Toshimaru Nakamura, Andrea Neumann, Manuel Mota e Daniel Worm
Fundação Serralves, Porto
18 Set 2011
Final de domingo à tarde na cidade do Porto. Tudo praticamente fechado, tédio habitual na televisão, cinema quase só no shopping, poucas alternativas, tudo por inventar. A Fundação Serralves, no âmbito do Ciclo Improvisações/Colaborações, propunha uma muito interessante alternativa: a colaboração inédita entre o japonês Toshimaru Nakamura, Andrea Neumann, Manuel Mota e Daniel Worm (nas luzes). Um final de tarde de improvisações, portanto.

© Fundação de Serralves

À entrada, o público era convidado a sentar-se no palco ao redor dos protagonistas principais que, colocados no centro, haviam de criar as paisagens sonoras e visuais para um final de tarde de descoberta. Liderado por Toshimaru Nakamura, tido como um dos grandes nomes da improvisação electroacústica actual, o trio foi, de forma reducionista, criando uma tela delicada e auto-suficiente na sua intima coligação com o silêncio.
© Fundação de Serralves
Daniel Worm, seguindo a mesma lógica reducionista e abreviada ao essencial, foi pincelando essa tela de uma forma envolvente, sempre lógica, instigando uma perfeita ligação sensorial entre som e luz essencial na absorção da tela profundamente minimalista criada por Toshimaru Nakamura, Andrea Neumann, Manuel Mota. Aconteceu uma vez e não parece que volta a acontecer. Perdeu quem ficou em casa no sofá.
· 26 Set 2011 · 11:33 ·
André Gomes
andregomes@bodyspace.net

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