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Paredes de Coura
18-20 Ago 2016
· POR Fernando Gonçalves · 25 Ago 2016 · 12:07 ·
© Sofia Ferreira
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Supersonic
O mundo ainda precisa de Sun Ra
· POR Hélder Gomes · 12 Ago 2016 · 17:05 ·
© Syvain Gripoix
Sun Ra pode ter morrido em 1993, aos 79 anos, mas o seu espectro continua a pairar por aqui. O saxofonista francês Thomas de Pourquery lidera o sexteto Supersonic, que desde 2012 anda a recriar a música do alienígena de Saturno que se encontrava em missão na Terra para pregar a paz. No penúltimo dia da edição deste ano do Jazz em Agosto, a partir das 21h30, o free jazz e a música improvisada e retratada de Sun Ra vão encher o Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Antes da actuação, Thomas de Pourquery falou com o Bodyspace sobre a influência do músico cósmico, a sua filosofia pacífica e os projectos em que se encontra actualmente envolvido. No final da entrevista, o saxofonista deixa ao público do festival um convite que não fica nada a dever às palavras de Sun Ra.
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Ava Mendoza
She moves in Unnatural Ways
· POR Hélder Gomes · 10 Ago 2016 · 11:36 ·
Ava Mendoza não faz música convencional e ainda bem. A improvisação e o noise de Oakland têm muito do ADN da guitarrista americana, que em 2013 se mudou para Nova Iorque. De uma cidade para a outra, tratou de reconfigurar Unnatural Ways, um trio que entretanto também mudou de baterista. É já com Sam Ospovat que o projecto se apresenta esta quinta-feira no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. No baixo estará Tim Dahl, que no sábado já marcou presença no Jazz em Agosto como parte de um outro trio, o Pulverize the Sound. A música estilhaçada dos Unnatural Ways não passou ao lado do mestre John Zorn, que rapidamente os convidou a editarem pela sua label Tzadik. Às 21h30 de quinta, o anfiteatro de pedra da Gulbenkian vai testemunhar ao vivo a música nada empedernida do trio.
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Théo Ceccaldi
Chegando mostarda ao nariz do jazz
· POR Hélder Gomes · 08 Ago 2016 · 16:04 ·
Um ano depois, o violinista Théo Ceccaldi volta a tocar no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. É já esta terça-feira, às 21h30, que o músico francês se apresenta ao público do Jazz em Agosto como líder do quarteto Petite Moutarde. A actuação, que deverá centrar-se no homónimo álbum de estreia, será acompanhada pela projecção de filmes surrealistas dos 1920s, como películas de Man Ray, Marcel Duchamp e René Clair. O músico explicou ao Bodyspace como nasceu o fascínio por esse período do cinema e qual a importância de ser distinguido por uma publicação francesa, entre outros assuntos. Mas Théo Ceccaldi começou por recordar a passagem pela edição do ano passado do festival lisboeta. Segue-se a conversa mantida via email com um dos mais jovens e atarefados valores do jazz europeu.
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Hannah Epperson regressa com Upsweep
· POR Fernando Gonçalves · 05 Ago 2016 · 16:41 ·


Primeira metade de um corpo homogéneo que englobará, no seu término, dois álbuns, Upsweep, com estreia marcada para o dia 16 de Setembro pela ListenRecords, marca o regresso de Hannah Epperson aos discos.

Como referimos, Upsweep é apenas uma parte de um projecto que verá, ainda, nascer o álbum Slowdown (ainda sem data de estreia). Álbuns cara e coroa que, de algum modo, se misturarão, uma vez que em Upsweep existirão temas mais pop (“Amelia”) e outros num estilo mais neoclássico (“Iris”), algo que também acontecerá em Slowdown. Um outro pormenor: todos os temas deste novo disco, dez no total, se chamam “Amelia” ou “Iris”.

Gravitando entre dicotomias, o novo registo da selvagem canadiana nascida em Salt Lake City salta entre o real e o surreal criando temas como “Story (Amelia)”, música que, aquando da sua passagem pelo Porto em Fevereiro passado, o Bodyspace teve ocasião de experimentar pela primeira vez. Agora, em estreia mundial e afirmando-se como primeiro avanço para Upsweep, fiquem com “Story (Amelia)”, um tema Amelia…

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Out.Fest anuncia primeiros nomes
· POR Paulo Cecílio · 05 Ago 2016 · 11:10 ·


O Out.Fest bom, isto é, o do Barreiro, regressa este ano com mais uma dose cavalar de música e experiências que não obtemos em (muitos) mais sítios. Vamos citar: «a prioridade é dada a quem tem vindo a desenvolver um trabalho musical de bravura, criatividade, progressismo e coerência artística - a proveniência do campo estético ou vocabulário passa para plano secundário».

Daí que entre os primeiros nomes anunciados para o seu cartaz se encontrem os de Evan Parker, Barry Guy e Paul Lytton, trio que assim regressa a Portugal após 15 anos de interregno, os mestres do heavy psych Acid Mothers Temple (na foto) e o regresso de Pete Kember, a.k.a. Sonic Boom, a.k.a. Experimental Audio Research. Também Lê Quan Ninh, Foodman, Tropa Macaca e Ondness são algumas destas primeiras propostas, realizando-se o Out.Fest entre 6 e 9 de Outubro e estando os passes gerais à venda por, *gasp!*, 20€ até ao dia 9 de Setembro. É aproveitar, maltinha. 

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Le Guess Who? com novidades
· POR Paulo Cecílio · 05 Ago 2016 · 11:08 ·


O festival holandês dedicado à música experimental, que se realiza em Utrecht de 10 a 13 de Novembro, anunciou esta semana mais nomes para um cartaz que já se encontrava recheado com Wilco, Savages, Julia Holter e Suuns e com as propostas destes - eles que são os curadores deste ano.

Agora, o Le Guess Who? contará igualmente com a presença de Junun, o projecto que junta Johnny Greenwood (Radiohead) a Shye Ben Tzur e ao Rajasthan Express, eles que lançaram a banda-sonora do filme com o mesmo nome no ano passado. Para além disso, haverá Swans, Dinosaur Jr., Tortoise e muitos, muitos outros. Os passes gerais já se encontram à venda e custam 125€.

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Marc Ribot abre hoje o Jazz em Agosto 2016
· POR Hélder Gomes · 04 Ago 2016 · 16:38 ·


O guitarrista americano Marc Ribot abre hoje a edição 2016 do Jazz em Agosto, com o seu quarteto The Young Philadelphians acompanhado pelo Lisbon String Trio. O concerto inaugural começa às 21h30 no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Também dos Estados Unidos chega-nos o saxofonista Tim Berne a liderar o quinteto Snakeoil, que se apresenta no dia seguinte, à mesma hora e no mesmo local, como, de resto, todos os concertos principais do festival. No sábado, o trio Pulverize the Sound, com Peter Evans no trompete, Tim Dahl no baixo eléctrico e Mike Pride na bateria, percussão e glockenspiel, cumpre a promessa do nome e mostra um som esquartejado pela improvisação jazz, noise e thrash metal. E no domingo a Eve Risser White Desert Orchestra encerra os primeiros dias do Jazz em Agosto.

Na segunda-feira, dia 8, é a vez de Tetterapadequ, formação composta por músicos portugueses e italianos que se encontraram no conservatório de Haia, e, no dia seguinte, de Petite Moutarde. O quarteto francês é liderado pelo violinista e violista Théo Ceccaldi, que já tocou na fundação lisboeta na edição do ano passado do festival como parte da Orchestre National de Jazz. A actuação da próxima terça-feira, dia 9, será acompanhada pela projecção de filmes surrealistas dos anos 1920s, realizados por Man Ray, Marcel Duchamp e René Clair. O Tuba and Drums Double Duo, formação luso-inglesa, apresenta-se em estreia mundial na quarta, dia 10.

Tim Dahl, do trio Pulverize the Sound, volta a marcar presença no Jazz em Agosto 2016 na quinta, dia 11, como integrante do trio Unnatural Ways, liderado pela guitarrista americana Ava Mendoza, e com um caldo de blues, jazz, psicadelismo e punk. (E atenção que Mendoza tem edição prevista para este ano na Tzadik, a etiqueta de John Zorn.) Com origens repartidas pela Alemanha, Finlândia e Sérvia, a Z-Country Paradise mistura jazz, rock e a poesia de Rimbaud no antepenúltimo dia do festival. No sábado, 13, o sexteto Supersonic do saxofonista francês Thomas de Pourquery homenageia a música visionária de Sun Ra. E no domingo, 14, a Large Unit do baterista norueguês Paal Nilssen-Love encerra a edição deste ano do Jazz em Agosto. O encontro anual do jazz mais desafiante da actualidade é complementado por actividades paralelas, como concertos de entrada livre, conferências e filmes. Para mais informações, basta seguir este link.

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Sixto Rodríguez e o seu Cold Fact (1970)
· POR Fernando Gonçalves · 04 Ago 2016 · 15:54 ·


Estávamos em 1970, a trip continua da década anterior já se dissipava das mentes e corpos de milhões de pessoas por todo o mundo (com os States à cabeça) e deixava no ar, quase suspenso como um grito que se retrai apercebendo-se da inoportunidade do momento, a expectativa do que aí viria. A História todos nós sabemos como se desenrolou, está ao alcance de um livro ou de uma pesquisa na net, mas para Sixto Rodríguez, músico prestes a atirar-se para o mundo, o nevoeiro que cobria a indiscernível nova década era dissipado pela esperança de nome Cold Fact (gravado meses antes no Tera-Shirma Studio da sua Detroit natal) que carregava no bolso.



Doze músicas, entre elas a eterna “Sugar Man”, quase fizeram de Rodríguez um sucesso nos setenta. “Quase”, porque a vida deste Cold Fact e do seu mentor foi um corpo esquisito e nunca benquisto na terra que o viu nascer, ao mesmo tempo que o mito e a realidade, como uma lapa, se associaram ao seu trajecto enquanto homem-músico e músico-homem. Mas o mundo dá voltas e, para Sixto, a História, apesar de nunca ter deixado de ser uma espécie “patinho feio” da música, reservar-lhe-ia um par de surpresas…



Voltemos a 1970. Produzido por Mike Theodore e Dennis Coffey (responsáveis, igualmente, pelas letras dos temas “Hate Street Dialogue” e “Gommorah (A Nursery Rime)”, Cold Fact saiu pela mão da Sussex Records para uns Estados Unidos da América que foi grande em o ignorar. Vendas quase nulas, um antigo responsável pela editora jurava, num documentário sobre o músico, terem-se vendido menos de um milhar de exemplares, mas na África do Sul e na Austrália, o disco foi um sucesso (o mesmo responsável afirmava que Sixto teria, em associação com a A&M Records (subsidiária da Sussex Records), editora de Rodríguez na África do Sul, comprado uma boa parte dos álbuns naquele país africano…



Não sabemos se isto é realidade, mas sabemos que este álbum que mistura o melhor do rock criado nos 60’ com blues de cariz urbano e uma folk que mais parece saída de um “agora criativo”, esse agora que os artistas contemporâneos se esforçam para criar no universo do indie-folk-rock, fez furor nesses dois países dando a Rodríguez atenção e carinho consubstanciados numa tournée-ternura à Down under em 1979 (em baixo, o concerto de Sixto no Regent Theatre de Sydney durante essa tour).



Antes porém, Rodríguez, ainda editou um segundo álbum de seu nome Coming From Reality (1971), com igual resultado de vendas, o que o levou a por um fim na sua carreira e a levá-lo para uma carreira política que seguiu o mesmo caminho ( o Conselho Municipal de Detroit escreveu mal o seu nome nos boletins de voto) até que, em 1979, o hype criado na Austrália o levou até lá… Ainda voltou à terra dos cangurus em 1981 para depois concluir, no mesmo ano, o curso de Filosofia na Wayne State University’s Monteith College, Detroit, enquanto trabalhava numa empresa de demolições.

Passaram dez anos até que se voltasse a ouvir falar do “homem das demolições”. Em 1991, ambos os discos de Sixto foram reeditados em CD na África do Sul. Sucesso, embora desconhecido para ele, até que me 1998, a sua filha encontrou um site sul-africano em sua honra, o que o levou a uma primeira tournée naquele país (regressou em 2001 e 2005), mas faltavam os Estados Unidos da Ingratidão…

2008/2009. A Light in the Attic Records, nome bem a propósito, reedita Cold Fact e Coming From Reality, e a História toma um ouro rumo… Em 2012 é convidado do Late Show com David Letterman, a CNN decide entrevistá-lo e o jornalista Stephen Robert Morse lança uma petição online para atribuir a Rodríguez a distinção “Kennedy Center Honor”.

Durante o período que mediou a reedição dos seus dois álbuns no seu país natal, Simon Chinn e John Battsek, realizadores, começaram o filme documentário que viria a estrear no dia 3 de Setembro de 2012 no festival de Sundance e que inscreveu, de vez, o nome deste americano com origens mexicanas na galeria de honra da música norte-americana. “Searching For Sugarman” abriu festivais de cinema, integrou o alinhamento de alguns festivais de música europeus e originou um álbum novo com base na banda sonora do documento imagético (em baixo o filme completo):



A busca terminou, “Sugar Man” encontrou um lugar na História, assim como na história desta retro-mania. Primeira do alinhamento de Cold Fact, mas nunca última, “Sugar Man” fecha esta deambulação por uma das personagens mais fascinantes do glossário musical norte-americano, Sixto Rodríguez o, finalmente, Sugar Man…

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Setembro 11
Eagles of Death Metal
Coliseu dos Recreios, Lisboa
Outubro 7
Zélia Duncan & Zeca Baleiro
Coliseu, Porto
8
Yann Tiersen
Coliseu dos Recreios, Lisboa
8
Zélia Duncan & Zeca Baleiro
Campo Pequeno, Lisboa
9
Eliane Elias
Casa da Música, Porto
11
The Mission
Hard Club, Porto
12
The Mission
Paradise Garage, Lisboa
12
BODYSPACE EM CASA: Hannah Epperson
Casa Independente, Lisboa
13
BODYSPACE APRESENTA: Hannah Epperson
Maus Hábitos, Porto
14
Sara Gazarek
Casa da Música, Porto
14
Hannah Epperson
Teatro Ribeiro Conceição, Lamego
20
Edmar Castañeda Trio
Auditório de Espinho, Espinho
26
Tindersticks
Teatro Tivoli, Lisboa
27
PJ Harvey
Coliseu dos Recreios, Lisboa
29
Tindersticks
Casa da Música, Porto

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