Outubro 2009
Os Long Way To Alaska prometem muito, nós sabemos, e até temos uma canção em exclusivo
· POR André Gomes · 30 Out 2009 · 21:25 ·
Long Way To Alaska

Ah, Braga. A cidade dos arcebispos, claro, mas felizmente não se fica por aí. Há sangue novo na cidade. E muito provavelmente vamos ouvir falar muito dos Long Way to Alaska nos próximos tempos. Eles são Lucas Carneiro, Nuno Abreu, Gil Oliveira e Gonçalo Peixoto e ao que parece esta é a biografia deles: "Alguns ursos cozinhavam uma bela panela de salmões com um toque refinado de plantas raras que por ali rondavam. Todos estavam preparados para uma bela refeição, pois nesta altura já não tinham que os ir buscar, eram tão meigos que os salmões vinham ter à panela dos ursos malvados. O problema foi quando chegou a baleia... Não conseguiu entrar na panela".

As canções deles são arraçadas entre a pop e a folk, sempre melodiosas, muito bem produzidas e senhoras de um interesse redobrado à medida que vamos conhecendo as canções que estão já do myspace. Mas há mais (já deitamos ouvidos ao objecto com 4 faixas), e um dos melhores temas que os Long Way To Alaska gravaram até hoje - desculpem lá qualquer coisinha - tem estreia marcada para o Bodyspace, agora mesmo. A doçura de "Bad Bears" pode ser ouvida à distância de um clique ali em baixo e deve deixar muita gente com água na boca para o que aí se segue. Pelo que sabemos não tardará muito até que os Long Way To Alaska pisem o palco pela primeira vez; sabemos também que a sair um disco será pela Lovers & Lollypops. Anotem por favor o nome destes Long Way To Alaska.

Long Way To Alaska - Bad Bears [mp3]

No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho, e na volta passa pelo Plano B, no Porto
· POR André Gomes · 30 Out 2009 · 21:02 ·
No dia 11 de Novembro não há nada que enganar. O Plano B é o melhor local para os festejos. Quem quiser que leve castanhas assadas no bolso para a noite ser mais quentinha. Lá dentro, segundo o press assinado por Mariana Duarte, vai ser possível ouvir "as explorações sensoriais de Inca Ore", as canções de "amor" ou "dor de corno" de Tiny Vipers, "aquela pessoa que nunca nos cansamos de ver", ou seja, Norberto Lobo, e para fechar a noite os "embalos de guitarra de uma delicadeza anestesiante" de Grouper. A noite promete e muito. Recapitulando, quarta, 11 de Novembro 21h, Plano B, Porto, 10€ antecipado, 12€ no dia, venda antecipada na Louie Louie, Lost Underground, Jo Jo's e Matéria Prima.

Grouper é isto e muito mais:

Rodrigo Amado: nova exposição e novos discos
· POR Nuno Catarino · 30 Out 2009 · 01:06 ·
O multifacetado Rodrigo Amado vai ter um fim de ano de grande andamento. No dia 28 de Novembro é inaugurada na Galeria Módulo em Lisboa, a sua mais recente série de fotografias denominada "East Coasting" (título roubado a Charles Mingus). Para além disto, o saxofonista, que acumula funções de crítico de jazz do Público, acaba de editar vários discos, quase em simultâneo: Motion Trio (o seu trio "português", com Gabriel Ferrandini e Miguel Mira), The Abstract Truth (trio internacional com Kent Kessler e Paal Nilssen-Love) e The Great Bydgoszcz Concert, gravado com o grupo Yells At Eels de Dennis Gonzáles, editado na Ayler Records. Aqui fica um vídeo de um outro seu grupo: Manuel Mota (guitarra eléctrica), Hernâni Faustino (contrabaixo), Peter Bastiaan (bateria), ao vivo na ZDB em 2007. Ufa.

Reunião de Sérgio Godinho, Fausto e José Mário Branco dá em CD, santíssima trindade
· POR André Gomes · 29 Out 2009 · 00:55 ·
Depois do sucesso dos concertos do Campo Pequeno, e com o Coliseu do Porto já esgotado para os dias 31 de Outubro e 1 de Novembro próximos, a reunião histórica destes três nomes gigantes e incontornáveis da música portuguesa - José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias – vai ganhar vida - ou morte, dependendo da forma como ainda olhamos para os CDs - com uma edição exclusiva, em CD e DVD. Quem pega na coisa é a FNAC.

Esta edição exclusiva tem uma versão de luxo, dizem, que contém: 1 livro com 40 páginas, 2 CDs dos concertos ao vivo e 2 DVDs com um filme do concerto e ainda um documentário. A versão normal inclui os 2 CDs dos concertos ao vivo. Sugerimos aqui a audição do tema "Adeus Orelhas de abano", de Fausto, saído do incrível disco A ópera mágica do cantor maldito.

O vocalista dos Strokes tem um novo disco, há hoje meninas e meninos indies que choram
· POR André Gomes · 28 Out 2009 · 14:44 ·
Em 2001, com Is This It, os Strokes desenharam uma mini explosão do - vá lá - novo velho rock e puseram uma data de indies ao rubro. Em 2009 Julian Casablancas, o carismático vocalista da banda, prepara-se para lançar um primeiro disco a solo - a que chamou Phrazes for the Young, e que tem data de lançamento marcada para 2 de Novembro. São oito músicas e foram escritas e gravadas nos últimos 12 meses e completadas com trabalho de estúdio em Los Angeles, Nova Iorque e Nebraska. Este projecto foi produzido por Jason Lader, juntamente com Mike Mogis. Está prevista uma série de concertos de Julian Casablancas em território norte-americano, seguindo-se uma digressão a solo no final do ano.

O primeiro single de Julian Casablancas a solo chama-se "11th Dimension", é feito de electrónica para dançar, e pode ser ouvido - e só ouvido, acalmem-se lá meninas - mesmo aqui:

Casa da Música anuncia alguns nomes para 2010, muitos merecem inclusão nos vossos moleskines
· POR André Gomes · 28 Out 2009 · 10:47 ·
A conferência de imprensa foi no mínimo ímpar. Jornalistas em pleno palco da Sala Suggia e os responsáveis de programação também. Na plateia alguns músicos da Orquestra Nacional do Porto. Os papéis invertidos e a graça que isso pode ter. No que toca à programação da Casa da Música para 2010, e para além da música clássica (que tem todo o interesse - Boris Berezovsky ao poder - mas escapa às nossas linhas editoriais), teremos no jazz uma data de propostas que vão direitinhas para os nossos/vossos moleskines. Teremos o trio de Bernardo Sassetti com um novo disco - que chegará em 2010 -, André Fernandes, João Paulo Esteves da Silva numa colaboração com o trompetista Dennis González, o quarteto de Joshua Redman, Carla Bley e a Orquestra de Jazz de Matosinhos e, cereja em cima do bolo, Dee Dee Bridgewater com um programa inteirinho da eterna Billie Holiday, no ano em que se marca 50 anos do seu desaparecimento.

Para o Clubbing não há ainda muitas novidades. Sabe-se sim que em ano Áustria os Sofa Surfers e Gustav, projecto electrónico de Eva Jantschitsch, vão pisar os palcos das noites mais longas de cada mês na Casa da Música. As restantes novidades irão chegando ao sabor das velocidades intermitentes do mundo do pop-rock.

Ficamos com o vídeocplipe de "A good day to die", dos Sofa Surfers:

Os Them Crooked Vultures mostram música nova, tá tudo a pegar nos discos dos Led Zeppelin
· POR André Gomes · 28 Out 2009 · 01:50 ·
Fala-se muito deles nos últimos tempos. Não serão a salvação do rock mas pode vir daí muito boa coisa, até porque, sejamos francos, parece que tirou Dave Grohl dos microfones e isso só pode ser bom. Os Them Crooked Vultures, ou seja, Dave Grohl, Joshua Homme e John Paul Jones, confirmaram a data de 16 de Novembro como sendo o dia do lançamento do seu álbum homónimo de estreia pela RCA Records com lançamento mundial (excepto nos EUA e Canadá). O álbum, com produção própria, contém 13 temas e irá incluir a estreia das versões de estúdio do material que os Them Crooked Vultures apresentaram na sua estreia a 9 de Agosto, na sala Cabaret Metro, em Chicago. A coisa já foi rodada noutros concertos no Reino Unido e resto da Europa, incluindo a costa leste dos EUA; terminaram a 15 de Outubro na sala nova-iorquina Roseland Ballroom.

É possível ouvir o novo single, "New Fang", aqui. Irão ser divulgadas datas adicionais após o lançamento do disco. Para já estão marcadas datas para o Reino Unido e resto da Europa, bem como uma incursão em Janeiro pela Austrália e Nova Zelândia.
Novo Madvillain tem Dave Sitek (foda-se!) e Mos Def (foda-se!)
· POR Rodrigo Nogueira · 28 Out 2009 · 01:39 ·
Vai haver uma sequela para Madvillainy, o primeiro disco de Madvillain. Esse duo é, claro, a magnífica colaboração entre Madlib, o produtor que fuma demasiadas ganzas, e DOOM, o rapper/produtor antigamente conhecido como MF Doom – antes ainda disso era Zev Love X, quando era membro dos KMD – que usa uma máscara de metal. Juntos são Madvillain, um super-vilão que sampla desenhos animados e filmes obscuros de série b antigos. Se Madvillainy não melhorou a tua patética existência na terra, bom, desisto. Demito-me. És um caso perdido, sinceramente. O bom da coisa é que infelizmente Madlib e DOOM são pessoas que acordam de manhã e fazem cinco beats antes sequer de tomarem banho – isto partindo do princípio que tomam banho, é que podem não tomar (e estão no seu direito). Por causa disso, têm demasiados lançamentos muitas vezes auto-indulgentes. Por isso é que Madvillainy tem uma concisão e uma magia que não existe nos disco a solo de nenhum deles – e, atenção, Born Like This, o primeiro disco deste ano do DOOM (é que vem aí um novo para o mês que vem), é óptimo –, nem, convenhamos, em quase nenhum hip-hop independente que ande por aí, por muito que a tua veia DIY anti-gangsta queira que o mundo seja assim a preto-e-branco. E, foda-se, "America's Most Blunted" é – isto vindo de alguém que não se mete nisso – a melhor malha de sempre sobre marijuana.

Regozijem os fãs, que o novo disco de Madvillain, segundo a Pitchfork, já está a ser feito. E pode muito bem ter Dave Sitek, dos TV On The Radio, com convidado, bem como Mos Def. "Pode" porque esta gente nem sempre é fiável, o que pode ser um efeito secundário das drogas em demasia. Por falar em concisão e magia, já ouviste o novo do Mos Def? The Ecstatic? De que é que estás à espera? Ele desistiu daqueles álbuns chatos e francamente maus que não são nem rap nem outra coisa qualquer e lançou um clássico moderno. Acredita. Se o segundo álbum de Madvillain for um terço do que é o primeiro, ou mesmo metade do que é o The Ecstatic, o Sasha Frere-Jones não tem razão e o Blueprint 3 do Jay-Z não destruiu o rap.
Guilherme Canhão edita o segundo disco a solo, não há fome que não dê em fartura
· POR André Gomes · 26 Out 2009 · 14:38 ·
Guilherme Canhão - Chiado Terrase

2006 foi tão bom, não foi? Um concerto de Lobster por mês fazia a vontade do freguês. Na casa de banho da Universidade Católica, em casas ocupadas, em salas mais convencionais. Foi bom não foi? E agora que os Lobster estão parados, apesar de continuarem com os 101 projectos que Ricardo e Guilherme mantêm, o nosso Canhão favorito prepara-se para lançar o sucessor do belíssimo ’86. O disco chama-se Chiado Terrasse, terá o selo da Lovers & Lollypops e está para sair em breve. Nós na redacção do Bodyspace já pusemos os ouvidos no disco e o que aí vem é sinceramente muito bom. Ondas de drone, melodias fugidias, uma melancolia que já conhecíamos a ’86 e, claro, guitarras que desenham paisagens como aquela que se pode ver na capa catita do disco (artwork do senhor Luís Dourado), que mostramos pela primeira vez ali em cima. Mas porque nós somos uns mãos-largas, ainda oferecemos em exclusivo a audição em estreia de um dos temas de Chiado Terrasse, o terceiro mais precisamente, intitulado “Revólver”.

Guilherme Canhão - Revólver [mp3]

The Chamber é o novo trunfo na manga da Sublime Impulse
· POR André Gomes · 23 Out 2009 · 00:36 ·
Por estes dias na Sublime Impulse anda tudo com o pito aos saltos - desculpem a descrição. Tudo porque o projecto português The Chamber, o alter-ego do jovem João Félix, acabou de entrar para os seus quadros. Não sabemos bem como aconteceu, mas soubemos tudo em primeira mão. The Chamber cita declaradamente influências de nomes como The Beatles, Bob Dylan, Pink Floyd, Nick Drake, Syd Barrett, Beck, Paul Simon (Simon & Garfunkel), Leonard Cohen, The Velvet Underground, Lou Reed, Elliott Smith e Jeff Buckley e é de facto com os dois últimos que se pode traçar um perfil a João Félix.

Este conta-nos e coloca à frente as suas prioridades: "a minha música diz-me muito sobre mim próprio. Ela ajuda-me a compreender muitas coisas sobre mim, e é por isso que não sou capaz de a abandonar. Acho que todos nós temos necessidade de algo que reflicta a nossa personalidade, que nos mostre a nós próprios. Além disso, também é uma forma de mostrarmos a nossa personalidade aos outros de uma forma criativa e subtil. A música é isso para mim. Não espero mais nem menos dela. Prefiro não falar em aspectos comerciais... A música devia ser um refúgio de todo esse tipo de aborrecimentos.

No seu myspace existem já muitas canções que deverão ser trabalhadas para incluírem um disco de estreia, a ser editado muito provavelmente em 2010. Claro, na Sublime Impulse. João Félix acha que encontrou no selo/comunidade um "grupo de pessoas que têm muito em comum comigo, que têm o mesmo tipo de sentimento que eu tenho pela música e outras formas de expressão criativas, e isso para mim foi como que descobrir um oásis. Sei que de um encontro com eles só pode resultar algo de muito produtivo, e que aqui conseguirei fazer muito boas amizades. Porque vê-se que é a amizade que motiva toda a ideia deste colectivo. As minhas expectativas são as melhores". Os próximos capítulos desta história de amor não tardam nada em chegar.
Beach House, Patrick Watson, Little Joy e Ebony Bones no Super Bock em Stock
· POR Pedro Rios · 22 Out 2009 · 12:11 ·
Beach House (com Devotion ainda fresco e um novo disco, Teen Dream, que será editado em Janeiro de 2010), Patrick Watson, Little Joy (o novo projecto do baterista dos Strokes, Fabrizio Moretti), Ebony Bones, The Legendary Tiger Man, Voxtrot e Wave Machines são os primeiros nomes conhecidos do cartaz Super Bock em Stock 2009, avança a Antena3.

Segundo a rádio, o festival terá dois dias (4 e 5 de Dezembro), 30 bandas/artistas e decorrerá no Cinema S. Jorge I e II, Teatro Tivoli, Cabaret Maxime e noutras salas de Lisboa (que ainda serão anunciadas). Os bilhetes custam 40 euros e dão acesso a todo o festival.

O cartaz será apresentado na sua totalidade a 10 de Novembro pela Música no Coração.
Porto acolhe set com os 50 melhores singles do Bodyspace
· POR Rafael Santos · 21 Out 2009 · 23:44 ·
50 melhores singles dos 00 - bodyspace.net - André Gomes e Joaquim Durães, Café Au Lait. Teresa Ribeiro
© Teresa Ribeiro

Depois de elaborada a lista dos 50 melhores singles desta década – isto na nossa séria e honesta perspectiva –, é vez de, sem embaraços, exibi-la ao vivo. Com a chancela organizativa da Lovers & Lollypops, o set será da responsabilidade de Joaquim Durães e André Gomes (excelso Editor e Redactor desta casa, que se recusa a auto-promover por vergonha) e decorrerá no próximo dia 23 de Outubro (sexta-feira) no Café Au Lait no Porto, a partir das 23 horas.

A nossa lista pode ter dividido corações, mas ao vivo, e dentro de um espírito festivo, estamos confiantes que eles se reencontrarão com a nossa sensibilidade e razão. Por isso fica o aviso: o consenso desta vez pode ser inevitável.

Podendo, é ir.
Amerie "Heard' Em All"
· POR Bruno Silva · 21 Out 2009 · 21:55 ·
Com lançamento agendado para o início de Novembro, In Love and War da Amerie teve recentemente um intrigante segundo single. Enquanto "Why R U" revelava a Amerie em território(demasiado?) familiar, na linha de "Talkin' About" ou "Gotta Work", no modo batida groovy com a voz a fazer o resto, "Heard' Em All" faz um inusitado desvio na fórmula. De uma exuberância mais facilmente reconhecida, por exemplo, nas Pussycat Dolls, "Heard' Em All" é manifestamente uma tentativa forçada de algo mais in your face por parte da Amerie. O video é também revelador dessa mesma faceta, com a cantora a assumir uma postura claramente mais desafiadora, com o imaginário mais sleazy desenquadrado da sua própria persona. Se Because I Love It pareceu demasiado relaxado consigo próprio, In Love and War poderá vir a ter o dom de confundir. É esperar.

É possível ouvir e ver o videoclipe de "Heard' Em All" no sítio do costume.
SeixalJazz arranca amanhã
· POR Nuno Catarino · 20 Out 2009 · 16:50 ·
Arranca amanhã, quarta-feira, a 10ª edição do SeixalJazz. Nesta edição o festival da margem sul apresenta como nomes principais Joe Lovano, Kenny Werner, George Colligan e a Mingus Big Band - espectáculos que terão lugar no Auditório Municipal. Em simultâneo, os Antigos Refeitórios da Mundet acolhem durante três semanas concertos e exposições de entrada gratuita. Por esse espaço passarão Zé Eduardo Unit, Paula Sousa Quarteto, Blake Tartare (projecto do saxofonista Michael Blake), Júlio Resende Quarteto e o grande Stan Sandell Trio. Além dos concertos, o programa integra ainda um workshop de piano, espectáculos de Carlos Barretto integrados na sua exposição "Solo Pictórico", feiras do disco e sessões didácticas "O Jazz Vai à Escola". Em jeito de aperitivo aqui fica uma gravação de Joe Lovano, acompanhado de Steve Khun, a interpretar a coltraneana "Impressions".

Já há aperitivos para o novo disco de Devendra Banhart
· POR Pedro Rios · 20 Out 2009 · 15:13 ·
What Will We Be sai na próxima segunda-feira, dia 26. É a estreia de Devendra Banhart, o nosso barbudo excêntrico preferido, numa multinacional (Warner/Reprise).

Já conhecíamos Walillamdzi e agora o site we7 antecipa excertos das 14 canções do disco.
MusicBox recebe 3º Festival Jameson Urban Routes
· POR Rafael Santos · 20 Out 2009 · 13:48 ·
É já nesta quinta-feira (dia 22) que arranca no MusicBox, em Lisboa, o 3º Festival Jameson Urban Routes que este ano conta, uma vez mais, com um requintado cartaz onde se incluem as presenças de alguns dos mais iluminados nomes da nova música urbana nacional e internacional como DJ Ride, Mocky, Cibelle, Andreya Triana, Tora Tora Big Band, Cacique 97, Jazzanova, entre outros.

No primeiro dia actuam os Bezegol, Dj Ride & The Beat Bombers e Motown Junkie. No segundo estão agendadas as presenças da brasileira Cibelle e Andreya Triana, a nova menina bonita da nu-soul britânica. No sábado além dos magníficos Cacique 97 enriquecerem o espaço com o seu afro-beat tuga, também os sempre eclécticos Jazzanova farão tudo para entreter as massas mais exigentes.

A segunda parte deste Festival Jameson Urban Routes decorrerá no fim-de-semana seguinte, havendo ainda espaço em cartaz para as actuações de Mocky, Tiguana Bibles e Markus Kienzl (dos Sofa Surfers), no dia 30 de Outubro, e Tora Tora Big Band, OliveTree Dance e Ori Shotnez (dos Balkan Beat Box), no dia 31 de Outubro.

Este festival conta ainda com os DJ Sets de senhores como TM Juke, Rui Murka, Mr. Bird, Mr Mute, Tiago Santos, DJ Nery , Mike Stellar e X-Acto. Para mais informações sobre esta 3ª edição do Festival Urban Routes podem consultar o site do MusicBox.
Big Boi dá uma lição de classe em "Shine Blockas", um dos singles do ano
· POR Rodrigo Nogueira · 20 Out 2009 · 12:52 ·
É muito complicado para mim explicar o que sinto por "Int'l Player's Anthem", o single de 2007 dos UGK com o Andre 3000 e o Big Boi dos OutKast. Tenho a impressão de que é amor. Amor a sério. Como o John Coltrane amava a Naima. Como o estudante ama o professor. Como o profeta ama Khadija. Etc. Não consigo realçar nenhum momento. Não há nenhuma das estrofes dos quatro rappers, virtuosos do rap se alguma vez houve virtuosos do rap, que não seja menos que genial. Talvez a divisão peculiar de palavras que o Andre 3000 faz. "You know we got your back like chiroprac-tic"? Foda-se. E a maneira como o beat dos Three 6 Mafia se adapta às idiossincrasias de cada um, com o Willie Hutch e um coro de mulheres lá atrás a cantar "I choose you", é indescritível. Quando me casar, o Al Green vai, como reverendo, celebrar a cerimónia, e depois vai cantar no copo d'água. Só vai haver uma canção gravada a tocar. É essa. E mesmo assim deixo-o cantar um bocadinho – é o Al Green, porra, pode fazer o que quiser, até o deixo beijar a minha noiva, sem problemas.

E agora é como se houvesse uma sequela. Ainda não decorei, naturalmente, todos os versos, ainda não chateei ninguém a mostrar a minha destreza a recitá-los quando a canção está a tocar, mas isso há-de vir um dia destes. São só dois rappers, e só um deles é que esteve envolvido nesse que é um dos melhores singles da década, sem tirar nem pôr. Big Boi e Gucci Mane atiram-se a uma batida samplada daqui, com um vibrafone em evidência, e rimam como se fossem os melhores rappers do mundo. Quem disse que o sul não pode ter classe? Aqui tem classe a rodos, para dar e vender. A canção envolve um refrão propriamente dito – algo que não havia no "Int'l Player's Anthem" – com o Gucci Mane a dizer "I'm on my grind, shawty / don't block my shine, shawty" e violinos e gritos por trás, com uma voz chopped & screwed a dizer "hold up" e o caraças. Está um pouco por todo o lado, mas remeto para os 2dopeboys, o primeiro link que estava a funcionar no meu search do Google Reader quando procurei isto. Vou ter de repensar a minha política das canções que o Al Green não canta, e sugiro já que fica muito bem numa compilação – que ainda está a ser feita –, entre a "Int'l Player's Anthem" e "Hate it or Love it", do The Game com o 50 Cent (uma das poucas coisas realmente boas do Fiddy).
Wingman, perdão, Neutral Reporter lança novo site, "coisa" para mostrar os seus trabalhos
· POR André Gomes · 19 Out 2009 · 23:32 ·
André Tentúgal, por Kap Bambino
Uma das fotos inéditas de André Tentúgal, de Kap Bambino, em exclusivo no Bodyspace

Wingman, perdão, Neutral Reporter, perdão, André Tentúgal, guitarrista de Alexandre Monteiro na coisa Weatherman, lança em breve um website que será em parte o espelho do seu trabalho recente. O site foi desenvolvido pela This is Pacifica e estará online em meados de novembro: "será o pano de fundo para os trabalhos que tenho vindo a fazer ultimamente", conta André Tentúgal ao Bodyspace. "Não será uma montra.. mais uma espécie de showreel. O site vai focar sobretudo o meu trabalho vídeo e fotográfico (que nunca disponibilizei em nenhum outro lado - flickr, deviantart...) por isso de certa forma ira trazer alguns trabalhos inéditos, sobretudo trabalho documental relacionado com músicos e bandas." O site terá também outros projectos criativos, alguns já realizados e outros work in progress noutras áreas nomeadamente a street-art.

André Tentúgal espera com este site "criar uma maior homogeneidade nos meus trabalhos e dar-lhes finalmente um lar". Contínua. "O site não será um reflexo de um sentimento ou "feeling" que caracterizam o meu trabalho. O próprio ambiente do site estará em constante mutação. Foi configurado para consoante o que eu estiver a sentir num determinado momento consiga nele transpor exactamente isso, através de um vídeo ou de um trabalho fotográfico. Com uma componente sonora sempre presente também".

André Tentugal já trabalhou com vários projectos nacionais nomeadamente Old Jerusalem, X-Wife, The Weatherman, Mind da Gap, Os Tornados, Sandy Kilpatrick, e tem iniciado trabalho com alguns nomes internacionais como é o caso dos Kap Bambino que em breve irão visitar de novo o nosso país.

A coisa, a montra que não é montra, o espelho, o work in progress; estarão todos no site de Neutral Reporter já no próximo mês.
O Plano B foi pequeno para receber o grande Silverio, ainda há suor naquelas paredes
· POR André Gomes · 19 Out 2009 · 23:27 ·
Silverio no Plano B, Porto. Por Angela Costa
© Angela Costa

No sábado passado eles e elas acotovelavam-se para deitar as vistas em cima de Silverio (o Plano B estava a abarrotar), que arrancou e fechou a noite ao som de “Yepa Yepa Yepa” e que espalhou por todos pozinhos de um disco/techno/sabemos lá o quê que teima em não querer sair de dentro dos nossos/vossos corpos deles. Silverio fica com roupa no seu durante pouco tempo – quando mostra “El Dedo Suizo” já só veste umas cuecas vermelhas em tudo reveladoras - e por momentos é o embaixador nu do México, correndo entre e afugentando o público, levando meninas para palco e enfiando o microfone junto da sua genitália. Inesquecível, como sempre, portanto.

E não, a primeira foto não tem dedo do Photoshop - e muito menos suíço. É que Silverio é tão grande que numa foto quis aparecer duas vezes.

Silverio no Plano B, Porto. Por Angela Costa
© Angela Costa
Os BLAKROC juntam os Black Keys ao hip-hop, viva os BLAKROC
· POR André Gomes · 19 Out 2009 · 13:39 ·
Chamam-se BLAKROC e são o encontro entre os rockeiros Black Keys e uma parada de mestres do hip-hop: Mos Def, Q-Tip, RZA, Raekwon, Ol’ Dirty Bastard, Pharoahe Monch, Ludacris, Jim Jones, Nicole Wray, NOE e Billy Danze (M.O.P). Os BLAKROC preparam-se para mostrar serviço no dia 30 de Novembro na V2/Cooperative Music, mas por enquanto é possível ouvir um cheirinho da união no Bodyspace. O Black Keys Dan Auerbach, do que aí vem, disse: “no samples were used on the record, it’s all live instruments and live vocals”.

As gravações começaram no inicio do Verão em Brooklyn com os temas de Mos Def a avançarem primeiro. Nas semanas seguintes os outros dez nomes juntaram-se à festa para dar o seu contributo num disco que promete agradar a rockeiros e hip-hopers. RZA atira: "It was fun and refreshing to work with The Black Keys on the project… We all had one common denominator - The Love of Music". Q-TIP também dispara: "Experimenting with different sounds and genres of music has always been important to me. While collaborating in the studio with The Black Keys and Damon Dash may seem like an unusual fit, it felt natural. We were able to bring our own unique strengths and experiences together, that signifies the true artistry of music. I think this is something that all fans of music will appreciate".

A coisa, "Ain't Nothing Like You (Hoochie Coo)" soa assim:

BlakRoc - Ain't Nothing Like You (Hoochie Coo)

O regresso dos Deadbeat
· POR Rafael Santos · 19 Out 2009 · 12:36 ·
Desaparecidos desde 2000, quando editaram o álbum de estreia Loungin, os Deadbeat, de Damian Stanley, Ged Day e David Estella, regressam em 2009 com o seu segundo registo de originais intitulado Made In The Shade, editado pela Wax On Records (gerida por George Evelyn dos Nightmares On Wax). O novo álbum, uma extensão sonora do Verão que já lá vai, mantém a sonoridade que os caracterizou no final da década passada, continuando a oferecer-nos um ensopado de soul, dub, hip-hop, jazz e funk, tudo em slow motion e num tom lounge.

Aqui fica como aperitivo "Breathe", a primeira amostra de Made In The Shade:

Novo disco de Linda Martini no primeiro trimestre de 2010
· POR Pedro Rios · 18 Out 2009 · 15:31 ·
Os Linda Martini vão entrar em estúdio para gravar o sucessor de Olhos de Mongol. O segundo álbum da banda deverá ser editado no primeiro trimestre de 2010 e deve seguir a abertura estilística verificada no EP Marsupial, revelou o baterista Hélio Morais ao Bodyspace.

No fim deste mês a Optimus Discos vai editar Intervalo, EP dos Linda Martini gravado ao vivo em estúdio, que integrará uma versão de "Adeus Tristeza", de Fernando Tordo, presença regular nos concertos do grupo.

Já os If Lucy Fell, a outra banda de Hélio Morais, que agora acumula também funções nos novos PAUS, estão "há muito" a escrever um novo disco, mas antes vão gravar um EP.

Eis um registo, gravado no programa 3 Pistas da Antena3, dos Linda Martini a interpretarem "Adeus Tristeza", de Fernando Tordo.


Adeus Tristeza - Linda Martini
Silverio está entre nós, a Cândido dos Reis nunca mais será a mesma
· POR André Gomes · 17 Out 2009 · 14:32 ·
É música para mover o esqueleto, é o inconfundível Silverio. A personagem, o performer, o músico, o louco. Está entre nós outra vez, hoje às 2 da manhã no Plano B, rua Cândido dos Reis, no Porto, depois de uma actuação inesquecível no ano passado no TRAMA festival, na Casa da Serralves. Nunca se sabe o que vai acontecer mas uma coisa é certa: a festa cumpre-se sempre. E não faltará com certeza a maluqueira que é "Yepa Yepa Yepa" ao vivo, o tema que se escuta e se vê e se sente neste vídeo que mostramos de seguida. Venham para se destruírem a vocês mesmos.

"Why the people laugh?"

Pedro Gomes (Filho Único/CAVEIRA) fala sobre Black Woman de Sonny Sharrock no Maria Matos
· POR Pedro Rios · 17 Out 2009 · 11:51 ·
A segunda sessão Super Disco, uma iniciativa da loja de discos Flur no Teatro Maria Matos, é hoje e o convidado é Pedro Gomes, promotor de concertos (é um dos fundadores da Filho Único) e guitarrista (nos seus CAVEIRA, que, para nosso descontentamento, têm andado algo adormecidos, em participações com músicos como Sei Miguel ou a solo).

A ideia das sessões Super Disco (que na primeira sessão contaram com o jornalista do "Público" Vítor Belanciano), que decorrem no Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa, é pôr um convidado a falar sobre um disco que o tenha marcado. “Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala”, explica a Flur.

Nesta sessão (às 18h30, entrada gratuita, lotação limitada), Pedro Gomes fala do álbum Black Woman (1969), assomo free-jazz-espiritualista do guitarrista Sonny Sharrock. "Gomes parte deste disco também como pretexto para falar sobre outros guitarristas que admira, a vontade em partilhar a música de que gosta através dos espectáculos que programa e ajuda a organizar, e a sua própria experiência como músico", acrescenta.
LCD Soundsystem trazem "Bye Bye Bayou" de Alan Vega para territórios disco
· POR Pedro Rios · 17 Out 2009 · 11:50 ·
James Murphy dos LCD Soundsystem

Os LCD Soundsystem têm uma canção nova. "Bye Bye Bayou", uma versão de uma canção do disco de estreia a solo de Alan Vega (Suicide), é um maravilhoso tema de disco, com a voz de James Murphy diferente do habitual (arrisca falsete, canta em sussurro sexy, na boa tradição dos Suicide, o eco da voz é reforçado). O original é fabuloso, mas somos capazes de afirmar que os LCD Soundsystem elevaram-no à estratosfera.

A canção vai entrar num vinil de 12'' (que será vendido em lojas de discos independentes a 7 de Novembro) e em mp3 (24 de Novembro), mas já pode ser ouvida um pouco por todo o lado.

James Murphy já afirmou, na página dos LCD Soundsystem no Facebook, que "Bye Bye Bayou" não vai figurar no novo álbum da banda, com edição agendada para Março.
“Thank you very much, Chile!"
· POR Rafael Santos · 16 Out 2009 · 09:28 ·
Há boas notícias. E depois há notícias de merda porque há músicos que percebem tanto de geografia como de mirmecologia. Desta vez foi Dave Gahan dos Depeche Mode agradecer ao maravilhoso público do Chile pelo fantástico concerto que estava a realizar no... Peru. “Thank you very much, Chile!" berrou o pobre idiota no dia 13 perante uma plateia de 30.000 espectadores que, na sua maioria, nem se apercebeu do disparate. Enfim, “Wrong” mas sem mágoas.

Este tema foi interpretado ao vivo em Fevereiro nos Echo Awards em Berlim:



Os PAUS inventaram o smooth-stoner movido a bateria siamesa
· POR Pedro Rios · 16 Out 2009 · 02:05 ·
A "bateria siamesa"

Os Vicious Five morreram, vivam os PAUS! É assim mesmo que se chamam, PAUS, e, pelo que mostram no seu MySpace ainda a cheirar a fresco, não estão nem perto dos Vicious Five. Nem tinham que estar, claro: a banda é formada por Joaquim Albergaria, ex-vocalista dos Vicious e baterista dos CAVEIRA, e Hélio Morais (If Lucy Fell, Linda Martini), ambos na bateria, Makoto (Riding Pânico e If Lucy Fell) e Shela (If Lucy Fell).

"Mudo e Surdo", a demo da canção que colocaram no MySpace, é um alienígena monstro de bateria ribombante, um baixo que inventa um novo género (smooth-stoner?), vozes sem palavras, sintetizadores e uma passagem que recorda coisas como os From Monument to Masses.

A estrela da companhia é a "bateria siamesa", como eles lhe chamam. "A ideia começou de uma conversa que tivemos sobre a possibilidade ou interesse de tocarmos com duas baterias pegadas pelo mesmo bombo", conta Albergaria ao Bodyspace. "O primeiro ensaio, tal como qualquer primeiro ensaio, não foi nada de especial, mas deu para perceber que o potencial polirrítmico do instrumento e que a química que existia entre nós os quatro (...) era qualquer coisa de nova e desafiante".

Esse primeiro ensaio, no espaço Avenida, em Lisboa, foi especial. "Há pouco menos de um ano tocámos pela primeira vez juntos na Avenida. Queríamos que o primeiro ensaio de sempre fosse assistido. Quase como um princípio testemunhado, um começo para a história partilhado com mais pessoas", recorda.

Depois, o trabalho foi fundamentalmente entre Hélio e Albergaria, que exploraram as potencialidades da "bateria siamesa". "Outra coisa que decidimos, simplesmente porque podíamos e não nos apetecia aborrecer no estúdio, foi atrevermo-nos a irmos com as músicas o mais abertas possíveis para estúdio. Objectivamente, isto quer dizer que o que levámos para gravar são ritmos e fills de bateria e depois reagimos. É sempre uma surpresa e há um oportunidade sempre presente de falharmos e isso é o que nas dá a tusa para fazermos as músicas assim. Acho que essa tensão se sente no resultado final".

Em comum, os membros dos PAUS têm um passado (e um presente) ligado à cena hardcore de Lisboa. O hardcore tem influência no que fazem agora? Albergaria diz que sim: "Se não por outras coisas, pelo facto de insistirmos em por-mo-nos fora de pé naquilo que fazemos. Propormo-nos a fazer coisas que não sabemos fazer implica um atrevimento e inconsequência ensinado com bastante paixão e entusiasmo em todos os discos de punk e concertos de hardcore que passaram pelas nossas vidas. Queríamos ir onde não tínhamos ido ainda. A viagem começou agora. Vamos ver".

Para já não há planos para um disco. A banda vai voltar para o estúdio e "fazer mais coisas". Dois temas novos devem aparecer em breve no MySpace. O primeiro concerto é no próximo 30 no Passos Manuel, no Porto. "Vamos tocar o que temos e começar a perceber como funciona este bicho ao vivo. Posso-te assegurar que estamos com muita vontade para tocar. Isso é o melhor de ter uma banda", antecipa.
Bebel Gilberto apresenta All in one ao mundo e em Portugal
· POR André Gomes · 16 Out 2009 · 01:42 ·
Tem voz de veludo e tem razões para isso. É filha de João Gilberto e Miúcha, sobrinha de Chico Buarque e por isso a música corre-lhe nas veias. Não é mentira: Bebel Gilberto é uma das mais talentosas interpretes Brasileiras da sua geração - e uma daquelas que quis sair do país para atingir sucesso. O seu novo disco, All in one, apresenta canções originais ao lado de versões de temas de João Gilberto, Bob Marley, Carmen Miranda e Stevie Wonder. O álbum, o número 4 da discografia de Bebel - e o primeiro para a Verve - conta com uma luxuosa lista de participações: Mark Ronson, responsável por alguns dos êxitos de Amy Winehouse e Lilly Allen, John King, Didi Gutman (dos Brazilian Girls) Carlinhos Brown e Daniel Jobim (neto de Tom Jobim). All in One tem apresentação marcada para Portugal, em Lisboa, na Aula Magna, no dia 26 de Outubro.
2010 também tem Dead Combo: novo disco a caminho
· POR André Gomes · 14 Out 2009 · 14:31 ·
Nos dias 20 e 21 de Novembro os Dead Combo, uma das melhores coisas que aconteceu à música portuguesa nesta década que se aproxima do final, irão estar no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, para fechar a digressão com que supostamente visitaram todo o país - o duo é daqueles projectos que parece, felizmente, numa digressão constante. Estes dois concertos no próximo mês irão contar com vários convidados especiais: Alexandre Frazão (bateria e percussão), Ana Araújo (piano), João Cabrita (saxofones), João Marques (trompete) e Jorge Ribeiro (trombone). Promete, portanto.

Ao mesmo tempo será também lançado o primeiro registo ao vivo do grupo, gravado em Novembro de 2008 no Hot Clube de Portugal, que conta como convidado o baterista Alexandre Frazão. O álbum, com o selo Dead & Company, será lançado no início de Novembro e terá duas edições: uma edição limitada em vinil a cargo da Rastilho Records (que muito tem apostado neste formato nos últimos tempos) e uma edição simultânea em CD, distribuído mais uma vez pela Universal Music Portugal.

Mas as novidades não se ficam por aqui. Em 2010 será lançado o quinto álbum de originais do grupo que contará com convidados internacionais de peso. Para a edição deste novo registo será também produzido um booklet de 96 páginas contendo fotografias de fotógrafos convidados bem como de fãs do grupo. Enquanto esperamos por tamanhas boas novas, aqui fica o videoclipe da excelente "Putos a Roubar Maçãs", do último disco dos Dead Combo.

Nuno Prata edita Deve Haver em 2010
· POR André Gomes · 14 Out 2009 · 10:34 ·
A pré-produção do novo disco de Nuno Prata começou há já algum tempo. O ex-Ornatos Violeta está a gravar no estúdio do Hélder Gonçalves (O Nosso Gravador), a quem cabe o trabalho de produção do disco. Ao Bodyspace Nuno Prata contou que o disco chamar-se-à Deve Haver e sairá no próximo ano, mas ainda não tem data nem modo de edição definidos.

Nuno Prata conta mais: "retomaremos a pré-produção na próxima semana, que tem vindo a ser feita a intervalos desde a segunda semana de Setembro; terminará no fim de Outubro. Estão já gravadas 14 canções de 19 disponíveis; ao contrário do que aconteceu no primeiro disco, não serão todas editadas, o alinhamento final resultará uma selecção destas. À semelhança do que aconteceu no primeiro disco, todos os instrumentos estão a ser gravados por mim e pelo Nico Tricot".

Este será o segundo disco de Nuno Prata a solo depois de Todos os Dias Fossem Estes/Outros. Fica aqui um vídeo para a canção "Hoje Quem?", feito por Daniel Neves, que colabora regularmente com os Dead Combo.

Os Excepter levaram flautas e percussão para a praia e fizeram o seu disco mais louco
· POR Pedro Rios · 13 Out 2009 · 23:56 ·


Os Excepter estão de regresso para nosso contentamento. São uma das melhores coisas que surgiram na música que interessa: já fizeram de tudo um pouco, desde canções-fritanço ("Kill People" à cabeça) a jams de sintetizadores em slow motion dolentemente sensuais.

Agora, captando um certo espírito do tempo (a pop anda cheia de praia - Ducktails, Best Coast, Sun Araw - e este Outono está quente, quente, deus o tenha), voltam-se para a praia. Praia, mas marada, claro: Black Beach sai na próxima segunda-feira, dia 19, na Paw Tracks (edição única em vinil de 12"com um DVD, limitada a 500 exemplares).

John Fell Ryan, o líder do projecto, fez chegar o disco em mp3 ao Bodyspace e as primeiras impressões são felizes. "Sand Dollar" e "The Black Beach" lembram uns No-Neck Blues Band (NNCK), com água ao fundo a fornecer um drone natural, cíclico e eterno, e vontade de fazer música fracturada, sem princípio nem fim, pura invocação ritualística, sem deus. "Castle Morro" (que pode já ser ouvido na Fact, por exemplo) acrescenta à toada improv uma batida tecno alienígena, repetitiva e doentia – porreiro. Quando a coisa evolui, pensamos o quão bom termos os Excepter a fazer um disco voltado para a pista.

Contas feitas, este é o disco mais louco dos nova-iorquinos. O que diz muito da loucura que para aqui vai.

Mas ainda não vimos o DVD – e John Fell Ryan diz-nos que assim é que captaremos o impacte total de Black Beach. O filme foi realizado por Harrison Owen e capta performances ao ar livre na mítica praia californiana Big Sur. Os extras incluem um concerto no The Echo, em Los Angeles, alguns loops bónus ("Pismo Pool" e "(Waves)") e "outras surpresas", informa a Paw Tracks. A música foi gravada ao vivo (ouve-se o mar, flautas e instrumentos de percussão), com processamento electrónico e produção adicionados mais tarde.

Com base no que ouvimos, fizemos duas perguntas a John Fell Ryan utilizando um meio que ele muito preza: o Facebook (é muito porreiro segui-lo).

A começar no título e a acabar no que ouvimos: este é um disco mais negro do que o anterior?

Fizemos as gravações na nossa digressão na costa oeste americana no ano passado, que correu bastante mal e foi bastante "stressante": custou muito dinheiro, montes de concertos foram cancelados, pouca gente a ver-nos. Estávamos quase a ejectar-nos do negócio da música. Para nos sentirmos melhor, decidimo-nos focar em gravar música e vídeos. Mesmo assim, o ambiente negro domina.

Fomos para estas praias com muito pouco: alguns instrumentos de percussão e flautas. Eu estava no modo mute. Não tinha nada para dizer, sem canções, nem direcção. Estávamos "perdidos". A única coisa que fazíamos era observar os vastos e cósmicos movimentos do oceano e do sol.

Com uma audição apenas, noto que o disco que dispensa as canções e é totalmente improvisado. O tema "The Black Beach" lembrou-me até os NNCK, onde já militaste...

Há uma vibe próxima dos NNCK que se sente em mais coisas. Quando os NNCK iam em digressão eu procurava montar concertos no exterior no meio do nada. Tocávamos na mata ou no cume de montanhas do deserto. Não há grande diferença entre tocar para 50 pessoas ou para ninguém. Ao menos Deus está a ouvir.
King Midas Sound: Nova aposta da Hyperdub
· POR Rafael Santos · 13 Out 2009 · 16:28 ·
Os King Midas Sound são uma das apostas fortes da Hyperdub para este fim de ano. Pronto a ser editado já no próximo mês de Novembro, Waiting For You, o nome do disco de estreia, é o culminar da interessante colaboração entre o vocalista Roger Robinson e o sempre suspeito Kevin Martin, o cérebro por trás de projectos como The Bug, Ladybug, Pressure ou The Cult Of The 13th Hour. Este projecto King Midas Sound, algures entre o hip-hop abstracto e o dubstep, tornou-se um dos nomes mais interessantes do catálogo da editora gerida por Kode 9 com apenas dois máxis (Cool Out e Dub Heavy - Hearts & Ghosts), uma participação no primeiro volume de Box of Dub da Soul Jazz Records e outra no recentemente editado 5: Five Years of Hyperdub. O tema incluído nesta última colectânea chama-se "Meltdown" e é uma espécie de primeiro avanço de Waiting For You. Aqui fica para escuta.

Os Vicious Five acabaram
· POR Miguel Arsénio · 12 Out 2009 · 21:40 ·
Vicious Five por Vera Marmelo
© Vera Marmelo

Os Vicious Five anunciaram o seu fim. O Bodyspace partilha as palavras da banda e tece a sua homenagem.

Um fim não é um fim em si, é uma hipótese de começar outra vez.

E o fim da história que vão ler agora, é o começo de cinco novos capítulos: os The Vicious Five vão deixar de tocar juntos.

A história que começou há seis anos atrás com os cinco putos de Lisboa a quererem tocar alto e fazer as pessoas dançar, acaba agora ainda com o mesmo sorriso nos lábios. E muito sinceramente, explicações são devidas na medida em que explicações são possíveis.

Começamos esta banda porque queríamos fazer a música que queríamos ouvir e não a encontrávamos em lado nenhum. Fomos descobri-la dentro de uma garagem, dentro de nós. Continuamos com esta banda porque o prazer que recebíamos de volta do tempo e trabalho que lhe oferecíamos todos os dias , compensava, sentíamo-nos retribuídos e muito mais vivos ao fim de cada ensaio, de cada gravação, de cada concerto. E The Vicious Five, a música que fizemos e tudo o que vivemos juntos ensinou-nos muito. Conseguimos dizer hoje, que somos pessoas melhores por termos decido construir isto juntos.

E é por respeito ao que construímos juntos que tivemos de parar para pensar e conversar. A verdade é que no último ano nos fomos sentindo menos juntos, e começamos a perceber que o que púnhamos na banda não vinha devolvido na mesma proporção. E como em qualquer parceria ou casamento, cada um dá o que quer receber.

Digamos que se tornou evidente uma escolha – manter amigos e abrir mão de uma banda ou manter uma banda, perder amigos e passados alguns meses perder a banda.

Sempre quisemos ser positivos e independentes em tudo o que fizemos, firmes crentes no amor, na honestidade e na autonomia, não queremos agora deixar que a vida decida por nós, a maneira como acabamos ou começamos as nossas histórias, nem queremos que o que construímos de bom e positivo fique manchado por não termos sabido parar quanda era altura de parar, nem considerar-nos uns aos outros.

Estamos orgulhosos do que fizemos. Com o que vivemos e aprendemos juntos, cada um de nós vai continuar a fazer música e enquanto houver um puto insatisfeito que insista em perguntar “porquê?” a nossa música há-de estar viva. Contamos com vocês para continuarmos a fazer o novo baile e para se continuar a espalhar o amor como se fosse manteiga.

Obrigado a todos, por tudo.
Stay horny, stay hungry, be thirsty.

Sempre vossos,
The Vicious Five




O Vício nos Vicious Five

Depois de muita persistência, o Quim acabaria por me vender o The Electric Chants of the Disenchanted por qualquer coisa como 5 euros. Por algum motivo, que ainda hoje desconheço, as cópias que ele tinha do EP estavam contadas e partiam daquelas escadas da FCSH (em Berna) para parte incerta. Era natural a vontade de conhecer a música dos Vicious Five, depois de tudo o que me tinha dito o João Vairinhos (baterista dos também extintos Day of the Dead) sobre como eram bons, reunidos naquela nova formação, assim como nas anteriores bandas (sem saber da associação, eu já curtia a metade da cassete que os O.B. partilhavam com No Class Youth).

Além disso, alguns momentos de convívio tinham sido suficientes para reconhecer a capacidade do Quim como entertainer. Ele que até já tinha caído em graças quando optou por “Tired of Sex”, de Weezer, para abrir uma compilação sua de temas favoritos (com um All-Star clássico colado na capa). As longas negociações revelaram-se recompensadoras, assim que percebi que The Electric Chants of the Disenchanted era tecnicamente impressionante, apesar de ter sido gravado com os meios de uma edição de autor (o vídeo gravado pela mesma altura é hoje uma raridade). O texto sobre copyright, perspectivado como direito a copiar e voltar a dar, fazia todo o sentido no interior de um EP, que “cortava e colava” as partes dispersas de uma grande Lisboa, que haveria de aprender a rockar e a abanar o corpo com os Vicious Five. Também é verdade que os Vicious Five do primeiro EP soavam muito a Blood Brothers, e essa comparação haveria de andar no meu bolso durante meses, pronta para ser disparada quando o Quim decidisse atacar o nome dos NOFX, tantas vezes envergado nas minhas t-shirts.

Mas qualquer vontade de denegrir os Vicious Five caiu em saco roto, quando, em 21 de Maio de 2005, cumpriram impecavelmente a primeira parte de Ex-Models, na Zé dos Bois, estreando algumas músicas do fabuloso Up On The Walls, entre as quais "Your Mouth is a Guillotine", logo de rompante. Sem pestanejar, diria que escutar "Your Mouth is a Guillotine", sentindo na pele aquela atitude de assalto, foi um dos mais marcantes momentos de rock nacional vividos em Lisboa como cidade “aqui e agora” (Here is Now). O animal estava fora da jaula e os Vicious Five tocaram tantas vezes Up On the Walls, de norte a sul do país, que chegou a ser aconselhável moderar essa regularidade para criar fome no público. Agora vão ser duros os anos de jejum que se avizinham.
Gala Drop à conquista da Europa à boleia de Ben Chasny
· POR Pedro Rios · 12 Out 2009 · 13:06 ·
Ben Chasny (Six Organs of Admittance) já o tinha anunciado ao Bodyspace. Faltava a confirmação, que chega agora.

Os portugueses Gala Drop, autores de um dos mais belos discos do ano passado, vão andar com Six Organs pela Europa numa mini-digressão que começa a 25 de Novembro em San Sebastián, em Espanha. Seguem-se cidades da Holanda, França, Bélgica e Reino Unido - o Myspace dos Gala Drop não refere nenhuma data em Portugal.

"Ambas as bandas soam completamente diferentes, mas muito complementares. O CD deles tocou constantemente no carro durante meses e meses", disse Chasny na entrevista ao Bodyspace.

Antes, os Gala Drop actuam no Sonic Scope, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, a 25 de Outubro – festival com cartaz de luxo, que inclui The Beautiful Schizophonic + Laetitia Morais, Osso Exótico e Variable Geometry Orchestra.

Eis o teledisco que Alexandre Estrela fez para o vaporoso "Crystals" dos Gala Drop:

Jacinta regressa à Blue Note com Songs of Freedom
· POR Nuno Catarino · 09 Out 2009 · 15:44 ·
A cantora Jacinta tem disco novo. Tem por título Songs of Freedom e reúne interpretações de clássicos pop-rock. Pode não ser um disco de redenção, mas marca o regresso da portuguesa à editora Blue Note, onde editou o seu primeiro álbum, A Tribute to Bessie Smith. Neste novo disco a voz de Jacinta está acompanhado pelo piano de Pedro Costa e pelo saxofone de Paulo Gravato e músicas bem conhecidas de Bob Marley, Bee Gees, Beach Boys e Stevie Wonder ganham novas roupagens, ajazzadas. O projecto surgiu a partir de uma série de concertos no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz e agora transforma-se em disco. A capa é gira.

Jacinta - Songs of Freedom
Vem aí uma "coisa" dos Animal Collective, não sabemos o que é mas já há quem salive
· POR André Gomes · 09 Out 2009 · 00:02 ·
O que é ao certo não sabemos. Sabemos que se chamará Fall Be Kind e que sairá na Domino a 8 de Dezembro de 2009. E que a Amazon já tem uma página para "A Coisa". Suspeitamos que não seja um novo modelo de sapatilhas ou bases para copos - a partir daqui pode ser tudo. Será editado em vinil, isso sim sabemos. A ser um novo álbum seria o sucessor do muito elogiado Merryweather Post Pavillion, a ser um EP será o sucessor do bonito Water Curses. Todos parecem inclinados para o último, até devido ao preço: cerca de 11 dólares.

Para que aguentem os nervos e evitar taquicardias, e até para compensar o facto de isto ser muito uma noticia, aqui fica o vídeo sui generis para a fabulosa "My Girls":

Animal Collective fazem de "Love Like a Sunset" dos Phoenix matéria planante
· POR Pedro Rios · 08 Out 2009 · 15:53 ·
O original é uma longa peça quase instrumental que no final se transforma em coisa acústica, com poucas palavras centradas no título da canção. Os Animal Collective, fãs de longa data da banda de Paris, elevam-na à quinta potência de felicidade e radiação, pegando num pedaço da primeira parte, mas focando-se essencialmente na segunda. Começa suavamente, com a voz de Thomas Mars feita plasticina, encharcada em eco. A percussão vai crescendo de intensidade e de repente estamos em território completamente Person Pitch, uma das obras-primas que a trupe Animal Collective deixou nesta década. A melodia de teclados da primeira parte do original transforma-se num rodopio digital, menos determinista, mais dado ao sonho, mas, no fim, de contas isto é mais uma canção dos Animal Collective do que uma dos Phoenix – e é isso que define, em grande parte, uma boa remistura. E esta é fabulosa.

Leitor mp3


[Tema incluído em Wolfgang Amadeus Phoenix (Remix Collection), ed. Glassnote/Loyauté, 13/10/09]
TRAMA enche a cidade do Porto de música - e não só
· POR André Gomes · 08 Out 2009 · 15:05 ·
Começa dentro de poucas horas a 4ª edição do Festival TRAMA, que vem novamente "reunir o núcleo de programadores do Auditório de Serralves, do brrr Live Art e da Matéria Prima na criação de um programa que se deseja representativo da criação performativa actual e recíproco na relação com os públicos, artistas e parceiros envolvidos". Hoje arranca com a estreia absoluta em Portugal de "ATOM", colaboração entre Robert Henke (o senhor Monolake) e Christopher Bauder. A promessa é de balões e de um "exercício de desconstrução que nos leva à essência da luz, do movimento, do som; acima de tudo à essência da colaboração, essencial para o funcionamento de qualquer máquina". Acontece tudo às 21:30 de hoje no belíssimo Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto. A experiência final é o que se pode ver no vídeo em baixo.

O Festival TRAMA continua sexta-feira, sábado e domingo com nomes como Sir Alice, KK NUll, Soft Circle, entre outras excelentes propostas que podem ser consultadas no site do TRAMA.

Festival Future Places 2009 acontece no Porto em Outubro
· POR André Gomes · 08 Out 2009 · 09:51 ·
Mais boas noticias para a cidade do Porto, musicalmente falando - entre outras coisas. O Future Places, festival de media digitais, regressa ao Porto, Portugal, entre 13 e 17 de Outubro 2009, e debruça-se sobre a importância dos media digitais enquanto agentes de desenvolvimento nas culturas locais.

Comissariado por Heitor Alvelos (Universidade do Porto) e Karen Gustafson (Universidade do Texas - Austin), o festival conta com uma programação gratuita diversificada, ao incluir workshops relacionados com os media digitais, conferências, seminários, concertos, performances, competição de projectos, flashmob, exposições e a emissão da radiofutura, rádio oficial do Future Places.

Da edição de 2009 do Future Places destacam-se as presenças de Hugh Forrest, Event Director do Interactive Festival no SXSW (South by Southwest), e júri do Festival, assim como Jon Wozencroft, director da editora Touch, Steven Devleminck, director do programa Transmedia Brussels, Marc Behrens, músico e field recordist, Bruce Pennycook, da Butler School of Music – University of Texas, Zach Smith, do projecto Thingiverse, e Golan Levin, da Carnegie Mellon University, entre outras figuras de importância internacional nos media digitais.
Porto e Lisboa cantam “Blind” dos Hercules and Love Affair em Dezembro
· POR Pedro Rios · 07 Out 2009 · 21:32 ·
Foi em 2008, uma eternidade nas contas da pop, mas não esquecemos “Blind”, a canção mais conhecida dos Hercules and Love Affair, o projecto de Andy Butler. “Blind” mantém-se como caso exemplar de como a música de dança pode ter um gigante coração lá dentro. Antony ajudava, claro, com aquele vozeirão em tremeliques, com tanto de drama queen como de animal da pista. Agora, diz o MySpace do projecto, Hercules and Love Affair vêm ao Porto (Casa da Música, 4 de Dezembro) e Lisboa (Lux, 5 de Dezembro).

E, porque esta canção não cansa, eis o teledisco de "Blind", hino da música de dança de coração aberto:

Jane Birkin vai estar entre nós
· POR Nuno Catarino · 07 Out 2009 · 13:12 ·
Ela é uma das mulheres mais belas do mundo. Cantou com Serge Gainsbourg o épico húmido “Je t’aime (moi non plus)”. Viveu com Gainsbourg, com John Barry (o compositor responsável pela música dos filmes James Bond) e com o realizador Jacques Doillon. É mãe de duas das moças com mais pinta dos nossos dias, Charlotte Gainsbourg e Lou Doillon. A Hermés homenageou-a, dando o seu nome à sua mala de mão. E, além desta vida imensa, Birkin canta. Nunca deixou de cantar, desde os 60’s, e vai cantar no CCB o material do seu mais recente álbum Enfants d'Hiver. No dia 8 de Outubro vamos poder ver uma lenda ao vivo.

Serge Gainsbourg e Jane Birkin
La La La Ressonance estreiam Outdoor no Theatro Circo
· POR André Gomes · 06 Out 2009 · 23:34 ·
A Rádio Universitária do Mindo está de parabéns. Celebra a belissima idade de 20 anos e vai ao Theatro Circo para o celebrar. A escolha do artista - que é um bom artista - também é boa. Os La La La Ressonance, nascidos das cinzas dos empolgantes Astonishing Urbana Fall - que até hoje dividem de forma hilariante quem o pronuncia -, preparam-se para apresentar em estreia o novo disco Outdoor na próxima sexta-feira, dia 9 de Outubro. O concerto acontece às 22 horas e tem a entrada ao custo de 5 euros.

O Bodyspace já deitou os ouvidos ao dito cujo e aconselha positivamente a fusão de pós-rock, electrónica e música erudita para degustação continua. O disco que sucede a Palisade conta com a participação dos Quad Quartet, interpretando trechos escritos pela banda, e tem até preocupações ambientais. Com distribuição da Compact Records, Outdoor é embalado em digipack certificado, integralmente construído em material reciclado e biodegradável. Este é o vídeo que serve de apresentação a Outdoor:


The Bad Plus dão volta a Portugal
· POR Nuno Catarino · 06 Out 2009 · 23:03 ·
Eles são o trio rebelde do jazz, transformam clássicos rock (e não só) em maravilhas de jazz vibrante. Eles dão a volta a temas de bandas tão distintas como Pixies, Nirvana, Pink Floyd, Wilco ou Blondie e criam irresistíveis épicos swingantes. Ethan Iverson (piano), Reid Anderson (contrabaixo) e Dave King (bateria) já nos obrigaram a abanar as ancas no festival de Sines, há uns aninhos, e agora estão de volta. 66% da banda já esteve em Lisboa há pouco tempo – Iverson e King estiveram integrados no supergrupo Buffalo Collision, liderado por Tim Berne, que passou pelo Jazz Em Agosto. Agora é a vez de os vermos em formato trio, em três concertos, que percorrem o país de lés-a-lés. No dia 8 actuam no Theatro Circo (Braga), no dia 9 passam pelo Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra) e no dia 10 o Museu do Oriente, em Lisboa, assiste aos seus desvarios sónicos. O Kurt Cobain havia de gostar.

The Weatherman marca pontos em Londres
· POR André Gomes · 05 Out 2009 · 12:47 ·
Como alguns poderão saber, The Weatherman a.k.a. Alexandre Monteiro, encontra-se neste momento em Londres para a cerimónia de prémios que faz parte da British Music Week. De entre 10 mil concorrentes de todo o mundo, ele foi um dos 50 seleccionados. Ontem chegaram ainda melhores noticias. Durante o primeiro dia de entregas de prémios Alexandre Monteiro ficou a saber que ficou entre os 10 finalistas, o que lhe dá o direito de tocar hoje, 5 de Outubro, dia da Implantação da República, no 93 FeetEast Club em Liverpool Street.

Para mais informação acerca dos resultados visitem este link.

Para rever a sessão que o músico de Gaia gravou para a Videoteca Bodyspace, basta clicar aqui em baixo:

Massive Attack convidam Burial para remisturas
· POR Rafael Santos · 05 Out 2009 · 00:59 ·


Não é segredo nenhum que os Massive Attack se preparam para editar um novo álbum em Fevereiro. Mas que Burial está a preparar um conjunto de remisturas desse mesmo álbum, isso já é informação que veio a terreiro de forma inesperada pela boca de Daddy G, cara metade da lendária banda de Bristol.

Estas foram as palavras de Daddy G à Clash Magazine on-line que parecem ter clarificado os rumores que circulavam na internet: "Essentially trying to get that together, where Burial essentially remixes quite a lot of the new tracks. Brings out a different version of quite a lot of the tracks that we've done."

Ou seja, à semelhança de No Protection de 1995 em que Mad Professor resisturou uma série de temas de Protection, os Massive Attack, admiradores confessos da cena dubstep e em particular de Burial, decidiram repetir a iniciativa convidando o misterioso produtor a redesenhar à sua imagem as músicas do novo disco.

Entretanto já se encontra por aí disponível o novo EP Splitting The Atom, o primeiro avanço de um álbum ainda sem título definido. Temas com presença garantida nos concertos agendados para o Campo Pequeno, em Lisboa, dia 21 e 22 de Novembro.
Röyksopp e os homo-sapiens
· POR Rafael Santos · 02 Out 2009 · 12:46 ·
Os noruegueses Röyksopp de Torbjørn Brundtland e Svein Berge preparam-se em Novembro para editar mais um single. Retirado do mais recente álbum de originais intitulado Junior, "This Must Be It", tema onde participa a bela voz de Karin Dreijer dos The Knife e Fever Ray, foi a terceira escolha promocional de um alinhamento que ainda não reúne consensos. Foi também a escolha sobre o qual recaiu o desejo de fazer um invulgar clip onde a condição humana é retratada como selvagem e tribal, mas empenhada em descobrir os prazeres da música. Como é apanágio em determinados projectos musicais, a ironia das imagens ficará para quem as quiser entender.

O clip, realizado por Andreas Nilsson, já se encontra disponível no You Tube e nós aproveitamos para divulgá-lo simplesmente porque o achamos giro.

Francisca Cortesão lança Minta & The Brook Trout, temos nova songwriter debaixo do olho
· POR André Gomes · 02 Out 2009 · 11:46 ·
O novo disco do projecto de Francisca Cortesão, Minta & The Brook Trout, acaba de sair. São onze músicas, gravadas com a banda, que a própria chama de "maravilhosa", constituída por Manuel Dordio, guitarra, a Mariana Ricardo, baixo e voz e o José Vilão, bateria e percussão. Para o disco apareceram ainda convidados de luxo: Walter Benjamin, co-autor de "I Don't Want To", voz e guitarra, BlackBambi, vozes e João Cabrita, saxofone em "Large Amounts". Esta última, além de abrir o disco é igualmente o primeiro single. O Bodyspace estará atento.

O disco foi gravado em Julho de 2009 no estúdio Golden Pony por Pedro Magalhães e Eduardo Vinhas, que também o misturaram. A produção é da própria Francisca Cortesão e de Mariana Ricardo. Nelson Carvalho masterizou a coisa. No myspace de Minta há já quatro canções para ouvir. O disco está à venda na Trama, Louie Louie e Flur, em Lisboa, e também na Jojo's, no Porto.

Entretanto também já existem datas para apanhar Minta ao vivo nos próximos meses. São as seguintes:

8 Oct - Livraria Trama, Lisboa
9 Oct - Monte Alentejano, Évora
10 Oct - Labirintho, Porto
4 Dec - Passos Manuel, Porto
5 Dec - Jojo’s, Porto
5 Dec - Convívio, Guimarães
O’queStrada a norte do país, fazem do Theatro Circo uma tasca
· POR André Gomes · 01 Out 2009 · 20:48 ·
Tasca Beat é o álbum que tem chamado a atenção de bastantes pessoas e que os O’queStrada apresentam no Theatro Circo amanhã, às 22 horas, em mais um concerto inserido no evento MUSA - Ciclo no Feminino. É desse disco que se destaca facilmente a canção "Oxalá te Veja" - provavelmente a melhor canção que é fado mas não é dos últimos tempos - e que se revela lentamente como viciante.

A percorrer o país desde 2002, o projecto que une Marta Miranda, João Lima (guitarra portuguesa), Pablo (contra-bacia), Zeto Feijão (guitarra) e Donatello Brida (acordeão) diz ser responsável pelo lançamento do conceito de “fado dos subúrbios”. São provavelmente percursores do fado-punk e no vídeo que se segue mostram a cara precisamente com "Oxalá te Veja".

Animal Collective, Devendra e Friendly Fires fazem salivar por disco de remisturas dos Phoenix
· POR Pedro Rios · 01 Out 2009 · 20:06 ·
Os Phoenix estão quase a lançar um disco de remisturas do aclamado Wolfgang Amadeus Phoenix e já se conhecem alguns dos temas. Tudo coisas boas.

Os Animal Collective (ou Deakin, dizemos, confusos, já que pensávamos que ele tinha saído do grupo) transformam “Love is like a sunset” num esquelético exercício de batida, vozes em loop reminiscentes dos ... Animal Collective. Devendra Banhart faz de “Rome” uma canção em suspenso, quase balearic, sem guitarras acústicas nem outros elementos que associamos ao homem, e os Friendly Fires a concretizarem em definitivo a ameaça dançável de "Fences".

Wolfgang Amadeus Phoenix (Remix Collection) será editado digitalmente nos Estados Unidos a 13 de Outubro pela Glassnote/Loyauté. O alinhamento é o seguinte:

01 - "Lisztomania (Alex Metric Remix)"
02 - "Fences (The Soft Pack Remix)"
03 - "1901 Bo Flex'd (Passion Pit Remix)"
04 - "Lasso (2 Door Cinema Club Remix)"
05 - "Fences (25 Hrs a Day Remix)"
06 - "1901 (L'aiglon Remix)"
07 - "Love Like a Sunset (Turzi Remix)"
08 - "Fences (Boombass Remix)"
09 - "Lisztomania (A Fight For Love - 25 Hrs a Day Remix)"
10 - "Fences (Friendly Fires Remix)"
11 - "Armistice (YACHT Remix)"
12 - "Girlfriend (Young Fathers Remix)"
13 - "Fences (Chairlift Remix)"
14 - "Rome (Neighbours with Devendra Banhart Remix)"
15 -"Love Like a Sunset (Animal Collective Remix - Deakin's Jam)"

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Cinco anos depois da sua morte, John Peel é homenageado em antologia
· POR Rafael Santos · 01 Out 2009 · 19:15 ·
John Peel é um nome que dispensa grandes apresentações. Mesmo assim não se pode deixar de salientar que Peel foi um melómano profissional que durante décadas apresentou na BBC Radio 1 uma série de programas da sua autoria que tinham essencialmente como missiva dar a conhecer o que de melhor se fazia na música, fosse lá tipologia que fosse.

Numa rara iniciativa (para uma multinacional), a Universal decidiu editar uma caixa comemorativa de 4 CD’s, reunindo assim um vasto arquivo que se tem mantido na posse da BBC. O blog Kat's Karavan, que organizou convenientemente todo o material pertinente do famoso DJ e radialista, informa que a antologia de John Peel terá não só uma série temas captados pelos microfones da BBC (ou sets exclusivos) das mais variadíssimas bandas que marcaram os últimos 30 anos da música popular, como também terá fotografias exclusivas das várias personagens convidadas para gravar sessões em estúdio.

No alinhamento estarão presentes nomes como of Small Faces, Thin Lizzy, Aswad, The Damned, Medicine Head, The Jam, The Slits, Funboy Five, The Cure, Linton Kwesi Johnson, That Petrol Emotion, Extreme Noise Terror, Ivor Cutler, Mercury Rev, Milo ou Bloc Party. A antologia denominada Kat's Karavan (The History of John Peel on The Radio) será editada a 26 deste mês de Outubro, um dia depois da data que marca o 5º aniversário da morte de Peel. Mais uma bela prenda para o Natal.

My Brightest Diamond actuam três vezes em Portugal
· POR Pedro Rios · 01 Out 2009 · 18:37 ·
É dona de uma voz dramática, capaz de lembrar o cetim do jazz ou a fúria de uma Polly Jean Harvey. Shara Worden é a líder dos My Brightest Diamond, que actuam em Dezembro em Portugal (dia 2, no Teatro São Luiz, em Lisboa; dia 4, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra; e dia 5, no Auditório de Espinho). Worden já grava música desde os três anos, altura em que aprendia piano. Em miúda ouvia gospel, música clássica e jazz (há ecos de tudo isso nas canções do seu grupo) e, anos depois, começou a andar com malta do melhor indie choninhas, como Sufjan Stevens. Bring Me The Workhorse, a estreia dos My Brightest Diamond, saiu em 2006. A Thousand Shark's Teeth , lançado em 2008, é o segundo e mais recente disco do grupo - é dele "Inside a Boy", cujo vídeo pode ver abaixo.

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