoras. Com o alinhamento preenchido com temas inéditos e pequenas fusões de temas que antes alimentaram os seus discos, Shackleton aproveita a liberdade conceptual da Fabric para elaborar um set que lhe permite expor material que, não fosse a graça deste modelo, talvez nunca veriam a cor do dia. Atendendo ao facto de Shackleton ser um dos grandes nomes ligados à inventiva cena da bass music britânica, bem confirmado no álbum Three EPs do ano passado, a coisa em Dezembro promete.
Hauschka mostra-se no Maria Matos
· POR Nuno Catarino · 22 Out 2010 · 16:59 ·


Integrado nas celebrações do 41º aniversário do Teatro Maria Matos, o alemão Hauschka vai apresentar ao vivo o seu recente disco Foreign Landscapes (ainda fresquinho ali na montra). Acompanhado nesse disco pela Magik Magik Orchestra de São Francisco, neste concerto o compositor e pianista conta com o apoio de um ensemble composto por músicos nacionais (e não só): Luís Cunha, Eduardo Lála, Pedro Canhoto, Paulo Gaspar, Miguel Fialho, Pedro Pires, Luís Pacheco Cunha, Anne Victorino d’Almeida, Joana Cipriano, Catherine Strynckx e Carolina Schwäbl. É já esta sexta-feira, dia 22, pelas 23h30. O bilhete custa 12€, mas para menores de 30 anos fica por metade (preço minimalista).
Toro Y Moi actua no Porto, Tomar e Lisboa para nos lembrar como foi o Verão passado
· POR André Gomes · 20 Out 2010 · 16:11 ·
Depois da estreia em Julho passado no Festival Milhões de Festa, Toro Y Moy, o projecto chillwaveriano do norte-americano Chaz Bundick vem dar música de Verão a quem se prepara para entrar no Inverno. Actua amanhã mesmo no Plano B, no Porto, numa noite de Música Pop Desempregada em que actua também o projecto wools, de Hugo Alfredo Gomes, no dia 22 em Tomar no Theatro Bar e no dia 23 no Musicbox, em Lisboa, inserido no festival Jameson Urban Routes. O Sr. Toro Y Moi, embora queira fugir à questão, é uma das faces mais visíveis do chillwave que, para o bem e para o mal (no seu caso até é para o bem), marcou sem sombra de dúvidas o panorama musical de 2010. Estes concertos servirão sobretudo para nos lembrar o que fizemos no Verão passado. Guardem as mantas e o chá mais uns dias e mexam o rabo.

Aqui em baixo podem ver o vídeo para "Low Shoulder" que, entre outras coisas, alerta para os perigos do café:

PAUS “Só desta vez” no Lux
· POR Miguel Arsénio · 19 Out 2010 · 19:41 ·


De há uns tempos para cá tem corrido por aí um zunzum que faz saber que os PAUS andam a preparar qualquer coisa em grande para a noite de quinta-feira, 21 de Outubro, no Lux de Lisboa. Ao teaser e flyer (ilustrado em cima) juntam-se agora algumas informações sobre o evento, que reúne os quatro PAUS com um trio de cordas composto por Filho da Mãe (tópico quente), João Nogueira (guitarras eléctricas) e Eduardo Raon (harpa). A noite faz parte de um conjunto de três sessões “Só desta vez” e, conforme o nome indica, não será repetida. Não há encore. A última vez que vimos os PAUS foi na rua, junto ao Lounge de Lisboa, por altura da festa aqui da casa, e num formato igualmente único, que envolvia uma secção de sopro e aquele espírito de família sul-americana a tocar na praça. Foi muito fofo. Tiveram-nos pela garganta.

A noite do Lux prova uma vez mais que o fabuloso EP de estreia, É uma água, apesar de curto em minutos, é largo nas possibilidades melódicas e rítmicas que oferece às diferentes formações de PAUS & amigos. As restantes sessões de “Só desta Vez” realizam-se nos dias 16 de Dezembro e 24 de Fevereiro. Até lá o Bodyspace oferece um dossier de leituras que inclui uma entrevista com a banda, a review do EP e as escolhas musicais do muito sensual baterista Hélio Morais.
Eno à solta num mar de leite
· POR Rafael Santos · 19 Out 2010 · 19:36 ·


Desde que a data foi anunciada, em meados deste último verão, que tem havido uma crescente curiosidade em torno do novo álbum de originais do mestre Brian Eno. E o motivo não admira. A editar pela mítica editora de renome firmado nos meios da electrónica experimental, a Warp, já no início de Novembro, Small Craft on a Milk Sea marca o regresso aos originais do antigo produtor e teclista dos Roxy Music, um experimentalista nato que nestes últimos 30 anos ajudou a moldar o cenário da música electrónica mais inovadora e uma referência incontornável no cânon da pop, tanto como músico, como produtor.

Enquanto o disco não chega às lojas, e permitindo satisfazer a curiosidade dos mais impacientes, Eno tem vindo a divulgar no seu site oficial alguns temas do alinhamento de Small Craft on a Milk Sea. Para escuta no Bodyspace escolhemos o aperitivo "Horse" como forma de nos familiarizarmos com o novo trabalho de um velho ícone que a Warp acolheu, na certa, com uma vistosa passadeira vermelha.

O SeixalJazz está a chegar
· POR Nuno Catarino · 18 Out 2010 · 20:55 ·


Charlie Haden. Dave Holland. Ken Vandermark. Não são apenas nomes aleatórios dos maiores músicos jazz da actualidade, são alguns dos músicos que vão actuar no festival de jazz do Seixal. O festival da margem sul do Tejo arranca na quarta-feira, dia 20, e decorre até 6 de Novembro, com uma programação de luxo. O SeixalJazz começa com o trio de Ken Vandermark, Haward Wiik & Chad Taylor, nos dias 20 e 21, e a partir daí há muito por onde escolher. O programa completo encontra-se disponível no site oficial, é só dar uma olhada.
Trem Azul festeja o 6º aniversário com Ken Vandermark
· POR Nuno Catarino · 18 Out 2010 · 20:50 ·

Na foto: Paal Nilssen-Love & Ken Vandermark © Seth Tisue

É já na próxima terça-feira, dia 19. Ali pela noitinha, por volta das 21h30, a loja de jazz Trem Azul festeja o seu sexto aniversário com um concerto do superlativo saxofonista Ken Vandermark. Aquele que é considerado o "hardest working man" da cena de Chicago, força motriz de milhentos projectos, instrumentista estraordinário, actuará em duo ao lado do baterista Chad Taylor (Chicago Underground, Spiritual Unity, Iron and Wine, Sam Prekop, Jeff Parker, Marc Ribot, etc.). Como já devem saber, a loja Trem Azul fica na Rua do Alecrim em Lisboa (no número 21-A, ali pertinho do Cais do Sodré). A entrada para a festa é livre e há descontos até 20%. Em paralelo com o aniversário, o pessoal da loja de jazz do Cais do Sodré tem mais um motivo para festejar: a revista Downbeat acaba de nomear a editora Clean Feed, projecto-irmão da Trem Azul, como uma das cinco melhores editoras jazz do mundo de 2010. Há festa na loja.
Novidades ZDB: Daniel Higgs e Prince Rama
· POR Nuno Catarino · 18 Out 2010 · 18:11 ·
A Galeria Zé dos Bois acaba de desvendar os próximos concertos que vai acolher: Daniel Higgs e Prince Rama. A pós-folk xamânica e submersa de Higgs vai ser revelada na Rua da Barroca no dia 13 de Novembro, a viagem psicadélica tribal alucinatória dos Prince Rama terá lugar a 1 de Dezembro. Sobre estes últimos, o melhor será reproduzir o explicativo texto do press release: "Imaginamo-los numa jangada a descer o Amazonas com o Aguirre de Werner Herzog rumo ao princípio do mundo, ou espreitando por cima do ombro de Henri Michaux enquanto este vai escrevendo na penumbra sobre as suas experiências com mescalina sob o efeito de mescalina" - ok, não deverá andar longe daquilo que o vídeo ali em baixo documenta. Aproveitamos para relembrar que entretanto no próximo dia 5 de Novembro a ZDB comemora os seus 16 anos de actividade com três potentes concertos: Scout Niblett, Sun Araw e U.S. Girls.

Uma rena para alegrar o Natal
· POR Paulo Cecílio · 18 Out 2010 · 18:11 ·
É no Facebook que velhos amigos se reencontram depois de longos anos sem se verem. É no Facebook que se perdem horas a jogar Farmville e, consequentemente, se adia o trabalho urgente que há a fazer. É também no Facebook que Daniel Snaith, nom-de-guerre Caribou, nos faz pensar na magia do Natal ao anunciar o seu regresso a palcos portugueses depois da passagem pelo festival de Paredes de Coura, e após ter lançado dois discos em 2010: Swim, que acabará como disco do ano para muito boa gente, e Caribou Vibration Ensemble, disponível apenas para compra nos seus concertos futuros, que documenta (e de forma excelente) a sua participação no ATP do ano anterior com a ajuda de Marshall Allen e Four Tet, entre outros. Para já apenas data e local: 13 de Dezembro, no Lux. Enquanto estes dois meses não passam, fiquemos com "Sun": aquece mentes, aquece corpos, e é uma malha do caraças.

Janeiras melancólicas segundo Hercules & Love Affair
· POR Rafael Santos · 13 Out 2010 · 14:51 ·
Dois anos volvidos sobre o disco de estreia, o projecto de Andy Butler, Hercules & Love Affair, está definitivamente de regresso aos originais. O novo disco, com data de edição agendada para os finais de Janeiro do próximo ano, intitula-se Blue Songs. Co-produzido por Patrick Pulsinger, o novo disco, além de contar uma vez mais com as presenças de Anne Foxman e Shaun Wright, contará também com a participação vocal de Kele Okereke dos Bloc Party e da venezuelana Aerea Negrot. A edição será da responsabilidade da Moshi Moshi. Feliz ano novo.

Enquanto não chegam os novos sons, recorde-se "Blind" com a participação de Antony Hegarty dos Antony and the Johnsons.

Lena d´Água regressa aos palcos em Novembro no âmbito do POP UP
· POR André Gomes · 13 Out 2010 · 11:30 ·


Chamam-lhe mini-concerto. Diz-se que Lena d’Água vai dar um desses no próximo dia 6 de Novembro, às 21 horas, no Espaço Nimas, em Lisboa. No concerto, inserido no evento POP UP, a voz de "Vigaro cá, Vigaro lá", uma das melhores canções de sempre escritas em território luso, irá visitar alguns dos seus maiores sucessos com os Dapunksportif. A entrada para este evento é livre.

Antes do concerto propriamente dito será projectado o interessante documentário Bela Adormecida, da autoria de Rogério Ribeiro e Sara Oliveira, onde se retrata de forma terna o rise and fall de Lena d'Água. O documentário entra basicamente pela sua casa dentro para revisitar o passado de uma diva do pop-rock português.

O POP UP apresenta-se como um evento cultural anual dedicado à promoção e mostra das múltiplas expressões e agentes da cultura urbana.
Evols apresentam o seu disco de estreia; no Bodyspace e em quatro datas seleccionadas
· POR André Gomes · 12 Out 2010 · 12:34 ·


Os Evols são um trio com ligações aos – até ver - extintos Bildmeister que agora se prepara para apresentar o seu primeiro álbum em edição de autor. Eles anunciam assim: “as linhas divisórias entre géneros musicais são inexistentes, sendo a guitarra eléctrica o único elemento de união entre os elementos”.

O novo disco será apresentado ao vivo nos próximos tempos: a 16 de Outubro no espaço Convívio em Guimarães, a 21 de Outubro no Mercado Negro em Aveiro, no dia seguinte no Lounge em Lisboa e a 23 de Outubro no Loft, na cidade do Porto. Como tem sido habitual nas suas apresentações ao vivo contam com a componente visual executada por p.ma, ou seja Pedro Maia, tendo como resultado uma performance pontuada pelo psicadelismo através da combinação de música com projecções vídeo, fumo e strobs.

Como não podia deixar de ser nós temos um tema em exclusivo do álbum de estreia dos Evols. Chama-se “Winter Joy” e reza assim:

Evols - Wintor Joy [mp3]


Dez mil anos de música: Leyland Kirby é o fantasma do Barreiro durante 11 dias e falou com o Bodyspace
· POR Miguel Arsénio · 06 Out 2010 · 12:54 ·


Nas barbas de uma época que delira com o efémero e que parece às vezes ter um alcance limitado aos quatro minutos de um single, James Leyland Kirby lançou no ano passado uma espécie de disco interminável: Sadly, the future is no longer what it was. Tecnicamente, o triplo álbum preenche as suas quase quatro horas com colossos new age e música carregada como os céus cinzentos, até que termina com as últimas notas do (recorrente) piano de “And At Dawn Armed With Glowing Patience, We Will Enter The Cities Of Glory (Stripped)”. “Termina” ou então ilude-nos apenas disso, porque o que tem vindo a acontecer, desde aí, é o seu reaparecimento de forma repetida, quando menos se espera. Como se fosse um ser sobrenatural (um Freddy Krueger neura) que sobrevive sempre para atormentar mais gente na sequela.

Perante a imensidão de um disco deste porte, acreditaríamos, à partida, que quase quatro horas de música verdadeiramente assombrosa satisfariam a vontade do seu criador (e a fome de quem se alimenta desta ultra-melancolia). Mas não. Evitando qualquer compasso de espera, Leyland Kirby aproveitou o empurrão de Sadly… para lançar uma versão do mesmo reduzida a dois discos. A mais óbvia solução passaria por reunir nesse par de discos os temas mais representativos da “obra maior”, com umas variantes pelo meio para enganar, mas também não é exactamente isso que acontece. Sem deixar de incluir as esperadas versões alternativas e três das faixas do álbum original, o duplo Sadly… vale sobretudo pelos seus oito inéditos – todos eles dentro do mesmo registo “vou tocar até que os meus pulsos se cortem por si mesmos”. E é assim que chegamos a mais de cinco horas que aparentam ter surgido das mesmas sessões de gravação cumpridas em torno de métodos semelhantes. O saldo criativo de Leyland Kirby, em 2009, foi ainda suficiente para extrair outro inédito da mesma poda triste (um “When it rains, the puddles shine black” que recorre uma vez mais ao piano e a sintetizadores em desfalecimento) e o “bicho” tardava em morrer.

Até agora, o ano de 2010 tem surpreendido pela quantidade anormal de participações dispersas por colectâneas e projectos partilhados com outros nomes. Logo no início do ano, Music and Migration, lançada pela Second Language, indicava a sua intenção no título, e contava com faixas adequadas de Vashti Bunyan e Peter Broderick, entre muitos outros. O tema proposto (“música e migração”) de nada serve, mesmo assim, para demover Leyland Kirby da sua missão romântica e “Whiffing” volta a soar tão profundamente amargurado como qualquer coisa de Sadly…. A migração explicada através do sedentarismo.

Perguntamos então a Leyland Kirby onde está agora e para onde quer ir. “Procuro sempre seguir em frente. Muitas pessoas têm-me solicitado novos trabalhos ultimamente, o que é altamente positivo, e em breve serão lançadas mais faixas inéditas. O meu último disco surpreendeu muita gente, porque nunca esperariam que fosse capaz de fazer música com esta carga emocional. Os novos trabalhos, que surgirão em 2011, partem do mesmo espaço mental, e reflectem os tempos em que me encontro e que me levam a ser mais pessoal no que faço”. O britânico da farta cabeleira não revela muito mais acerca do que tem reservado para 2011, como quem compreende a necessidade de haver algum mistério em torno de um disco antes desse sair – quando o que acontece muitas vezes actualmente é um álbum parecer datado no dia oficial de lançamento, depois das muitas cambalhotas em bootlegs e pré-versões difundidas online.

É óbvio que um volume tão imenso de trabalho corre sempre o risco de ser ignorado ou mal-entendido nestes dias obcecados por devorar tudo o que é novo no mais curto espaço de tempo. Talvez por isso, a gigante Pitchfork, publicação online habituada a fabricar fenómenos instantâneos, tenha dedicado a Sadly, the future is no longer what it was uma das suas mais disparatadas críticas (selada com uma pontuação de 6.8 que não serve para nada). Nessa apreciação algo apressada, Mike Powell começava por referir que “James Leyland Kirby é um artista em primeiro lugar e músico em segundo, o que significa também que pode ser mais gratificante pensar nos seus discos do que realmente escutá-los”. A sério, Mike? Como explicar então todo o intricado (e viciante) labor musical que compõe um álbum com um peso emocional quase incomparável nestes últimos anos? A actualidade já não reserva lugar para a entrega desalmada destes românticos, mas a verdade é que Sadly… serve para muito mais que teorizações simplistas.

Depois deste tipo de opiniões desleixadas, não é de admirar que Leyland Kirby tenha ameaçado, há alguns meses e através do seu blogue, abandonar por completo as plataformas de divulgação e apagar todos os seus gigantescos arquivos virtuais. “Essa decisão passa mais por representar o meu trabalho online de uma forma mais dinâmica. A quantidade de informação na internet é tanta que algumas coisas acabam por se perder num meio onde muito se constrói e pouco se apaga. Agora é a altura certa para olhar para o próximo ano e fazer algo que esteja em mutação permanente e que não seja apenas um museu online. É um desafio, mas sempre foi e sempre será”. Estas palavras não soam a amuo. Isto parece mais um legítimo discurso de insatisfação por parte de alguém que, em 1997, já desafiava as debilidades da internet (o dial-up era tortura) ao disponibilizar a sua música em MP3 (um por dia). O processo entretanto banalizou-se e um dos seus principais pioneiros foi muitas vezes esquecido de artigos que visavam a história do MP3.


Contudo, Leyland Kirby não virou as costas à internet, ou então não seria o responsável pelo Ouvido Raro da presente edição do Out.Fest do Barreiro (a decorrer entre os dias 5 e 16 de Outubro). A partir da página do Out.Fest, o Ouvido Raro funciona como um instalação com diferentes pistas de som, que podem ser manipuladas quer em termos de posição no campo estéreo, quer em termos de volume. Leyland Kirby recuperou para o efeito um dos seus principais e mais extensivos disfarces (The Caretaker) e explica as suas funções da seguinte forma: “O objectivo é compor sons que funcionem bem em conjunto e isoladamente. Disponho agora de um grande arquivo de Caretaker, é certo, mas apliquei-me a sério nesta iniciativa. Espero que as pessoas possam tratar os loops que providenciei de maneira a chegarem a algo atmosférico”. Nós esperamos que ninguém afine a sua própria marcha fúnebre enquanto brincar com os sons depressivos de Caretaker. Isto é barra pesada.

De modo a virar o feitiço contra o feiticeiro, o atrevimento deve ser total na hora de manipular a música de Leyland Kirby – ele que até entende essa apropriação como algo lisonjeador. ”Tudo aquilo que se encontra no domínio público é também passível de ser reconstruído, remisturado e recontextualizado. Essa parece ser a natureza da música actual, mas enchia-me de culpa quando fazia isso no final dos anos 90. Não tenho qualquer problema com o facto de outras pessoas utilizarem a minha música. O volume de música lançado hoje em dia é tal que passa a ser muito difícil alguém reparar no que andas a fazer. Isso leva-me a sentir que estamos no bom caminho quando alguém repara e decide remisturar qualquer coisa”.

Ele próprio acumulou uma certa infâmia online pelas remisturas medonhas de “Lady in red”, do seu predilecto Chris de Burgh, ou de “Eye of the tiger”, dos Survivor (“The right eye of the tiger”, na versão de V/Vm, o terrorista pop dentro de Leyland Kirby). Perguntamos depois pelo nome de outros iluminados da canção de amor ostensiva típica da primeira metade dos anos oitenta: Airplay? Adrian Gurvitz? Boz Scaggs? Leyland Kirby reconhece alguns dos nomes, mas admite gostar “mais da música da década de 80 lançada em labels como a Zang Tuum Tumb”. E não se fica por aí nos elogios à casa que tantas glórias viveu com os 808 State e Frankie Goes to Hollywood: “É fantástico acompanhar a ZTT numa altura em que lança as edições luxuosas de muitos álbuns com diversas experiências de estúdio até aqui desconhecidas. Adoro a música pop dessa era do remixer - gajos como Shep Pettibone, Ian Levine e outros. De alguma forma, a música digital desses anos possui muito mais emoção do que muitos dos discos de hoje”. “Emoção” é o nome do meio de Leyland Kirby.

Ouvido Raro: The Caretaker (é necessário Adobe Flash Player).

Crítica de Sadly, the future is no longer what it was aqui.
Compilação Sintra Misty apresentada amanhã na FNAC de Cascais.
· POR · 04 Out 2010 · 14:38 ·


Amanhã, dia 5 de Outubro, às 18:00, é apresentada a compilação Sintra Misty na FNAC de Cascais. O Sintra Misty diz-se um festival diferente que se estreia em 2010 com um «ambicioso cartaz onde surgem duas dúzias de artistas nacionais e internacionais de diversas tendências e gerações». As propostas vão de De Lloyd Cole a Mayra Andrade, de Rodrigo Leão a Piers Faccini e de Joan as Police Woman (no vídeo) a Frankie Chavez, entre outros.

Este duplo CD, editado pela Iplay, documenta para a posteridade o cartaz inaugural do Sintra Misty. O primeiro disco desta compilação integra todos os artistas do palco principal e das Misty sessions e o segundo CD os artistas do palco Optimus Discos. Um objecto curioso e raro no panorama musical português. O showcase de apresentação conta com Noiserv, Nicole Eitner, Sandy Kilpatrick e Frankie Chavez.
Playlist de Gonçalo Castro | Antena 3
· POR · 04 Out 2010 · 11:17 ·
No mês de Outubro começo um novo programa (Algodão Doce) num novo canal de rádio (Antena 3 Dance) baseado na rede e onde a música de dança é o destaque. Basicamente estas são algumas das canções que ando a ouvir com insistência e que vão aparecer nas emissões. Sem corantes, nem conservantes. 2 horas ao sábado e domingo para ouvir num computador perto de ti.

1. Octa Push "Dum Dum"
2. Katy B "Katy On A Mission"
3. DJ Riot "Working Title"
4. Instra:mental "D.S.T."
5. Ego "Requiem For Violence"
6. Magnetic Man "I Need Air"
7. Grizzly Bear "Two Weeks (Rodway Remix)"
8. AC Slater "Calm Down Part 3: A New Beginning feat. Drop The Lime"
9. Matty Beat Maker "Dubstep 3"
10. Tek-One "Broken String"
11. Paus "Mete As Mãos Á Boca (J-Wow Remix)"
Playlist de João Bonifácio | Crítico Ípsilon / Público
· POR · 04 Out 2010 · 10:59 ·
harold melvin & the blue notes "the love i lost"
lou rawls "i'll see you when i get there"
as frenéticas "dancin' days"
chromatics "hands in the dark"
rye rye "bang bang"
aloe blacc "politician"
cee-lo "fucky you"
bobby bird "i know you got soul"
roots "dear god 2.0"
ninjasonik "daylight"
ikonika "fish"
deerhunter "dr glass"
menomena (faixa 2 do disco)
black mountain "rollercoaster"
gene clark "life's greatest fool"
don convay "key to the highway"
john lennon "mind games"

por causa de um belíssimo livro, "hot stuff", da historiadora alice echols, estou a ouvir muito disco-sound - aliás a primeira faixa da lista é considerada a primeira faixa oficial do disco-sound. aproveitei e voltei a ouvir a compilação "after dark", de disco-sound contemporâneo. não consigo deixar de ouvir as canções do cee-lo e do aloe blacc (o maior) e também ando a passar por alguma electrónica freak, como os ninjasonik (uma paixão). menomema e black mountain acabaram de sair, gene clark é daqueles tipos a que volto sempre que me lembro que existe country. don convay é que uma descoberta recente - é tremendamente obscuro e difícil de arranjar, mas é uma maravilha. a canção do lennon, como a do clark, volto sempre a ela. está lá tudo, né?

abraços, parabéns a você e, mais que tudo, obrigado por tanto esforço, dedicação e música.
Ilo José Oliveira | DJ, integra o colectivo CIMENTO.
· POR · 01 Out 2010 · 20:14 ·
Basicamente é isto que tenho ouvido no meu iPod nos últimos tempos.

Actress - Always Human
Nite Jewel - Am I Real?
Raekwon - House of Flying Daggers (feat. Inspectah Deck, GZA, Ghostface Killah & Method Man)
Gucci Mane - Lemonade
Big Boi - You Ain't No DJ (feat. Yelawolf)
X - Sex and Dying in High Society
Teddy Pendergrass - If You Know Like I Know
Dam-Funk - Hood Pass Intact
RZA - We Pop
D'Angelo - Brown Sugar
Thee Oh Sees - Ruby Go Home
Johnny Winter - Jumpin'
Batida - Yumala
Playlist de José Reis | RUM / Parq
· POR · 01 Out 2010 · 16:41 ·
Mount Kimbie - Maybes (James Blake Remix)
Bonobo - Eyesdown (ft. Andreya Triana) (Floating Points Remix)
Kyle Hall - Create Your Own Existence
Joy Orbison - Tentative Bidding
Roof Light – Palm
Four Tet - Angel Echoes (Jon Hopkins remix)
Fatima - Warm Eyes ft. Dam-Funk
Funkineven - You!
Andreya Triana - Far Closer (Mr Scruff Remix)
My My & Emika - Price Tag (Appleblim & Komonazmuk Remix)
Jamie Jones featuring Egytian Lover - “Galactic Space Bar”
Shit Robot - Take 'Em Up
Azari & III - Reckless (With Your Love) (Good Guy Mikesh & Filburt remix)

Ainda a tempo. Ufa! (Obrigado, André, pela paciência). Em cima da hora, mas ainda a tempo de lembrar/celebrar/não deixar morrer o Dia Mundial da Música (é este o propósito da listinha, certo?... Ou será uma dose de kits de sobrevivência à borla para combater tanta “modorra”, por um lado, e confusão musical, por outro, que andam por aí?). Bem, para mim não é fácil escolher músicas. Por isso, decidi escolher aleatoriamente algumas coisas que fui ouvindo nos últimos tempo – e, ok, aqui me prostro, temas com a menina Andreia Tryana nunca são escolhidos de ânimo leve. Até porque gosto de temas marcadamente dançáveis. Gosto de temas marcadamente obscuros. Gosto de vozes melodiosas a serem empurradas para sons negros. Gosto de sons negros a tentarem soar suaves. Gosto de música negra. Gosto de sons intemporais, do funk ao soul, da electrónica ao rock. E, pronto, este é o meu kit de sobrevivência... Ui, desculpem. A minha lista para um dia dedicado à música.
Playlist de João Barbosa | J-WOW / Buraka Som Sistema
· POR · 01 Out 2010 · 11:47 ·
01 - Magnetic Man - I need air
02 - DJ Sandro Silva - I told ya
03 - Dubbel Dutch - Deep Underground
04 - Girl Unit - I.R.L.
05 - Wildlife - Metazoa
06 - Zombies for Money - Bhangra Dance
07 - Burial - Archangel
08 - Deadboy - If you wan't me
09 - Big Boy - Shutterbug
10 - Cassie - Me & U
11 - James Blake - CMYK
12 - Robyn - None Of Dem ft. Röyksopp
13 - PAUS - Mete as mãos á boca
14 - Cat Power - Fool
15 - J-WOW - Spark
Playlist de Afonso Cabral | You Can´t Win, Charlie Brown
· POR · 01 Out 2010 · 11:45 ·
1. Deerhoof - "Spiral Golden Town" - Green Cosmos
Estou cada vez mais convencido que os Deerhoof têm a capacidade de me fazer um bocadinho mais feliz cada vez que os ouço, principalmente com esta música. Isto é Deerhoof no seu melhor, com direito a trompetes e uma batida que por alguma razão me traz sempre à memória a Lambada. Tenho a certeza que devo estar sempre com um sorriso parvo na cara cada vez que estou a ouvir este tema.

2. The Flaming Lips - "Convinced of the Hex" - Embryonic
Levei algum tempo a habituar-me há recente mudança na sonoridade dos Flaming Lips mas uma vez que o vício se instalou nunca mais o larguei. "Convinced of the Hex" é claramente um dos melhores temas do disco mas de qualquer das formas Embryonic merece ser ouvido enquanto álbum.

3. Animal Collective - "Who Could Win a Rabbit" - Sung Tongs
Digam o que disserem, Sung Tongs continua a ser para mim o melhor disco dos Animal Collective e "Who Could Win a Rabbit" (e "Leaf House" também) é o seu expoente máximo. É daqueles discos que nunca sai do iPod.

4. Dirty Projectors + Björk - "When the World Comes to an End" - Mount Wittenberg Orca
Bastou-me ouvir 5 segundos daqueles coros e já estava apaixonado pela música. Continua a ser o caso.

5. Dan Deacon - "Paddling Ghost" - Bromst
Deve ser o equivalente musical ao speed (não ao filme, a droga... e daí se calhar também ao filme). Dá vontade de correr correr de um lado para o outro e fazer tudo em fast-foward. Ainda bem que só dura 4 minutos.

6. Nick Drake - "Fruit Tree" - Five Leaves Left
Refugiu-me frenquentemente nas canções do Nick Drake, tem daqueles temas que me fazem sentir em casa. De todos eles, "Fruit Tree" é provavelmente aquele que mais vezes me acompanha.

7. LCD Soundsystem - "Dance Yrself Clean" - This is Happening
This is Happening é muito provavelmente o disco que ouvi mais vezes este ano. Não deve ter saído do leitor do carro durante meses e "Dance Yrself Clean" é das melhores músicas de abertura de sempre.

8. Department of Eagles - "Waves of Rye" - In Ear Park
Apesar do vício nos Grizzly Bear, ultimamente tenho voltado ao outro projecto de Daniel Rossen, os Department of Eagles. Apesar de não ter tido direito à mesma atenção que Veckatismest, In Ear Park é um grande disco e merece ser ouvido com atenção.

9. The Monks - "Monk Time"- Black Monk Time
Os Monks foram uma descoberta recente, daquelas que me fez pensar que devia andar mesmo distraído para me terem passado ao lado. Isto já é bom e depois quando se descobre que é música feita por soldados americanos que estavam na Alemanha nos anos 60, só fica melhor

10. Tom Waits - "Dirt in the Ground" - Bone Machine
O Tom Waits tem que obrigatoriamente entrar em qualquer playlist minha. O tema ou o disco é que podem variar, há tanta coisa boa ali. Para já a escolha vai para "Dirt in the Ground", há qualquer coisa de incrivelmente estranho mas ao mesmo tempo estupidamente bonito naquele falsetto arranhado do Tom Waits. Não me canso disto.
Playlist de Rui Miguel Abreu / Blitz (33-45.org)
· POR · 01 Out 2010 · 11:37 ·
Solar Bridge 17,50
Emeralds 19,95
Program 1-12 [LP] 16,95
Feel The Love (Greg Wilson Version) [12"] 8,95
The Truth [LP]17,95
Jazz Raga [LP] 21,95
Je Suis Vivant, Mais J´ai Peur de Gilbert Deflez [LP] 14,95
Fantomas Break - Edição Limitada em vinil vermelho [12"] 9,95
Superman Supercool (Extended Version) - Edição Limitada em v 9,95
John Carpenter's Das Philadelphia Experiment [12"] 6
Jeunes Filles Impudiques - Edição Limitada [7"] 5,95
JT Strut / Talkin´ That Talk [7"] 4,95
The Record Players - DJ Revolutionaries [LIVRO] 22,50
Returnal [7"] 7,50
Supernova [LP] 23,50

Gosto de listas, mas, tenho-o repetido bastante ultimamente, acho-as complicadas de fazer. Por isso, ultimamente, tenho feito batota: um convite do blog Vai Uma Gasosa foi respondido enumerando a totalidade do conteúdo do meu iPod. Agora outro desafio, do sempre excelente Bodyspace (elogio sincero). Ainda por cima por causa do Dia da Música. Ora, como se faz uma lista que reflicta um pouco quem sou e que ainda por cima vá de encontro ao espírito do Dia da Música, que acredito ser de celebração e preservação? Que tal a minha lista de compras na Flur? Esta é parte da lista recebida esta semana que dá conta das reservas que levantarei dentro de dias. São compras minhas, logo reflectem um pouco o que sou. E não há melhor celebração e acto de preservação do que comprar discos reais em lojas reais a gente real.
Playlist de Rita Lino | Artista / Fotógrafa (http://www.ritalino.com)
· POR · 01 Out 2010 · 11:33 ·
01 - Al green - Let's stay together
02 - Roy Orbison - Crying
03 - Cristina Rosenvinge - La distancia adequada
04 - Cristina Rosenvinge - la distancia adequada
05 - Juanna Molina - Salvese quien pueda
06 - Juanna Molina - Un dia
07 - sun araw - Heavy deeds
08 - Flying Lotus - Breathe something
09 - Black dice - Nite creme
10 - Black dice - Wasteder
11 - Maluca - El tigeraso
12 - The bug (feat Flowdan) - Skeng
13 - The bug (feat. Warrior Queen) - Poison dart

Não gosto de falar sobre a musica que oiço. Não sei explicar o porquê de gostar deste ou daquele tipo de música. É sem dúvida bastante abstracto e confuso para quem nunca pensou no tema... Não fiz uma lista cool para que vejam o tão moderna e alternativa que sou. Envio esta lista porque foi o que ouvi durante as últimas três horas de hoje. Sinto que é uma lista crescente: começa com um toque dos anos 70 e termina com uns sons bem mais contemporâneos. Porquê? Não sei. A música são estados de espírito e o meu hoje foi assim crescente.

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